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sábado, 27 de junho de 2020

ARTIGO] O Ensino Remoto em tempos de pandemia


 
De acordo com Aristóteles, filósofo grego de notório destaque, “a educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”. Essa premissa atemporal tem relação direta com o cenário de incertezas que o Brasil vivencia em meio a uma pandemia causada pelo vírus Covid-19, onde professores e alunos, em prol de uma educação de qualidade, vêm unindo esforços para se adaptar ao novo Ensino Remoto Emergencial, já que os mesmos estão proibidos pelo Ministério da Educação e as secretariais estaduais de Educação de frequentarem, de forma presencial, instituições de ensino fundamental e superior.

No entanto, muitos têm sido os empecilhos ao pleno desenvolvimento da educação durante esse período atípico devido à imprevisibilidade dessa situação, necessitando de esforços conjuntos de profissionais que trabalham em ambientes de ensino e dos alunos das instituições. Nesse contexto, com a disseminação do vírus, que se iniciou como uma epidemia na China, para o restante do mundo, o País adotou o Ensino Remoto Emergencial como uma medida provisória devido a essa circunstância de crise com o intuito de amenizar os impactos na aprendizagem dos estudantes. Assim, professores, coordenadores e outros profissionais que atuam na área da educação tiveram que adaptar, o mais rápido possível, o currículo, as aulas e as atividades que seriam realizadas presencialmente para ambientes virtuais.

Entretanto, por essa situação ser totalmente inesperada, não houve tempo para o planejamento das aulas no meio remoto, onde etapas importantes para que essa adaptação fosse bem-sucedida não foram realizadas como, por exemplo, a capacitação de professores e a preparação de uma infraestrutura tecnológica. Além disso, instituições privadas e estaduais tiveram que adotar medidas urgentes para garantir a acessibilidade de estudantes que não possuíam acesso à Internet. Então, não é à toa que a palavra “emergencial” é utilizada para caracterizar esse tipo de ensino.

Apesar de todas as dificuldades, nunca houve tanta inovação e criatividade por parte dos professores para repassar conhecimentos. Esses profissionais aprenderam a utilizar plataformas digitais que, para muitos deles, eram desconhecidas, reinventaram-se na forma de ministrar suas aulas e promoveram, em diversos casos, atividades inovadoras para seus alunos. Sendo assim, docentes estão tentando reconstruir no mundo virtual a estrutura que os alunos possuíam dentro de um centro acadêmico. Ademais, é inegável que a pandemia possibilitou a aceleração da integração da tecnologia com a educação, algo que já vinha sendo discutido e estava em curso, embora de forma muito mais lenta. Essa situação pode fazer com que o ensino híbrido ganhe mais espaço na educação brasileira, de forma a permitir a flexibilidade e a personalização do estudo.

Portanto, apesar dessa situação poder ser considerada por muitos “as raízes amargas” as quais Aristóteles se referiu em sua famosa frase, com esforços conjuntos e dedicação de profissionais e alunos, a educação por meio de Ensino Remoto durante esse período de incertezas parece caminhar para bons resultados.


Profa. Dra. Maria Estela Giro
Docente do Curso de Marketing da UniAteneu
Doutora em Biotecnologia e mestra e graduada em Engenharia Química


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