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quarta-feira, 25 de março de 2020

ARTIGO DE OPINIÃO] A atuação da Fisioterapia na pandemia do Covid-19


Prof. Evaldo Lopes

Já vivenciamos outros casos de pandemia, como a pandemia da Gripe Espanhola (1918-1919), onde aproximadamente um terço da população do planeta foi infectada pelo vírus. Milhões de infectados não resistiram à doença. Outras pandemias ocorreram em 1957, 1968 e 2009. Porém, nenhuma até então tão grave quanto à Gripe Espanhola. Desde então, as políticas públicas e os avanços tecnológicos voltados para o controle e a prevenção das doenças infectocontagiosas melhoraram as campanhas de vacinação e imunização, reduzindo os processos infecciosos por gripe.

Porém, um novo vírus foi descoberto na China e muitos casos de Pneumonia de forma desconhecida, sendo transmitida de pessoa a pessoa. Então, foi detectado o vírus e denominado de Coronavírus (Covid-19). O mundo agora passa a viver uma nova pandemia com sintomas muito semelhantes às gripes anteriores, só que este quadro viral apresenta um dos sintomas mais preocupantes, a Insuficiência Respiratória. Estes casos, inicialmente, estão restritos às pessoas adultas e idosas. Mas, provavelmente, as crianças de pouca idade, os idosos e os pacientes com outras doenças crônicas e de baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves.

Então, como o vírus se tornou uma pandemia e o Brasil infectado, o fisioterapeuta, como profissional atuante em unidades de urgência e emergências, em unidades de tratamento intensivo e leitos de recuperação, tem um papel primordial, seja no fortalecimento e melhoria da capacidade respiratória ou nos atendimentos aos pacientes já hospitalizados. Falar em tratamento fisioterapêutico para os pacientes infectados, remota às experiências com os outros Coronavírus (H1N1, Sars-CoV e Mers-CoV). Os casos de Pneumonia por Coronavírus mostram comprometimentos pulmonares semelhantes aos surtos anteriores (febre, fadiga, tosse seca e sintomas de infecção do trato respiratório superior).

Neste momento, quando os pacientes apresentam dispneia e, em casos graves, progredindo para síndrome do desconforto respiratório agudo, o fisioterapeuta atuará com suporte ventilatório, além da utilização das técnicas de higiene brônquica e reexpansão pulmonar, nos casos hipersecretivos e hipoventilação ou atelectasias. Exercícios precoces durante todo o período de internação para a musculatura dos membros ou para os músculos da ventilação deverão ser realizados para manter ou melhorar a capacidade funcional física e respiratória, no intuito de minimizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Existem várias instruções estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a atuação do fisioterapeuta com o paciente em terapia intensiva, mas cabe ao profissional estar atento e auxiliar no processo de monitoração em conformidade com os demais profissionais de saúde com as precauções padrão, e prover mecanismos de melhoria do processo de controle de infecção, conforme necessário. Portanto, lembre-se dos conselhos simples dado à população em 1918 para evitar o contágio: Lave as suas mãos regularmente; cubra a sua boca e nariz ao espirrar; e um conselho atual, fique em casa.


Fonte: Ministério da Saúde do Brasil; Organização Mundial da Saúde (OMS); Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC); e Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).


Prof. Me. Evaldo Lopes Júnior
Coordenador do Curso de Fisioterapia da UniAteneu
Fisioterapeuta, especialista em Saúde do Idoso e mestre em Ciências Fisiológicas


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