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quarta-feira, 4 de março de 2020

Março 2020] Museu da Fotografia Fortaleza inaugura duas novas exposições de longa duração


O OLHAR NÃO VÊ. O OLHAR ENXERGA. e NÃO DANIFIQUE OS SINAIS têm curadoria de Diógenes Moura, que promoverá uma conversa com o público às 11h30

O cérebro de um museu é seu acervo. E trabalhar este material de forma aprofundada, motiva que um processo de programação comece a surgir. É a partir do contato com um acervo que o curador define as direções que deseja seguir. E foi dessa maneira que Diógenes Moura, profissional que fez a curadoria da mostra “Estúdio de Arte Irmãos Vargas encontra Martín Chambi”, voltou ao Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) para mergulhar neste acervo com mais de 2.500 obras e modificar dois pavimentos inteiros do equipamento, revisitando todo este material e trazendo novos contextos e novas leituras para o Museu.

Desde sua inauguração, em março de 2017, o MFF manteve, no térreo e 1º andar, duas exposições de longa duração que, agora, darão espaço a fotografias que ainda não foram expostas, sem deixar de manter alguns clássicos e obras icônicas, desde que dialoguem com as novas pautas apresentadas. Dia 7 de março, às 10h, o Museu da Fotografia Fortaleza abre as portas com O OLHAR NÃO VÊ. O OLHAR ENXERGA. no térreo e NÃO DANIFIQUE OS SINAIS no andar de cima. Às 11h30, o curador Diógenes Moura irá conversar com o público presente sobre todo este processo e o resultado dele.

No total, são cerca de 370 obras, coloridas e em preto & branco, nestas exposições que cruzam muitas décadas e períodos da história da fotografia. São experimentos, a forma como olhamos o outro, paisagens, retratos, o corpo, os limites entre cidade, existência e abandono. O OLHAR NÃO VÊ. O OLHAR ENXERGA., trata de humanidades, começando com retratos em plano fechado, retratos de época, depois passando por retratos em planos abertos, possui uma seleção de imagens de interior e exterior, passa pelo corpo, pela natureza do homem e pela natureza da terra, também por ensaios, arte e religiosidade, até chegar a experimentos mais modernistas, reunindo fotografias brasileiras e estrangeiras.

Em NÃO DANIFIQUE OS SINAIS, poderá ser encontrada uma esfera mais política, mais agonizante socialmente, porque começa com o desastre em Mariana – MG, passa por conflitos do homem pelo homem trazendo, também, imagens de Serra Pelada, ensaios provocantes em relação ao país, desastres ecológicos, imigrantes, chegando à Ditadura e terminando no Cangaço, que precede uma epígrafe poética.

Segundo o escritor e curador Diógenes Moura, “o ponto mais importante dessas duas exposições é a descoberta que o verdadeiro olhar não vê. Ver, apenas, já não basta. O olhar enxerga. E a fotografia também não basta, temos que observar a imagem, o resultado disso: da existência da imagem”, conclui. As galerias do MFF foram pintadas em novos tons para receber as mostras. Existem sequências de imagens que tentam contar uma história e, além disso, os textos presentes nas paredes estarão em português, inglês e braile. Existirão, ainda, algumas imagens táteis, em 3D, para que os deficientes visuais possam visitá-las e 20 imagens com QR code e áudio descrição.

Sobre Diógenes Moura

É escritor, curador de fotografia, roteirista e editor independente. Em 2019 foi semifinalista do Prêmio Oceanos de Literatura com O Livro dos Monólogos [Recuperação para Ouvir Objetos], publicado pela Vento Leste Editora. Em 2018/2019 foi curador da mostra Terra em Transe, que ocupou todo o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, fazendo parte do Solar Foto Festival. Premiado no Brasil e exterior, foi Curador de Fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 1998 e 2013. Seu próximo livro, o romance lítero-contagioso VAZÃO 10.8 será publicado no Brasil em maio, e narra os dias e as noites do autor ao lado de sua única irmã, foi vítima de um câncer fulminante em 2018, morrendo no dia 01 de janeiro de 2019, dia do aniversário do autor. Diógenes Moura escreve sobre existência, imagem e abandono.     

SOBRE O MUSEU

Inaugurado dia 10 de março de 2017 com a coleção Paula e Silvio Frota, o MFF recebe cerca de 4 mil visitantes por mês, que podem conferir dois andares de acervo fixo, além de mais outro que recebe exposições temporárias. Compreendendo sua função social para além do espaço expositivo, os projetos Museu na Comunidade e Museu no Interior já visitaram diversas comunidades da capital e do interior (Maracanaú, Jericoacoara e Redenção), levando até o público em situação de vulnerabilidade, teoria e prática acerca do mundo da fotografia. Além disso, o equipamento realiza uma série de ações que têm como objetivo a divulgação de novos talentos e a promoção da fotografia contemporânea a partir da realização de cursos e visitas guiadas para a terceira idade e de oficinas e workshops voltados a artistas, estudantes e educadores – resultado, inclusive, da proximidade da instituição junto às Secretarias de Cultura (Secult), de Turismo (Setur) e de Educação do Estado (Seduc), e às Secretarias Municipais da Educação (SME), de Turismo (Setfor) e de Cultura de Fortaleza (Secultfor). O MFF tem também uma equipe de educativo formada pelos alunos dos cursos de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Fortaleza (Unifor), Pedagogia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Artes Visuais do Instituto Federal do Ceará (IFCE), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Estácio e Escolas Técnicas do Governo do Estado.



SERVIÇO:

“O OLHAR NÃO VÊ. O OLHAR ENXERGA.” e “NÃO DANIFIQUE OS SINAIS”

Data abertura: 07/03 (sábado)

Horário: 10h

Conversa: 11h30

Censura: Livre

Visitação: Gratuita, de terça-feira a domingo, de 12h às 17h

Local: Museu da Fotografia Fortaleza

Endereço: Rua Frederico Borges, 545 – Varjota

Mais informações: (85) 3017-3661


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