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sábado, 5 de agosto de 2017

Dragão do Mar] Programação cultural de 8 a 13 de agosto de 2017


FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.
Cinema do Dragão: de terça a domingo, das 14h às 22h.
Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábado, domingo e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.
Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias.



► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA TEATRO DA TERÇA
Espetáculo “Os Cavaleiros”
Alumiar Cenas e Cirandas
O espetáculo “Os Cavaleiros” se passa na cidade de Ciranda, povoado fictício em que a visão sagrada e profana envolvem a vida de uma comunidade de vaqueiros. O folguedo do bumba-meu-boi e os sete pecados capitais são usados como arquétipos da essência humana, os brinquedos cantados e a religiosidade se entrelaçam como fios nas mãos dos personagens, que apresentam texto rico em torno do grande universo que é a Cultura Popular.
Os Cavaleiros traz a inclusão para a cena teatral. O espetáculo conta com a participação de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e em suas primeiras apresentações contou também com a participação de um ator deficiente visual e com aparelhos e equipe de audiodescrição.

/// Dias 8, 15 e 22 de agosto de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Duração: 110 minutos.


► [PALESTRA] DEBATE COM GINGA
Com a palestra “A Capoeira na proteção e no caminho da sustentabilidade ambiental”
O Debate com Ginga é realizado uma vez por mês no Auditório do Dragão do Mar, proporcionando discussões de temáticas que se relacionam com a capoeira. Realizado pelo Grupo Capoeira Brasil, promove ainda oficinas e vivências de manifestações afro-brasileiras ou relacionadas com a capoeira. O debate promove a troca de saberes ao convidar pessoas oriundas de diversos setores da sociedade e de campos do saber. Nesta edição, confira a palestra “A Capoeira na proteção e no caminho da sustentabilidade ambiental”, com o educador e ambientalista Juaci Araújo de Oliveira.
“O Debate com Ginga é uma proposta de ir além dos espaços mais tradicionais da capoeira, instigando os capoeiristas a buscarem ampliar suas fontes de conhecimento e suas visões das temáticas que atravessam nossa arte”, afirma Luciano Hebert, corda marrom do Grupo Capoeira Brasil e coordenador do projeto.
O projeto Debate com Ginga tornou-se Projeto de Extensão da Universidade Federal do Ceará-UFC, pelo Instituto de Educação Física e Esportes – IEFES, desde novembro de 2016. Isto significa que passou a ser reconhecido, conservado e apoiado pela Universidade, como capaz de desenvolver atividades de caráter educativo, social, cultural, científico e tecnológico, envolvendo a Capoeira, cujas diretrizes e escopo de integração com a sociedade, agregam-se às linhas de pesquisa desenvolvidas pelo IEFES-UFC.
Deste modo, o projeto será ainda capaz de provocar a investigação científica para alunos da graduação em Educação Física e outras áreas do conhecimento, bem como a socialização destes para quem não tem acesso direto à Universidade, com certificação a todos que dele participarem.

A Capoeira e o Grupo Capoeira Brasil
A origem da Capoeira ainda hoje é discutida por diversos estudiosos da área, mas acredita-se que ela remonta aos tempos da escravidão, sendo criada provavelmente pelos negros escravos aqui no Brasil, na ânsia de se libertarem. A capoeira atravessou diversas fases e inúmeras adversidades, sendo até considerada uma prática ilegal e proibida.
Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Capoeira encontra-se presente em todo o território nacional e em mais de 150 países, tornando-se inviável contabilizar o número de praticantes. A Capoeira hoje é incentivada e amparada por Lei Federal e em 2008 foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, sendo candidata a tornar-se patrimônio da humanidade.
O Grupo Capoeira Brasil, fundado em 1988 (ano de comemoração dos 100 anos da Abolição da Escravatura), na cidade de Niterói, pelos mestres Paulinho Sabiá (Niterói – RJ), Boneco (Barra – RJ) e Paulão Ceará (Fortaleza – CE), surgiu com o objetivo de incentivar, divulgar e resgatar a cultura e a arte da Capoeira, valendo-se desse instrumento como um meio de transformação e incentivando os praticantes a se tornarem cidadãos críticos.

/// Dia 9 de agosto de 2017, às 19h, no Auditório. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA NOVA CENA
Espetáculo “Criadas”
Criadagem
O trabalho é uma adaptação do texto “As Criadas”, do dramaturgo francês Jean Genet, e aborda as relações de poder e o jogo instável entre as figuras de uma madame que exerce autoridade e as criadas que executam os desejos de sua senhora, sempre friccionando suas ações em pequenos atos de rebelião grotesca. “Criadas” nasceu de um processo colaborativo coordenado pela diretora Angela Deyva, durante a disciplina Práticas de Encenação, conduzida pelo professor Ricardo Guilherme, no curso de Teatro-Licenciatura da Universidade Federal do Ceará.
O espetáculo fala sobre duas irmãs, Claire e Solange, ambas empregadas domésticas que encenam ritualisticamente o assassinato da patroa. Durante a encenação, sentimentos e desejos são aflorados de forma contraditória. Sentem culpa e desejo, medo e coragem, em um jogo de poder coercitivo de submissão e ódio, justamente para pôr fim à dominação e opressão de suas vidas.

/// Dia 9 de agosto de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre. Duração: 60 minutos.

► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA QUINTA COM DANÇA
Espetáculo “Encanta o Meu Jardim”
Rosa Primo
O espetáculo é fruto do projeto de pesquisa de autoria de Rosa Primo, premiado pela Secretaria da Cultura de Fortaleza, denominado “Dance, uma conversa”. A pesquisa teve como centralidade o encontro, durante quatro dias, com cada um dos chamados três jovens coreógrafos de Fortaleza: Andréia Pires, Luiz Otávio e Marcio Medeiros. A partir desses encontros, Rosa Primo teria em sua corporeidade dançante elementos possíveis para pensar e propor um corpo em potência, possível de existir em termos de diferenças e de singularidades.
Segundo Rosa Primo, a motivação para “Encanta o Meu Jardim” partiu não somente do desejo de encontros a fim de responder a demandas variadas, mas do desafio de tentar apresentar um recorte preciso de um conjunto disperso. “Entender no corpo esse processo é vivenciar a busca de uma singularidade só possível porque diferente em si mesma. Partes, pedaços, restos compõem uma vida, um tempo, um jardim que se reinventa continuamente e mantém o encanto e o estranhamento”.

/// Dias 10, 17 e 24 de agosto de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: Livre. Duração: 60 minutos.

► [DANÇA] Espetáculo “KKKK”
Bu! Criações de Calabouço
O trabalhador em massa e suas outras possibilidades de estar. Com uniformes, os corpos se perdem no todo, e ao mesmo tempo se encontram ao criarem pontes de identificação com o público. O riso como reflexão sobre as condições e relações estabelecidas nos espaços de trabalho. Da cozinha para o quarto, do jardim para a garagem. Bater o ponto. Rir para não chorar. Constrangimento? Reação? É tão engraçado. É? Um convite para uma possível diversão. Possível.

/// Dias 11, 18 e 25 de agosto de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: Livre.


► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] MOSTRA ENTRE PERFORMANCES E MOSTRA VIDEOGRAFIAS PERFORMATIVAS
Uma das maiores expressões da arte contemporânea, a performance cearense tem uma rica produção que se encontra na segunda edição das mostras Entre Performances e Videografias Performativas, de 11 a 13 de agosto, em vários espaços do Dragão.
A Mostra Entre Performances apresenta oito atrações que fazem aproximações diversas e experimentações estéticas que dialogam com os espaços do Dragão do Mar e que combinam elementos do teatro, das artes visuais e da música. Compõem a programação: "Vendedor de Amor", do Grupo As 10 Graças de Palhaçaria; "Pajeú", da Inquieta Cia.; "Aceita", do Coletivo Transeuntes; "Nascimento do Homem", do Grupo Panelinha de Teatro; "Dicotomia", de Thomas Saunders; "Azul", de Ítalo Campos; "Entre: Dragão do Mar", do Entre: Núcleo de Investigação Cênica; e "Carvão para seus olhos tocarem", de RC Campos.
Já a Mostra Videografias Performativas traz a exuberância prática e reflexiva sobre os campos da performance. Serão exibidos: "Bela, recatada e do lar", do Comedores de Abacaxi S/A; "Centauro", de Marina de Botas; "O batedor de bolsa", de Dalton Paula; "Café Colônial", de Naiana Magalhães; "Zeitgeist", de Paul Setúbal; "Malacon", de Marcos Martins; "Performance magia política e ativismo psíquico", de Marcelo Gandhi; "marxha das cem tetas", de Marie Carangi; "Mamilo proibidão", de Raoni Shaira; "Desaba", da Inquieta Cia.
As mostras são parte da Temporada de Arte Cearense (TAC) 2016/2017, programação que reúne os projetos artísticos selecionados pelos Editais Culturais – os editais de ocupação do Dragão do Mar. A TAC renova mensalmente as atrações de sua programação, destacando sempre as novidades da produção artística do Ceará, nas mais diversas linguagens. Nesta terceira edição, que vai de agosto de 2016 a dezembro de 2017, a TAC realiza 536 apresentações artísticas dos 176 projetos selecionados pelos Editais Culturais 2016/2017.

Parceria
As mostras Entre Performances e Videografias Performativas serão realizadas em parceria com o Dança em Foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança, realizado tradicionalmente no Rio de Janeiro. Neste ano, pela primeira vez, o festival, já na 15ª edição, migra para a capital cearense. De 11 a 30 de agosto, no Dragão do Mar, o Dança em Foco apresenta a Mostra Internacional de Videodança, Masterclasses e Palestras (MIV), com programação ainda nos dias 16, 17 e 18 deste mês, na Escola Porto Iracema das Artes, que terá participação de Alexandre Veras (Brasil), Andres D. Abreu (Cuba), Brisa MP (Chile), Gilles Jobin (Suíça) e Ximena Monroy (México).
O Dança em Foco é um projeto de difusão, experimentação, formação e produção das diferentes possibilidades de relação entre o vídeo e a dança. Criado em 2003 no Rio de Janeiro, é o primeiro evento brasileiro dedicado à interface vídeo/ dança. Em breve, toda a programação estará disponível no site www.dancaemfoco.com.br.
/// De 11 a 13 de agosto de 2017, em vários espaços do Dragão do Mar. Acesso gratuito. Programação da mostra em anexo.


► [MÚSICA] BATALHA DO DRAGÃO
A Batalha do Dragão é um projeto mensal do Centro Dragão do Mar em parceria com o rapper Erivan Produtos do Morro. Na Batalha, MCs de várias comunidades de Fortaleza e Região Metropolitana se encontram para duelar através de rimas de improviso. Aquele que demonstrar mais intimidade com as palavras, maior conhecimento sobre os temas sorteados e destreza no pensamento é consagrado o vencedor da competição.
Em sua segunda edição, a Batalha do Dragão se consolida como mais um espaço para o desenvolvimento e fortalecimento da cultura Hip Hop, incentivando o surgimento de novos MCs, a participação das mulheres e o engajamento de MCs veteranos. As batalhas acontecem toda segunda sexta-feira de cada mês, a partir das 18h, no espaço Patativa do Assaré, no Centro Dragão do Mar. A inscrição é gratuita, mas as vagas para competir são limitadas.
Nesta edição, a Batalha do Dragão terá a participação do rapper Mano Ála. Ele é pedagogo, compositor, cantor, produtor de conteúdo audiovisual da M.A.R. Produções, fundador e presidente da Original Rap Cearense e produtor do Corredor Sonoro. Lançou seu primeiro disco em 2008, um resumo do seu trabalho de 1991 até 2007, intitulado "Crítica Construtiva".
Em 2010, lançou o segundo disco, "Pedagogia no Rap", no qual trouxe uma variedade de histórias literárias, brasileiras e mundiais. Já o terceiro CD da carreira, "Na Correria", foi lançado em 2014. Atualmente, Mano Ála trabalha o pré-lançamento do quarto álbum, denominado "Cada Cabeça Um Mundo Diferente", com previsão de finalização para o segundo semestre de 2017. Todos os trabalhos de Mano Ála contam com a produção de Erivan e foram gravados no estúdio Produtos do Morro – Produções de Rap.

Programação
18h - Abertura das inscrições
18h30 - Apresentação Mano Ála
19h - Início da Batalha
21h - Intervalo com microfone aberto
21h20 - Retorno da Batalha
21h30 - Anúncio do vencedor da Batalha do Dragão

Premiação
1º lugar – 2 beats e 2 gravações no estúdio Produtos do Morro – Produções de Rap + 2 camisas da Ogro Louco + 2 ingressos para o show do Cacife Clandestino

2º lugar – 1 beat e 1 gravação no estúdio Produtos do Morro – Produções de Rap + 1 camisa da Ogro Louco

3º lugar – 1 beat ou 1 gravação no estúdio Produtos do Morro - Produções de Rap

/// Dia 11 de agosto de 2017, a partir das 18h, no Espaço Patativa do Assaré. Acesso gratuito.


► [TEATRO INFANTIL] Espetáculo "A Viagem de Felipe"
Grupo Panelinha de Teatro
Um menino da cidade, engomadinho e fascinado na internet. Esse é Felipe, personagem central do espetáculo que conta a história deste garoto ao passar as férias na casa da vó, no interior. Lá não tem internet e ainda tem um prefeito muito malvado. E agora? Quais aventuras poderão acontecer nesse lugar tão misterioso? Como irá se divertir? Prontos para embarcar nessa viagem?
Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/0BwOXax3x5lK5bkVfTm9LV0lXYVk

/// Dias 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de agosto de 2017, às 17h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Classificação etária: Livre.


► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA DANÇA POPULAR
Espetáculo "Dançando no Dragão” | Associação Cultural Maria Bonita
Apresenta três danças folclóricas: Xaxado, Maneiro Pau e Dança de São Gonçalo. São danças típicas da região e que trazem a característica do povo sertanejo, seja da dança, nas indumentárias, na música e na fé.


Espetáculo “Brasil em Festa” | Balé Folclórico Arte Popular de Fortaleza
Demonstra a beleza das manifestações populares brasileiras através da dança e música típicas das diversas regiões. Inclui manifestações culturais de vários estados brasileiros, como Amazonas (Boi de Parintins), Pará (Lundu e Carimbó), Maranhão (Boi do Maranhão), Ceará (Coco, Baião, Xote e Maracatu), Pernambuco (Frevo e Caboclinhos), Paraíba (Xaxado), Bahia (Axé), Rio de Janeiro (Samba) e Rio Grande do Sul (Danças Tradicionais Gaúchas).

/// Dias 12 e 26 de agosto de 2017, às 18h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.


► [TEATRO] Espetáculo "Caio e Léo"
Outro Grupo de Teatro
O Outro Grupo de Teatro apresenta temporada do espetáculo “Caio e Léo” aos sábados e domingos de agosto, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, sempre às 20h. Em um texto de Rafael Martins com direção de Yuri Yamamoto, os atores Ari Areia e Tavares Neto dão vida aos personagens título da obra para contar uma história de desejo e descoberta que começa e termina na beira do mar aberto. Os ingressos custam R$ 5 (meia), R$ 10 (inteira), a classificação indicativa é 16 anos.
“Caio e Léo” estreou em 2014, resultado do trabalho desenvolvido pelo Outro Grupo de Teatro na primeira turma do Laboratório de Pesquisa Teatral (LabT) do Porto Iracema das Artes. A montagem contou com importantes interlocuções artísticas como a de Gilberto Gawronski (RJ) que acompanhou o grupo durante os oito meses de processo, além de Antônio Januzeli (SP), Luís Fernando Marques (SP), Danilo Pinho (CE) e Andrea Pires (CE) que também deram importantes contribuições.
A temporada do espetáculo no Dragão do Mar compõe a programação da Mostra de Repertório da companhia que completa seis anos de atividades continuadas em 2017 e vai ocupar três teatros da cidade com três espetáculos de quinta-feira a domingo durante o mês de agosto. A atividade é parte do projeto de manutenção do grupo contemplado no Edital das Artes 2015 da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (Secult).

/// Dias 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de agosto de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: 16 anos.

► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA POLIFONIAS
Caio Castelo | Show “Dois Olhos”
O cantor e compositor Caio Castelo apresenta seu segundo trabalho, “Dois Olhos”, produzido por Alê Siqueira. O álbum foi concebido na Escola Porto Iracema das Artes e gravado durante uma imersão numa fazenda. O show traz a atmosfera deste disco, que combina rock, MPB e psicodelia mescladas com canções de seu trabalho anterior.


Pedro Frota | Show “Influência”
O compositor, cantor e violonista Pedro Frota apresenta o show “Influência”, baseado em composições próprias junto a um trio formado por piano, baixo e bateria, sob a direção musical do pianista Thiago Almeida. Essa formação permite explorar o sincretismo da música popular brasileira dentro de uma linguagem que se pode chamar de jazzística. O resultado é uma sonoridade ao mesmo tempo brasileira e universal.


/// Dia 12 de agosto de 2017, às 20h, no Anfiteatro. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.





► [CIRCUITO DE MÚSICA ERUDITA] SAX IN CENA
Primeiro quarteto de saxofones profissional do Ceará, o grupo Sax in Cena apresenta obras de compositores franceses e peças de Alberto Nepomuceno.

/// Dia 13 de agosto de 2017, às 18h, no Auditório. Acesso gratuito.


► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA LEITURAS NO DRAGÃO
Espetáculo “Poesia de Quinta”
Versos e Canções
A intervenção lítero-musical “Poesia de Quinta” é uma gentileza urbana promovida pelo grupo Versos & Canções e nasceu do desejo de espalhar cotidianamente arte pelas ruas da cidade. Encontrando assim, por meio da poesia e da música este caminho. Objetivando a promoção da leitura, bem como a disseminação e a acessibilidade da arte, através da distribuição de balões e poemas escritos à mão, e apresentações musicais.
Com poesias autorais, e algumas homenagens a poetas cearenses consagrados como Patativa do Assaré, Juvenal Galeno, Cego Aderaldo, Rodolfo Teófilo e outros escritores de renome como Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Mario Quintana, trechos de poemas são escritos à mão e distribuídos como forma de despertar a sensibilidade e a curiosidade para a obra dos autores citados.

/// Dias 13 e 20 de agosto de 2017, às 20h, no Espaço Rogaciano Leite. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.


//// TODA SEMANA NO DRAGÃO DO MAR

Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D'Água. Acesso gratuito.

Pôr do Som
Grupos de instrumentistas apresentam formações variadas e repertório de compositores nacionais e internacionais.
Todos os sábados, às 17h, na Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito.

Planeta Hip Hop
Grupos promovem exibições de dança e música hip hop.
Todos os sábados, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

Brincando e Pintando no Dragão do Mar
Brincadeiras e atividades infantis orientadas por monitores animam a criançada.
Todos os domingos, das 16h às 19h, na Praça Verde. Gratuito.

Fuxico no Dragão
Atrações artísticas e uma feirinha com vinte expositores de produtos criativos em design, moda e gastronomia agitam as tardes de domingo.
Todos os domingos, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.


//// PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informa que o Planetário Rubens de Azevedo passa por manutenção corretiva. Está, portanto, temporariamente fechado para atendimento ao público amplo, funcionando apenas para escolas agendadas. Informações: 3488.8639 ou www.dragaodomar.org.br/planetario

//// MUSEU DA CULTURA CEARENSE (MCC)

► Exposição “Miolo de Pote: a cerâmica cearense primitiva e atual”
Reunindo uma série de peças feitas de barro, a mostra apresenta o dinamismo e vivacidade desta arte ancestral e milenar, no Ceará, além de trazer ainda a contribuição de artistas plásticos e visuais como Bosco Lisboa, Gentil Barreira e Tiago Santana.
Potes, panelas, alguidar, caco de torrar café, brinquedos. A exposição Miolo de Pote revela um Ceará uno e múltiplo, similar e diverso, em dia com as heranças indígenas, africanas, ibéricas. “Primitiva e atual, a arte no barro mantém características próprias em cada localidade ou região, seja no tipo de material, no desenho, nas técnicas, seja no resultado final”, define a curadora Dodora Guimarães. Além dela, a mostra tem ainda a contribuição curatorial da historiadora e diretora de museus do Centro Dragão do Mar, Valéria Laena.
Miolo de Pote reúne, sobretudo, duas coleções públicas: a do Museu da Cultura Cearense (Instituto Dragão do Mar), feita entre 1997 e 1998, que cobriu a Região do Cariri, Saboeiro e Iguatu; e a da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Governo do Estado do Ceará), adquirida em 2005 e 2006, durante o Projeto Secult Itinerante, que percorreu todo o Estado. Algumas peças advindas do Projeto Comida e da exposição O Fabuloso Mundo do Barro, ambos do MCC, enriquecem a mostra que conta ainda com a participação dos artistas plásticos e visuais Bosco Lisboa, Gentil Barreira, Liara Leite, Sabyne Cavalcanti, Tiago Santana, Tércio Araripe, Terry Araújo e Túlio Paracampos.

Instalação de Bosco Lisboa
Em julho, o MCC e o artista Bosco Lisboa desenvolveram uma oficina gratuita, aberta ao público, cujas peças produzidas agora são parte de uma instalação inédita, nesta exposição. Nas aulas ministradas de 19 a 22 de julho, no ateliê da Praça Verde do Dragão do Mar, o artista ensinou as técnicas para se trabalhar com argila.
Natural de Juazeiro do Norte (CE), Bosco desenvolveu, por mais de dez anos, uma pesquisa com artesãos do Sítio Touro e do bairro Tiradentes, tradicionais redutos da cerâmica de sua cidade natal. Em 1994, passou a moldar o barro tendo em vista sua relação com o cotidiano. Por seu trabalho, recebeu menção honrosa no Salão dos Novos em 1993, em Fortaleza. Entre as exposições coletivas de que participou, destacam-se 1ª Bienal do Cariri (Juazeiro do Norte, 2001), Bienal Naif’s (Sesc Piracicaba, 2004) e Projeto Abolição Tudo É de Barro, no Centro Cultural do Abolição (Fortaleza, 2005).
/// Em cartaz por tempo indeterminado, no Piso Intermediário do MCC. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.



► Exposição Vaqueiros
Exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro.
/// Em cartaz permanentemente, no Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Devido à manutenção, a mostra está aberta somente para visitas agendadas de escolas. Contato: (85) 3488.8621. E-mail: agendamentomuseus@gmail.com.


Ações do Núcleo Educativo do MCC

[PROJETO ANUAL]AMPLIANDO OS OLHARES / DIALOGANDO COM A OBRA
Visitas mediadas para o público espontâneo, sem necessidade de agendamento prévio.
É imensurável a diversidade de experiências e aprendizados dos diferentes públicos quando visitam exposições. Os acervos expostos costumam suscitar inúmeras questões: de onde veio? Quem fez? Qual significado? Por que está neste lugar? Para alguns, o diálogo com o educador é essencial para significar o acervo exibido.
Todas e todos os (as) interessados (as) em “ampliar os olhares” para as exposições do MCC e “dialogar” com o acervo por meio de atividades diversas (oficinas, contações de história, cine clube, jogos, descoberta dirigida, etc) estão convidados a participar desta programação.

QUANDO: aos sábados e domingos de agosto, a partir das 17h
ONDE: Somente na exposição “Miolo de pote”
QUEM MEDIA: Educadores do MCC.
PÚBLICO ALVO: Famílias, amigos, casais, crianças, estudantes. Público livre.
Informações: 85 3488.8621 ou educamcc@gmail.com



[PROJETO ANUAL] MUSEU VAI À ESCOLA
Projeto que leva o MCC e a educação patrimonial para dentro da sala de aula.
O “Museu vai à Escola” é uma ação voltada para jovens estudantes dos diferentes níveis de ensino. Sua proposta é contribuir, a partir de reflexões e atividades sobre o patrimônio cultural do Estado do Ceará, com uma educação que aponte para questões recorrentes na sociedade atual, suscitadas pelas exposições e acervo do MCC, estimulando os estudantes a pensar sobre o patrimônio cultural brasileiro e fazê-los reconhecer e respeitar a diversidade cultural dos povos e de sua própria localidade, através de ações interdisciplinares em parceria com professores.
A atividade é realizada em dois encontros: no primeiro, a equipe do Núcleo Educativo do MCC vai até a escola. Lá, com suporte de materiais didáticos como quadros, imagens ampliadas,
réplicas de obras do acervo, fotografias, dentre outros, os educadores realizam discussões dirigidas, palestras e oficinas com a turma, com foco no conteúdo supracitado. Encerra-se esta etapa com a apresentação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, do Museu da Cultura Cearense e de suas exposições.
O segundo encontro (não obrigatório) é realizado com a visita da turma às exposições do MCC.
Os professores, coordenadores pedagógicos e demais interessados em realizar a ação com suas turmas, devem entrar em contato com o Núcleo Educativo do MCC pelo telefone 3488-8621 ou pelo e-mail educamcc@gmail.com para agendar a atividade.

DATA E HORÁRIO: mediante agendamento prévio.
CONTATOS PARA AGENDAMENTO E INFORMAÇÕES: 3488-8621 / educamcc@gmail.com


/// MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ

► Exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos"
A mais completa mostra sobre a obra de um dos grandes nomes da fotografia no Brasil pode ser visitada até o agosto no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Realizada pelo Instituto Moreira Salles (IMS), do Rio de Janeiro, e a Terra da Luz Editorial, do Ceará, a exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos", apresenta cerca de 400 fotografias, além de objetos, livros, recortes, exibição de filmes ("It's All True", "Cangaceiros"), documentários sobre ele, vídeo sobre o livro Mucuripe, entrevistas, entre outros.
Nascido há 100 anos (25 de abril de 1917) e falecido há 16 (26 de dezembro de 2000), "Seu Chico" como era chamado por tantos amigos, colegas e admiradores de sua obra, foi o precursor da fotografia na publicidade no Brasil e fez escola com sua arte que foi, é e será sempre uma grande referência. O pioneirismo, suas múltiplas habilidades e seu extremo domínio da luz e da técnica o levaram ao patamar de mestre de gerações de fotógrafos Brasil afora. "Essa exposição pretende apresentar ao público a maestria de Chico Albuquerque, que teve uma rica trajetória de mais de 65 anos na fotografia brasileira", diz Patricia Veloso, da Terra da Luz, que divide a curadoria com Sérgio Burgi, do IMS.
Muitas fotografias são expostas pela primeira vez no Ceará. Elas são parte do acervo de cerca de 75 mil imagens produzidas pelo fotógrafo cearense em São Paulo entre 1947 e 1975, que está preservado na Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Salles por meio de convênio com o Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Esse material foi digitalizado no IMS, que fez, em seguida, um minucioso trabalho de recuperação das imagens, boa parte delas bastante degradadas. Outra parte da exposição é composta por fotografias mantidas no Ceará, sendo, pois, um encontro de acervos, dando uma visão de toda a obra, resultando na mais completa mostra já realizada sobre ele.
"O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos" apresenta as várias fases de sua vida e obra. Uma das salas lembra o período de 1934 a 1945, que são os primeiros anos da ABAFILM, fundada em Fortaleza por seu pai, Adhemar Bezerra de Albuquerque, e o início da carreira profissional de Chico, que esteve à frente do estúdio da empresa de fotografia do pai. É dessa época o trabalho de still do filme It's All True, do cineasta Orson Welles, do qual participou Chico Albuquerque, e os registros do cangaço feitos por Benjamim Abrahão, cujo serviço foi contratado pela ABAFILM.
Em 1945, Chico Albuquerque mudou-se para São Paulo, onde abriu seu estúdio e destacou-se como um dos melhores retratistas do país, tornando-se um ícone da fotografia publicitária no Brasil, atividade que iniciou em 1949 junto às maiores agências de publicidade nacionais e internacionais.
Do período que residiu em São Paulo datam a série de cerca de 50 retratos de artistas, políticos e outras personalidades, as fotografias de arquitetura, moda, indústria automobilística e as imagens urbanas da capital paulista, produzidas nas décadas de 1960 e 1970, nunca expostas em Fortaleza. Na mostra há também um espaço dedicado ao fotoclubismo, movimento que participou como membro do Foto Cine Clube Bandeirante e que projetou a fotografia brasileira no cenário internacional.

Mucuripe, Frutas e Jericoacoara – Do acervo que permanecem no Ceará, estão séries como Frutas, de 1978, Jericoacoara, sendo esteo último ensaio que realizou, em 1985, e Mucuripe, a famosa documentação sobre os jangadeiros na praia de Fortaleza registrada por Chico Albuquerque em duas épocas distintas. A primeira vez foi em 1952, gerando uma grande repercussão nacional, com exposição no MASP e divulgação em revista de circulação nacional. A segunda, 36 anos depois, em 1988, cujas fotografias compuseram a primeira publicação do livro Mucuripe, lançado no ano seguinte. Editora e curadora também dos livros sobre a obra de Chico Albuquerque, Patricia Veloso lembra que as duas primeiras edições de Mucuripe tiveram o acompanhamento do fotógrafo nos serviços de impressão em São Paulo.
Recortes e afetos – A exposição reserva um espaço que é chamado pelos curadores como Sala dos Afetos, com registros de pessoas que fotografaram Chico Albuquerque, fotos pessoais, da família e lugares onde morou.

Em cartaz até o dia 31 de agosto de 2017, no MAC-CE. Visitação: terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Dragão do Mar] Programação cultural de 1º a 6 de agosto de 2017

FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.
Cinema do Dragão: de terça a domingo, das 14h às 22h.
Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábado, domingo e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.
Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias.


► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA TEATRO DA TERÇA
Espetáculo “Os Cavaleiros”
Alumiar Cenas e Cirandas

O espetáculo “Os Cavaleiros” se passa na cidade de Ciranda, povoado fictício em que a visão sagrada e profana envolvem a vida de uma comunidade de vaqueiros. O folguedo do bumba-meu-boi e os sete pecados capitais são usados como arquétipos da essência humana, os brinquedos cantados e a religiosidade se entrelaçam como fios nas mãos dos personagens, que apresentam texto rico em torno do grande universo que é a Cultura Popular.
Os Cavaleiros traz a inclusão para a cena teatral. O espetáculo conta com a participação de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e em suas primeiras apresentações contou também com a participação de um ator deficiente visual e com aparelhos e equipe de audiodescrição.

/// Dias 1°, 8, 15 e 22 de agosto de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Duração: 110 minutos.


► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA QUINTA COM DANÇA
Espetáculo “Encanta o Meu Jardim”
Rosa Primo

O espetáculo é fruto do projeto de pesquisa de autoria de Rosa Primo, premiado pela Secretaria da Cultura de Fortaleza, denominado “Dance, uma conversa”. A pesquisa teve como centralidade o encontro, durante quatro dias, com cada um dos chamados três jovens coreógrafos de Fortaleza: Andréia Pires, Luiz Otávio e Marcio Medeiros. A partir desses encontros, Rosa Primo teria em sua corporeidade dançante elementos possíveis para pensar e propor um corpo em potência, possível de existir em termos de diferenças e de singularidades.
Segundo Rosa Primo, a motivação para “Encanta o Meu Jardim” partiu não somente do desejo de encontros a fim de responder a demandas variadas, mas do desafio de tentar apresentar um recorte preciso de um conjunto disperso. “Entender no corpo esse processo é vivenciar a busca de uma singularidade só possível porque diferente em si mesma. Partes, pedaços, restos compõem uma vida, um tempo, um jardim que se reinventa continuamente e mantém o encanto e o estranhamento”.

/// Dias 3, 10, 17 e 24 de agosto de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: Livre. Duração: 60 minutos.


► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA NOVO SOM

Rami Freitas | Show “Música para Teatro”
Show cênico musical homenageando homens e mulheres que fizeram da arte, ou melhor, do teatro o seu modo de vida, e mais que isso, um modo de transformar a vida. Autores, músicos, encenadores, atores, atrizes, todos os que ao modo de Dom Quixote percorreram um caminho cheio de percalços em busca de seus sonhos, especialmente o sonho de um Brasil mais justo. Por isso, o espetáculo “Música para Teatro” traz a figura emblemática de Dom Quixote como um personagem que poeticamente simboliza esses artistas. As canções escolhidas para compor o espetáculo trazem a poesia de Adriano Espínola, Ângela Linhares e Oswald Barroso.


Forria | Show “A Roda do Vestido Girando no Ar”
A banda Forria, idealizada em 2012, propõe um espetáculo de música popular nordestina e world music, autoral do começo ao fim. Misturando baião, blues, ijexá, afrobeat, forró, rock e maracatu, as músicas narram experiências e reflexões da juventude, passeando por litoral, interior, capital e dentro de si. A apresentação se transforma ao longo de seu decorrer, gostosa, ardente, suave, forte. A contradição é, de repente, o mote do show, e então público e banda enxergam as várias faces de si e de seu lugar. A banda é formada por Leonardo Rio (voz), Paula Braz (viola de arco), Samuel Torquato (guitarra), Eros Augustus (teclas), Mateus Torquato (baixo), Lucas Rangel (bateria), Seu Divino e Tiago Campos (percussão).


/// Dia 4 de agosto de 2017, às 20h, no Espaço Rogaciano Leite. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.



► [TEATRO] Espetáculo "Caio e Léo"
Outro Grupo de Teatro

O Outro Grupo de Teatro apresenta temporada do espetáculo “Caio e Léo” aos sábados e domingos de agosto, no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, sempre às 20h. Em um texto de Rafael Martins com direção de Yuri Yamamoto, os atores Ari Areia e Tavares Neto dão vida aos personagens título da obra para contar uma história de desejo e descoberta que começa e termina na beira do mar aberto. Os ingressos custam R$ 5 (meia), R$ 10 (inteira), a classificação indicativa é 16 anos.
“Caio e Léo” estreou em 2014, resultado do trabalho desenvolvido pelo Outro Grupo de Teatro na primeira turma do Laboratório de Pesquisa Teatral (LabT) do Porto Iracema das Artes. A montagem contou com importantes interlocuções artísticas como a de Gilberto Gawronski (RJ) que acompanhou o grupo durante os oito meses de processo, além de Antônio Januzeli (SP), Luís Fernando Marques (SP), Danilo Pinho (CE) e Andrea Pires (CE) que também deram importantes contribuições.
A temporada do espetáculo no Dragão do Mar compõe a programação da Mostra de Repertório da companhia que completa seis anos de atividades continuadas em 2017 e vai ocupar três teatros da cidade com três espetáculos de quinta-feira a domingo durante o mês de agosto. A atividade é parte do projeto de manutenção do grupo contemplado no Edital das Artes 2015 da Secretaria da Cultura do Governo do Ceará (Secult).

/// Dias 5, 6, 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de agosto de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: 16 anos.


► [FEIRA] KITANDA NO DRAGÃO
A Kitanda no Dragão é uma feira de produtos e serviços dos empreendedores que compõem a Rede Kilofé de Economia de Negras e Negros do Ceará, uma organização para a formação, articulação e promoção de empreendimentos para a interação com o mercado. A programação é composta por palestras, feira e atrações artísticas, que, nesta edição, atendem ao tema “Do ventre da Mãe África, nasce Benguela”, alusivo ao 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Afro-Latino-Americana e Afro-Caribenha e da Diáspora.

Programação

9h > Auditório
Roda de Conversa "A mulher negra contemporânea", com a prof Rebeca de Alcântara Meijer

Das 15h às 20h > Arena Dragão do Mar
Feira de Empreendedoras e Empreendedores da Rede Kilofé

18h > Arena Dragão do Mar
Show "Do ventre da África, nasce Benguela"

/// Dia 6 de agosto de 2017, das 9h às 20h, no Auditório, Espaço Mix e Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito. Classificação etária: livre.


► [RECITAL E FEIRA] CORDEL COM A CORDA TODA
Realizado em parceria com a Associação de Escritores Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará (AESTROFE), este projeto apresenta os melhores poetas cordelistas, declamadores, cantadores repentistas e músicos tradicionais do Ceará e de outros estados brasileiros, além de trazer cordéis numa feira de clássicos e novos autores.

/// Dia 6 de agosto de 2017, às 19h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.


► [TEATRO INFANTIL] Espetáculo "A Viagem de Felipe"
Panelinha de Teatro
Um dos mágicos mais atrapalhados da história da magia é Bibildo. Um palhaço que se acha um grande mágico, mas, no fundo, é um grande trapalhão. Entre números de desaparecimentos de objetos, transformações e até hipnotismo, ele vai levando a plateia a grandes gargalhadas e surpresas.

/// Dias 6, 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de agosto de 2017, às 17h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: Livre.


► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
“Entre Plumas e Penas”
Bete Pacheco
Uma visita aos terreiros imaginários das casas dos sítios onde encontramos bichos de penas e histórias para serem escutadas e deliciadas. “Entre Plumas e Penas” é uma contação de histórias que favorece aos participantes um contato com as narrativas de diversos autores: Silvia Orthof, Martina, Schlossmacher, Clarice Lispector, Chistina Dias, Helme Heine e Erilson Santiago, sendo estas apresentadas ao público através da arte narrativa. Os contos estão repletos de textos convidativos à reflexão sobre os temas abordados como as diferenças entre os seres que devem ser respeitadas.

/// Dia 6 de agosto de 2017, às 17h, na Praça Verde. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre. Duração: 60 minutos.


► [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] PROGRAMA DANÇA POPULAR

Espetáculo "Dançando no Dragão” | Associação Cultural Maria Bonita
Apresenta três danças folclóricas: Xaxado, Maneiro Pau e Dança de São Gonçalo. São danças típicas da região e que trazem a característica do povo sertanejo, seja da dança, nas indumentárias, na música e na fé.


Espetáculo “Brasil em Festa” | Balé Folclórico Arte Popular de Fortaleza
Demonstra a beleza das manifestações populares brasileiras através da dança e música típicas das diversas regiões. Inclui manifestações culturais de vários estados brasileiros, como Amazonas (Boi de Parintins), Pará (Lundu e Carimbó), Maranhão (Boi do Maranhão), Ceará (Coco, Baião, Xote e Maracatu), Pernambuco (Frevo e Caboclinhos), Paraíba (Xaxado), Bahia (Axé), Rio de Janeiro (Samba) e Rio Grande do Sul (Danças Tradicionais Gaúchas).


/// Dias 6, 13 e 20 de agosto de 2017, às 18h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.



//// TODA SEMANA NO DRAGÃO DO MAR

Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D'Água. Acesso gratuito.

Pôr do Som
Grupos de instrumentistas apresentam formações variadas e repertório de compositores nacionais e internacionais.
Todos os sábados, às 17h, na Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito.

Planeta Hip Hop
Grupos promovem exibições de dança e música hip hop.
Todos os sábados, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

Brincando e Pintando no Dragão do Mar
Brincadeiras e atividades infantis orientadas por monitores animam a criançada.
Todos os domingos, das 16h às 19h, na Praça Verde. Gratuito.

Fuxico no Dragão
Atrações artísticas e uma feirinha com vinte expositores de produtos criativos em design, moda e gastronomia agitam as tardes de domingo.
Todos os domingos, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.


//// PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informa que o Planetário Rubens de Azevedo passa por manutenção corretiva. Está, portanto, temporariamente fechado para atendimento ao público amplo, funcionando apenas para escolas agendadas. Informações: 3488.8639 ou www.dragaodomar.org.br/planetario





//// MUSEU DA CULTURA CEARENSE (MCC)

► Exposição “Miolo de Pote: a cerâmica cearense primitiva e atual”
Reunindo uma série de peças feitas de barro, a mostra apresenta o dinamismo e vivacidade desta arte ancestral e milenar, no Ceará, além de trazer ainda a contribuição de artistas plásticos e visuais como Bosco Lisboa, Gentil Barreira e Tiago Santana.
Potes, panelas, alguidar, caco de torrar café, brinquedos. A exposição Miolo de Pote revela um Ceará uno e múltiplo, similar e diverso, em dia com as heranças indígenas, africanas, ibéricas. “Primitiva e atual, a arte no barro mantém características próprias em cada localidade ou região, seja no tipo de material, no desenho, nas técnicas, seja no resultado final”, define a curadora Dodora Guimarães. Além dela, a mostra tem ainda a contribuição curatorial da historiadora e diretora de museus do Centro Dragão do Mar, Valéria Laena.
Miolo de Pote reúne, sobretudo, duas coleções públicas: a do Museu da Cultura Cearense (Instituto Dragão do Mar), feita entre 1997 e 1998, que cobriu a Região do Cariri, Saboeiro e Iguatu; e a da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Governo do Estado do Ceará), adquirida em 2005 e 2006, durante o Projeto Secult Itinerante, que percorreu todo o Estado. Algumas peças advindas do Projeto Comida e da exposição O Fabuloso Mundo do Barro, ambos do MCC, enriquecem a mostra que conta ainda com a participação dos artistas plásticos e visuais Bosco Lisboa, Gentil Barreira, Liara Leite, Sabyne Cavalcanti, Tiago Santana, Tércio Araripe, Terry Araújo e Túlio Paracampos.

Instalação de Bosco Lisboa
Em julho, o MCC e o artista Bosco Lisboa desenvolveram uma oficina gratuita, aberta ao público, cujas peças produzidas agora são parte de uma instalação inédita, nesta exposição. Nas aulas ministradas de 19 a 22 de julho, no ateliê da Praça Verde do Dragão do Mar, o artista ensinou as técnicas para se trabalhar com argila.
Natural de Juazeiro do Norte (CE), Bosco desenvolveu, por mais de dez anos, uma pesquisa com artesãos do Sítio Touro e do bairro Tiradentes, tradicionais redutos da cerâmica de sua cidade natal. Em 1994, passou a moldar o barro tendo em vista sua relação com o cotidiano. Por seu trabalho, recebeu menção honrosa no Salão dos Novos em 1993, em Fortaleza. Entre as exposições coletivas de que participou, destacam-se 1ª Bienal do Cariri (Juazeiro do Norte, 2001), Bienal Naif’s (Sesc Piracicaba, 2004) e Projeto Abolição Tudo É de Barro, no Centro Cultural do Abolição (Fortaleza, 2005).
Em cartaz por tempo indeterminado, no Piso Intermediário do MCC. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.



► Exposição Vaqueiros
Exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro.
Em cartaz permanentemente, no Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Devido à manutenção, a mostra está aberta somente para visitas agendadas de escolas. Contato: (85) 3488.8621. E-mail: agendamentomuseus@gmail.com.



Ações do Núcleo Educativo do MCC

[PROJETO ANUAL]AMPLIANDO OS OLHARES / DIALOGANDO COM A OBRA
Visitas mediadas para o público espontâneo, sem necessidade de agendamento prévio.
É imensurável a diversidade de experiências e aprendizados dos diferentes públicos quando visitam exposições. Os acervos expostos costumam suscitar inúmeras questões: de onde veio? Quem fez? Qual significado? Por que está neste lugar? Para alguns, o diálogo com o educador é essencial para significar o acervo exibido.
Todas e todos os (as) interessados (as) em “ampliar os olhares” para as exposições do MCC e “dialogar” com o acervo por meio de atividades diversas (oficinas, contações de história, cine clube, jogos, descoberta dirigida, etc) estão convidados a participar desta programação.

QUANDO: aos sábados e domingos de agosto, a partir das 17h
ONDE: Somente na exposição “Miolo de pote”
QUEM MEDIA: Educadores do MCC.
PÚBLICO ALVO: Famílias, amigos, casais, crianças, estudantes. Público livre.
Informações: 85 3488.8621 ou educamcc@gmail.com




[PROJETO ANUAL] MUSEU VAI À ESCOLA
Projeto que leva o MCC e a educação patrimonial para dentro da sala de aula.
O “Museu vai à Escola” é uma ação voltada para jovens estudantes dos diferentes níveis de ensino. Sua proposta é contribuir, a partir de reflexões e atividades sobre o patrimônio cultural do Estado do Ceará, com uma educação que aponte para questões recorrentes na sociedade atual, suscitadas pelas exposições e acervo do MCC, estimulando os estudantes a pensar sobre o patrimônio cultural brasileiro e fazê-los reconhecer e respeitar a diversidade cultural dos povos e de sua própria localidade, através de ações interdisciplinares em parceria com professores.
A atividade é realizada em dois encontros: no primeiro, a equipe do Núcleo Educativo do MCC vai até a escola. Lá, com suporte de materiais didáticos como quadros, imagens ampliadas,
réplicas de obras do acervo, fotografias, dentre outros, os educadores realizam discussões dirigidas, palestras e oficinas com a turma, com foco no conteúdo supracitado. Encerra-se esta etapa com a apresentação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, do Museu da Cultura Cearense e de suas exposições.
O segundo encontro (não obrigatório) é realizado com a visita da turma às exposições do MCC.
Os professores, coordenadores pedagógicos e demais interessados em realizar a ação com suas turmas, devem entrar em contato com o Núcleo Educativo do MCC pelo telefone 3488-8621 ou pelo e-mail educamcc@gmail.com para agendar a atividade.

DATA E HORÁRIO: mediante agendamento prévio.
CONTATOS PARA AGENDAMENTO E INFORMAÇÕES: 3488-8621 / educamcc@gmail.com



/// MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ

► Exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos"
A mais completa mostra sobre a obra de um dos grandes nomes da fotografia no Brasil pode ser visitada até o agosto no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Realizada pelo Instituto Moreira Salles (IMS), do Rio de Janeiro, e a Terra da Luz Editorial, do Ceará, a exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos", apresenta cerca de 400 fotografias, além de objetos, livros, recortes, exibição de filmes ("It's All True", "Cangaceiros"), documentários sobre ele, vídeo sobre o livro Mucuripe, entrevistas, entre outros.
Nascido há 100 anos (25 de abril de 1917) e falecido há 16 (26 de dezembro de 2000), "Seu Chico" como era chamado por tantos amigos, colegas e admiradores de sua obra, foi o precursor da fotografia na publicidade no Brasil e fez escola com sua arte que foi, é e será sempre uma grande referência. O pioneirismo, suas múltiplas habilidades e seu extremo domínio da luz e da técnica o levaram ao patamar de mestre de gerações de fotógrafos Brasil afora. "Essa exposição pretende apresentar ao público a maestria de Chico Albuquerque, que teve uma rica trajetória de mais de 65 anos na fotografia brasileira", diz Patricia Veloso, da Terra da Luz, que divide a curadoria com Sérgio Burgi, do IMS.
Muitas fotografias são expostas pela primeira vez no Ceará. Elas são parte do acervo de cerca de 75 mil imagens produzidas pelo fotógrafo cearense em São Paulo entre 1947 e 1975, que está preservado na Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Salles por meio de convênio com o Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Esse material foi digitalizado no IMS, que fez, em seguida, um minucioso trabalho de recuperação das imagens, boa parte delas bastante degradadas. Outra parte da exposição é composta por fotografias mantidas no Ceará, sendo, pois, um encontro de acervos, dando uma visão de toda a obra, resultando na mais completa mostra já realizada sobre ele.
"O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos" apresenta as várias fases de sua vida e obra. Uma das salas lembra o período de 1934 a 1945, que são os primeiros anos da ABAFILM, fundada em Fortaleza por seu pai, Adhemar Bezerra de Albuquerque, e o início da carreira profissional de Chico, que esteve à frente do estúdio da empresa de fotografia do pai. É dessa época o trabalho de still do filme It's All True, do cineasta Orson Welles, do qual participou Chico Albuquerque, e os registros do cangaço feitos por Benjamim Abrahão, cujo serviço foi contratado pela ABAFILM.
Em 1945, Chico Albuquerque mudou-se para São Paulo, onde abriu seu estúdio e destacou-se como um dos melhores retratistas do país, tornando-se um ícone da fotografia publicitária no Brasil, atividade que iniciou em 1949 junto às maiores agências de publicidade nacionais e internacionais.
Do período que residiu em São Paulo datam a série de cerca de 50 retratos de artistas, políticos e outras personalidades, as fotografias de arquitetura, moda, indústria automobilística e as imagens urbanas da capital paulista, produzidas nas décadas de 1960 e 1970, nunca expostas em Fortaleza. Na mostra há também um espaço dedicado ao fotoclubismo, movimento que participou como membro do Foto Cine Clube Bandeirante e que projetou a fotografia brasileira no cenário internacional.
Mucuripe, Frutas e Jericoacoara – Do acervo que permanecem no Ceará, estão séries como Frutas, de 1978, Jericoacoara, sendo esteo último ensaio que realizou, em 1985, e Mucuripe, a famosa documentação sobre os jangadeiros na praia de Fortaleza registrada por Chico Albuquerque em duas épocas distintas. A primeira vez foi em 1952, gerando uma grande repercussão nacional, com exposição no MASP e divulgação em revista de circulação nacional. A segunda, 36 anos depois, em 1988, cujas fotografias compuseram a primeira publicação do livro Mucuripe, lançado no ano seguinte. Editora e curadora também dos livros sobre a obra de Chico Albuquerque, Patricia Veloso lembra que as duas primeiras edições de Mucuripe tiveram o acompanhamento do fotógrafo nos serviços de impressão em São Paulo.
Recortes e afetos – A exposição reserva um espaço que é chamado pelos curadores como Sala dos Afetos, com registros de pessoas que fotografaram Chico Albuquerque, fotos pessoais, da família e lugares onde morou.

Em cartaz até o dia 31 de agosto de 2017, no MAC-CE. Visitação: terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

domingo, 16 de julho de 2017

Fim de Semana] Feira Índice terá lançamento do selo literário Indícios, formado por coletivo de artistas cearenses


Neste domingo (16), o Centro Dragão do Mar realiza mais uma Feira Índice, feira literária com editoras e autores independentes, sebos e pequenas livrarias. Esta edição é palco da estreia do Selo Indícios, com o lançamento de três publicações feitas por seis artistas cearenses sob o tema “como reconhecer Fortaleza”

          Quem gosta de ler, de escrever, quer descobrir publicações estranhas e curte cheiro de papel tem onde ir. Realizado pelo Instituto Dragão do Mar, as Férias com Arte – Pra Aprender e Curtir apresentam, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a segunda edição de 2017 da Feira Índice, neste domingo (16), das 16 h às 20 h. Ocupando a Arena Dragão do Mar, a Índice é uma feira de impressos e pequenas livrarias, sebos de livros, editoras independentes, artistas e zineiros que lançam, vendem, trocam e expõem zines, revistas independentes, livros publicados em Fortaleza, quadrinhos, posters, prints, originais e manuscritos. Nesta edição, a Feira Índice, em parceria com a Riso Tropical, lança ainda o Selo Indícios.
           Hoje no terceiro ano, a Feira Índice reforça o número de autores independentes e suas publicações. “Vai ser uma edição marcada por uma galera que está fazendo publicações sozinhas ou em grupos”, define a curadora da Feira Índice, Fernanda Meireles. Ela cita como exemplo a expositora Beatriz Matos, que participou de um curso na Escola Porto Iracema das Artes e criou zine sobre escolas libertárias, inspirada nos últimos protestos de secundaristas pelo Brasil. “É um trabalho muito interessante, que existia apenas em formato digital e que ela vai imprimir para trocar na feira”, diz Fernanda.



           Engajando-se nesse viés, a Feira Índice lança, nesta edição, o Selo Indícios, uma parceria do Dragão do Mar com a gráfica Riso Tropical. Serão apresentados, no lançamento, as três primeiras publicações do selo que escolheu como tema “como reconhecer Fortaleza”. Impressas em risografia – uma técnica semelhante à serigrafia, porém mais rápida – , as zines foram feitas em dupla por seis artistas cearenses: Estácio Facó e Simone Barreto; Roberta Félix e João Miguel Lima; e Lúcio Flávio Gondim e Pedro Augusto. Todos, artistas de diferentes partes da cidade e que estão fora dos grandes circuitos da arte cearense. Afinal, a marca do Selo Indícios é mostrar, dar destaque justamente ao trabalho das pessoas ainda pouco conhecidas do meio.

         "É um movimento importante uma vez que, da mesma forma que esses artistas precisam de reconhecimento e apoio, o mercado precisa dessas novas ideias. Essas publicações são a maneira necessária de reconhecer e registrar essa arte que corre em paralelo”, salienta a curadora, que também é editora do Selo Indícios. Para Fernanda Meireles, a Fortaleza que aparece nessas publicações são indícios de uma cidade da resistência.
          “Fortaleza está se desconstruindo e se construindo o tempo inteiro, então vivemos numa guerra simbólica entorno da cidade que queremos. Tudo criado através da arte é parte dessa guerra, porque pela arte sinalizamos que cidade desejamos. Se, por um lado, Fortaleza é hostil, por outro, pode ser virtude de insistência na construção de uma cidade mais suportável para todo mundo”, afirma.
          As publicações do selo terão sua linha de montagem realizada durante a Feira Índice, com a ajuda do público, que poderá levar um exemplar de cada para casa gratuitamente. Quem quiser trazer sua publicação para mostrar e trocar também é bem-vindo.

Feiras temáticas

Durante o mês de julho, nas Férias com Arte no Dragão, a tradicional feirinha dominical Fuxico no Dragão ganha versões temáticas. Além da Feira Índice, serão realizados o Fuxico do Vinil e o Fuxico Verde. No dia 23 de julho, o Fuxico do Vinil reunirá uma série de colecionadores de vinil e artigos relacionados para venda e troca, sob o som dos DJs Alan Morais e Betty Silvério. Além dos colecionadores, a feira está convocando artistas que tenham trabalho em vinil para vender e autografar, na ocasião.
No dia 30 de julho, será realizado o Fuxico Verde, uma feirinha voltada para os expositores e feirantes de mudas de plantas. Além disso, a Temporada de Arte Cearense apresenta o programa Fuxico Musical, às 19h, com a cantora Paula Tesser. A artista traz o show “Forró de Cabo a Rabo”, que explora a diversidade do forró a partir de arranjos que valorizam os sons do passado, mas com uma roupagem contemporânea. Todas as edições temáticas do Fuxico no Dragão serão realizadas das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar, e têm acesso gratuito.

Férias Com Arte

O Instituto Dragão do Mar preparou uma programação extensa e variada para o mês de julho, em Fortaleza. É o ciclo programático Férias com Arte – Pra Aprender e Curtir, trazendo shows, espetáculos de teatro, circo e dança, exposições, cinema, oficinas, cursos e masterclasses, distribuídos ao longo de todo o mês. As atrações se dividem entre Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura(www.dragaodomar.org.br), Escola Porto Iracema das Artes (www.portoiracemadasartes.org.br) e Centro Cultural Bom Jardim (ccbj.redelivre.org.br), equipamentos geridos pelo Instituto Dragão do Mar. Confira a programação no site de cada um.


SERVIÇO:
FEIRA ÍNDICE, COM LANÇAMENTO DO SELO INDÍCIOS
Quando: dia 16 de julho de 2017 (domingo)
Hora: das 16h às 20h
Onde: Arena Dragão do Mar, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema)
Acesso gratuito

Classificação etária: livre

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Dragão do Mar] Programação cultural de 13 a 18 de junho de 2017

FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.
Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco: de terça a domingo, das 14h às 22h.
Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábado, domingo e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.
Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias.
  

► [CINEMA] FESTIVAL VARILUX

O Festival Varilux de Cinema Francês segue em pleno crescimento e registra um recorde do evento no Brasil. A edição de 2017, entre os dias 7 e 21 de junho, chega a mais de 55 cidades, distribuídas em 21 estados e Distrito Federal. Em Fortaleza, o Cinema do Dragão é uma das salas de exibição do festival, com programação até dia 21 de junho. A programação deste ano é composta por 19 produções inéditas nos cinemas brasileiros, incluindo um documentário e um clássico.
Os maiores astros do cinema francês estarão presentes na seleção: o público poderá conferir os mais recentes trabalhos de Catherine Deneuve, Gérard Depardieu, Juliette Binoche, Marion Cotillard, Guillaume Canet e Cécile de France. Outro destaque é à última atuação da inesquecível Emmanuelle Riva, falecida em janeiro último, em “Perdidos em Paris”.
São Paulo e Rio de Janeiro recebem a delegação formada por diretores e atores das várias produções e que participam de debates com o público. Como nas edições anteriores, algumas cidades realizam sessões educativas e sessões de democratização em locais alternativos ou com pouco acesso a cinemas, gratuitas ou com preço especial. As sessões educativas estão previstas com o filme “A Viagem de Fanny”, de Lou Doillon, e o documentário “Amanhã”, codirigido por Cyril Dion e pela atriz Mélanie Laurent.
O Festival oferece ao público novas atividades paralelas este ano, com a organização de mesasredondas e sessões democráticas em varias cidades, em parceria com as Alianças Francesas do Brasil e ColaborAmerica, também para refletir sobre temas ambientais abordados em “Amanhã”. A primeira será dia 10 de junho, no Rio de Janeiro. Sucesso na França, o filme já foi visto por mais de 1 milhão de pessoas e premiado com o César de melhor documentário em 2016. Para realizar a obra, a dupla de diretores viajou por vários países para retratar pioneiros que reinventam agricultura, energia, economia, democracia e educação.
Conheceram iniciativas positivas e concretas já funcionamento e que sinalizam o que pode se tornar o mundo no futuro. Sucesso de público em 2016, quando levou 156 mil pessoas aos cinemas, o festival repete o formato do ano passado com duas semanas de exibição. Produzido pela Bonfilm, o evento tem patrocínio principal da Varilux/Essilor, Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e Secretaria de Estado de Cultura, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro.

FILMES CONFIRMADOS
O Festival conta com 19 filmes na programação. Entre eles, “Um Instante de Amor”, de Nicole Garcia, com atuação elogiada de Marion Cotillard, ganhadora do Oscar de 2008 por "Piaf - Um hino ao amor"; "Rock'n roll - Por trás da fama, comédia auto-satírica de Guillaume Canet, e “Frantz”, o mais recente filme de François Ozon, uma surpreendente adaptação do filme de Ernest Lubitsch de 1932, com o novo astro do cinema francês Pierre Niney (“Yves Saint Laurent”).
Seguindo a tradição de exibir um clássico do cinema francês, o Festival Varilux traz a reconhecida comédia-musical “Duas Garotas Românticas” (“Les Demoiselles de Rochefort”), de Jacques Demy e Agnès Varda, que completa 50 anos em 2017. O longa, com Catherine Deneuve, foi indicado ao Oscar de melhor trilha sonora em 1969.

Programação no Dragão do Mar

Dia 13/06
14h - Reencontro
16h15 - Coração e alma
18h10 - A viagem de Fanny
20h - Na vertical

Dia 14/06
14h - Um instante de amor
16h15 - Rodin
18h30 - Perdidos em Paris
20h10 - A vida de uma mulher

Dia 15/06
14h - Uma família de dois
16h10 - Tal mãe, tal filha
18h - Frantz
20h10 - Na cama com Victoria

Dia 16/06
14h - Perdidos em Paris
15h40 - Uma agente muito louca
17h40 - Uma família de dois
19h50 - O reencontro

Dia 17/06
14h - Tal mãe, tal filha
15h50 - Rock'n'roll - Por trás da fama
18h10 - Na cama com Victoria
20h05 - Rodin

Dia 18/06
14h - O filho uruguaio
15h55 - Perdidos em Paris
17h35 - Duas garotas românticas
19h55 - Rock'n'roll - Por trás da fama

Dia 20/06
14h - Tour de France
15h50 - Um instante de amor
18h05 - Frantz
20h15 - Na vertical

Dia 21/06
14h - Coração e Alma
15h55 - Tour de France
17h45 - Um perfil para dois
19h40 – Amanhã

Confira a sinopse de cada filme: http://variluxcinefrances.com/2017/
De 8 a 21 de junho de 2017, no Cinema do Dragão. Ingressos: R$ 14 e R$ 7 (meia). Terça-feira é dia de MEIA PARA TODOS.


► TEATRO DA TERÇA [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE]
Duplicité
Maria Vitória
O espetáculo é um solo da atriz Maria Vitória que parte de uma pesquisa em torno do teatro-dança, inspirado nos textos da escritora Clarice Lispector. A partir do pressuposto de que o ser humano busca conceber uma imagem na qual reconheça a si mesmo e dentro dessa imagem um paradoxo de dois “eus” que nem sempre se correspondem.

Dias 13, 20 e 27 de junho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação: 12 anos.


► ESPETÁCULOS CIRCENSES [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE]
Raiz do Céu
Camila Pessoa
Raiz do Céu é um número de trapézio e tem como tema exprimir minimamente a alienação de si, quando se é parte de uma engrenagem invisível. Há um transcorrer, uma movimentação em um primeiro momento, no qual se desdobram aspectos corporais de uma transformação. Num segundo momento, é o corpo suspenso no trapézio que se liberta.

Dias 14, 21 e 28 de junho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Classificação etária: livre.


► [FOTOGRAFIA] GOLPE DE VISTA
Tema: "Imagem e Cultura LGBT: para além da visibilidade"
Os preconceitos relativos à homossexualidade e às expressões de gênero que desafiam binarismos ainda são muito presentes, em vários países, como é o caso do Brasil. Ainda há uma série de motivos que impedem que pessoas que não se adequam às normas sociais que regulam a sexualidade e o gênero saiam às ruas para manifestar e exigir direitos. Alguns deles podem ser facilmente aqui listados: No Brasil, milhares de pessoas LGBT morrem assassinadas simplesmente pelo fato de não se enquadrarem aos rígidos padrões que são impostos para designar o que é “normal” ou não. Recordemos o caso Dandara dos Santos, assassinada brutalmente em fevereiro deste ano, aqui em Fortaleza/CE.
Ainda não é possível para casais homossexuais, a adoção de filhos/as. Projetos de leis a favor da “cura da homossexualidade” são, em pleno século XXI, formulados no Brasil. Dois homens ou duas mulheres não podem demonstrar afeto publicamente sem passar por algum tipo de humilhação e/ou violência simbólica (quando a violência não é física). A mídia, o mercado, as escolas e o poder público veiculam, frequentemente, estereótipos preconceituosos e infelizes sobre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
A Parada do Orgulho é um momento de visibilidade positiva e luta por direitos que promovam a equidade de gênero e acabem com o terrorismo sexual. Não importa se uma pessoa é heterossexual, homossexual, bissexual, transgênero, travesti ou intersex, o importante é ser respeitada como um ser humano e ter todos os seus direitos garantidos.
Nesta edição do Golpe de Vista, traremos as questões acima elencadas, numa conversa com cinco artistas/ativistas que utilizam a imagem, dentre outras linguagens artísticas, para promover a consolidação de direitos, a reflexão para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e igualitária, independente do gênero sexual. São eles o jornalista Ari Areia; o designer e DJ Darwin Marinho; Régis Amora, fundador do Descoletivo; a atriz, modelo e dançarina Jéssica Costa; e o fotógrafo Eduardo Barrosa.
O Dia Internacional do Orgulho Gay é comemorado anualmente em 28 de junho em todo o mundo. Comemoremos e celebremos a diversidade nesta edição do Golpe de Vista e cotidianamente.

/// Sobre os convidados

ARI AREIA
Ari Areia é jornalista formado pela UFC, militante pelos Direitos Humanos, Ativista LGBT e ator do Outro Grupo de Teatro, onde desenvolve pesquisa sobre sexualidade e gênero resultante nas montagens "Comer Querer Ver" (2012), "Caio e Léo" (2014), "Histórias Compartilhadas" (2015) e "Ninguém" (2017).

DARWIN MARINHO
Darwin Marinho é uma bicha preta de Tauá, designer, dj e estudante do Curso de Realização em Audiovisual da Vila das Artes. Responsável pelo roteiro e direção do curta TETO.

RÉGIS AMORA
Membro fundador do Descoletivo. Diretor de Comunicação do Ifoto – Instituto da Fotografia do Ceará (gestão 2014 – 2015). Finalista do prêmio La Salita, na Espanha, com o ensaio Corpos. Em dezembro de 2016 teve a exposição individual CINE CASA como parte da Seção Oficial do Festival Internacional Outono Fotográfico, na Espanha/ Galícia. Em março de 2017 lançou, junto ao Descoletivo, a publicação Séries sobre o Sutil, selecionada no Programa Produção e Publicação em Artes 2016 da Secretaria de Cultura de Fortaleza.

JÉSSICA COSTA
É mulher, trans, negra, filha de iansã, atriz, modelo e dançarina.

EDUARDO BARROSA
É bixa, mestrando no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC), integrante do Laboratório de Arte Contemporânea, também vinculado à UFC e fotógrafo das manas.
Dia 14 de junho de 2017, às 19h, no Auditório. Acesso gratuito. Classificação etária: livre.


► CINE CULTURA POPULAR

O cine debate do Museu da Cultura Cearense tem como proposta a veiculação de curtas-metragens de produtores locais (amadores ou não) que discutam questões pertinentes ao cotidiano cearense. Entendemos este tipo de produção audiovisual como manifestação artística, representação, leitura e ficcionalização da realidade em que vivemos e, portanto, pejado de potencialidades educativas.

Cultura popular é compreendida, neste sentido, como um caleidoscópio de possibilidades enunciativas, criativas e poéticas que circunscrevem-se num emaranhado onde a tradição e a ruptura se inter-relacionam. Deste modo, produções que investiguem e façam conhecer as manifestações tradicionais, contemporâneas e populares do rito, da crença, do cotidiano, do centro, do sertão, da cidade e do litoral, das relações sociais, etc serão apresentadas.

CURTAS DE MAIO 2017

ENCANTÁRIA
Direção: Fernanda Brasileiro
Encantária é o lugar onde seres sagrados se manifestam através de forças da natureza. E através de Pajé Barbosa, da etnia Pitaguary, esse lugar se revela em sua dimensão; seja em uma roda de conversa, caminhando na Serra da Monguba seja em um ritual.
Direção de Produção: Leandro Bezerra |Montagem: Fernanda Brasileiro | Direção de Fotografia: Alisson Severino | Trilha Sonora: Ana Paula Oliveira

TEMPO DE LAGOA
Direção: Juan Lima, Luiz James, Marcelino Oliveira e Wagner Abreu
A lagoa acolhe, protege e alimenta aqueles que se achegam em suas margens, lava os que adentram suas águas. Como um manto temporal, desacelera corpos e mentes fustigados pelo fluxo alucinante de uma cidade que teima em lembrar que tempo é dinheiro.

Dia 15 de junho de 2017, às 16h, no miniauditório do MCC. Acesso gratuito. Público livre.


► [MÚSICA] FORRÓ DA PRAÇA

No mês mais nordestino do ano, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura apresenta o Forró da Praça, uma programação que veio para celebrar os mais tradicionais e saudosos estilos do nosso forró. Imersa no clima junino, com direito a bandeirinhas de São João, quadrilha improvisada e comidas típicas, a festa do forró será realizada toda quinta-feira de junho, às 19h, na Praça Verde. Para aquecer os pés dos forrozeiros, as noites vão começar com os DJs do projeto Borogodó Sistema Estereofônico. Na sequência, sobem ao palco Os Muringa, que, a cada edição, serão acompanhados por um nome diferente da música cearense. Nesta semana, as convidadas são Nicinha do Acordeon e Paula Tesser. O acesso é gratuito.

Abrindo todas as noites de Forró da Praça, o Borogodó Sistema Estereofônico, composto por Daniel Goiana e Selekta Fisherman, passeia pela imensidão sonora brasileira, indo do rojão, forró e baião ao carimbó. Logo depois, o grupo de forró Os Muringa chega celebrando a cultura nordestina através do forró tradicional. Com muita alegria e descontração, vão tocar desde o pé-de-serra para arrastar o pé agarradinho até o forró mais agitado que guiará a quadrilha improvisada. “Vai ter Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Falamansa, Dorgival Dantas e, claro, muito Forró das Antigas”, adianta Ráu Rocha, sanfona e voz da banda.

Depois do show de Rita de Cássia, no último dia 8, esta quinta-feira agora contará com a participação da instrumentista Nicinha do Acordeon e da cantora franco-cearense Paula Tesser. Na sequência, teremos ainda Néo Pinéo, Mel Mattos, Daniel Groove e Di Ferreira. “É muito importante que um centro cultural do porte e relevância do Dragão do Mar valorize, com uma programação ainda que sazonal, um gênero tão tradicional da música cearense, que é o forró, promovendo ainda uma feliz troca entre o autêntico forró e os novos nomes da cena musical do Ceará”, explica o diretor de Ação Cultural do Dragão, João Wilson Damasceno.

Segundo o diretor, a partir deste ano, o Forró da Praça será realizado todo mês de junho, na Praça Verde do Dragão, seguindo o formato do Bloco Chão da Praça, programação que já entrou no calendário do Pré-Carnaval de Fortaleza. O acesso ao Forró da Praça é totalmente gratuito. Assim como em todas as programações realizadas na Praça Verde, quando há venda de bebidas alcoólicas, a classificação etária é de 18 anos de idade, conforme orientação da Justiça do Estado. Não será permitida a entrada com bebidas.

Programação

Dia 15/06
Borogodó Sistema Estereofônico e Os Muringa convidam Nicinha do Acordeon e Paula Tesser

Dia 22/06
Borogodó Sistema Estereofônico e Os Muringa convidam Mel Mattos e Néo Pinéo

Dia 29/06
Borogodó Sistema Estereofônico e Os Muringa convidam Daniel Groove e Di Ferreira


/// MAIS INFORMAÇÕES

BOROGODÓ SISTEMA ESTEREOFÔNICO

Devaneio nascido de uma quimera, percorrendo as estradas sonoras da música brasileira.
Uma antropologia capaz de misturar diferentes vertentes num só caldeirão de ritmos e texturas originárias do cancioneiro popular.

A beleza de melodias fortes em cima de batidas percussivas, são apenas o tempero para a amplificação que nos propomos a modular. Nosso laboratório são sebos e feiras nas quais garimpamos e descobrimos a riqueza que a música brasileira foi, é e tem sido.

Queremos ser mais uma ponte que inspire e traga o gosto da ginga e do suingue que só a música do Brasil contém. Operando o sistema, Selektah Fisherman e Daniel Goiana vem para fazer a pista sentir o peso da carga máxima sonora tupiniquim. “Nós somos cachaça pra se beber”. Sejam bem-vindos a essa viagem, apertem os cintos que são muitas rodovias rítmicas a serem percorridas.

OS MURINGA

Criado em 2009, Os Muringa é um grupo de forró formado por quatro jovens amigos que se uniram com um ideal em comum: difundir a cultura nordestina através do autêntico forró. É formado por Ráu Rocha na sanfona e voz, Hailton na zabumba, Ednardo no triângulo e Alysson Vidal na flauta e sax. Os Muringa vêm de forma irreverente expandir a musicalidade nordestina com muita alegria e descontração em suas apresentações.

O objetivo dos Muringa é fazer um forró jovem sem deixar de lado o regionalismo. O grupo tem o xote como um de seus principais ritmos e suas canções denotam o amor, a saudade, a paixão, a vida, a felicidade etc. Em 2010, lançaram seu primeiro CD, chamado “Meu forró é pé de serra”, com algumas canções autorais e interpretações de outros compositores.

Já em 2011, lançaram o segundo cd intitulado “Os Muringa i é bom”, atualmente a banda gravou seu último CD, chamado “Os Muringa – forró universitário com pós-graduação”. Atualmente, a banda é uma das mais conhecidas em Fortaleza. Vem se apresentando nas principais casas de forró da cidade e programas de TV. Suas influências são Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Trio Virgulino, Dominguinhos, Alceu Valença, Petrúcio Amorim, Dorgival Dantas, Falamansa, Rastapé, Flavio José, Luiz Fidelis, Santana, entre outros.

Dias 15, 22 e 29 de junho (às quintas-feiras) de 2017, das 19h às 23h, na Praça Verde. Acesso gratuito. Classificação etária: 18 anos.


► QUINTA COM DANÇA [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE]
A Invenção do Baião teimoso
Balé Baião
A Cia Balé Baião se propõe a trazer para o palco do Projeto Quinta com Dança a metáfora de uma "teimosia dançada", protagonizada por corpos distintos, singulares, lúdicos, místicos, dúbios, maleáveis. É “A Invenção do Baião Teimoso”, espetáculo que traz para a cena todo o elenco da Balé Baião, veteranos e jovens "baioenses". Corpos inacabados, em construção incessante, se refazendo e reinventando-se à proporção que estabelecem diálogos entre si. Corpos intactos, inabaláveis, infinitamente possíveis. Poesia de uma teimosia, de uma ânsia rebelde em seguir adiante, em ir doravante, com o outro.

Dias 15, 22 e 29 de junho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação etária: 14 anos.


► RARA
No Barraco da Constância tem!
Atlas tropeça e deixa o universo desabar, revelando um vazio-pleno. Esse espaço é um campo de expansão e tudo vibra nas suas ondulações. Nesta batelada de movimentos ternários, os extremos se encontram no infinito e recriam o não-conhecido ou o sistema das semelhanças.

Uma bandeira, um livro, um compasso, um ovo, umas frutas, um cálice, um osso, um cacto, uma caravela, um esquadro, uma poeira e um disco voador. Agir pela não-ação. Perder o lugar da fronteira. Balbuciar a linguagem. Descobrir os barulhos cósmicos. Reagrupar uma sinfonia ao ouvido astuto. Diminuir a distância dos anos-luz. Este projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015.

Dias 16 e 23 de junho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação etária: 16 anos. Mais informações: https://www.facebook.com/barracodaconstancia


► TEATRO INFANTIL [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE]
Ogroleto
Pavilhão da Magnólia
Um menino se percebe muito diferente das demais crianças e lidar com essa diferença, para ser aceito, parece não ser fácil. Nessa árdua tarefa da aceitação, ele conta com a ajuda da sua mãe. A peça da autora canadense Suzanne Lebeau trata de temas muito presentes na infância, como: medos, dúvidas e diferenças.

Dia 17, 18, 24 e 25 de junho de 2017, às 17h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação etária: livre.


► [MÚSICA] PRAÇA DO ROCK
Realizado pelo Dragão do Mar em parceria com a Associação Cearense do Rock, o programa mensal Praça do Rock apresenta, a cada edição, as várias matizes do rock cearense. Em junho, confira o thrash metal da Fist Banger Speed e a NFuria, com elementos do thrash e death metal e grind e hardcore, com letras em português.

/// Mais informações sobre as bandas

Fist Banger Speed
O trio de thrash metal gravou em julho de 2013 o primeiro EP, “Invaders of the Thrash”. Lançado no fim de 2013, o disco teve um relançamento em 2014 pelo selo e gravadora Obskure Chaos (SP). As principais influências da bandas são Exciter, Agent Steel, Overkill, Razor e Nuclear Assault.


Nfuria
A banda surgiu em meados de 2004, em Fortaleza (CE), com o propósito de um estilo próprio, trazendo elementos do Thrash/death/grind e hardcore em português que cospem na cara os problemas sociais vividos na periferia. Com mais de uma década de existência, a Nfuri passou por festivais importantes da cidade tais como Forcaos, Rock Cordel, Procultura, Cuca Independente, entre outros shows undergrounds. Abriu shows para ícones da cena como Krisiun, Worst, Matanza, Almar Vulcano. O primeiro trabalho foi a demo “A Praga Ataca Pra Exterminar”, contendo quatro faixas, lançado em 2012. O segundo trabalho foi o videoclipe do single “Peste Química”, lançado em 2013. Com nova formação, a banda vem trabalhando no primeiro CD, intitulado “Nascer da Fúria”, em comemoração aos 10 anos de carreira.

Dia 17 de junho de 2017, às 19h, no Espaço Rogaciano Leite Filho. Acesso gratuito.


► POLIFONIAS [TEMPORADA DE ARTE CEARENSE]
Andrezão GDS + Impacto Feminino + Coro MC e Banda
O programa Polifonias deste mês apresenta três shows gratuitos de rap, no Anfiteatro do Dragão. Andrezão GDS traz "Na certeza do groove", reafirmando seu rap de militância e luta. As meninas da Impacto Feminino traduzem nesse estilo a força resistente pela igualdade de gênero. As questões sociais também estão na música do Coro MC e Banda, com o show "Vem desse naipe", de rimas cadenciadas e batidas dançantes.

/// Mais informações sobre as bandas

Andrézão GDS – show “Na Certeza do Groove”
Andrezão GDS é a voz da resistência que abala as estruturas do sistema. O rap cearense confirma o seu legado com uma nova geração de MC's de militância e luta que têm a música como instrumento de transformação, inclusão e revolução. O Coletivo Maloqueria é reconhecido em todo território cearense como um grupo de hip hop que vem mudando a história. Figuras como Padêro MC, Roni Flow, Ernany RVM e Isabel Gueixa são exemplos dessa revolução e da superação individual que tanto marca o povo cearense, o povo nordestino, o povo brasileiro.

Juntos, eles provaram que é possível se construir, de forma colaborativa, um ciclo de conquistas para o movimento e garantir o seu protagonismo amparado em ações constantes. Um sonho cultivado em vários corações e mentes que não descansam. Foi quando Andrézão GDS chegou de São Paulo e conheceu o trabalho de Roni Flow, em 2013. Nesses últimos três anos, junto desse time de guerreiros, GDS iniciou a trilha numa estrada revolucionária onde se revelaram diversas perspectivas e um grande horizonte para o rap cearense.

Foi também através dessa parceria que o artista reuniu a mensagem cantada nas rimas que carregam as ruas banhadas de sangue inocente e expressam o sentimento do trabalhador explorado e condicionado à sobrevivência nessa selva de pedra.


Impacto Feminino
Impacto Feminino é um grupo de rap cearense, fundado em 2009, atualmente formado por Karlinha Minnie, Rita Impacto e Natalia Gois. Na busca de igualdade entre homens e mulheres e contra a segregação, a ideia é socializar e aproximar pessoas ao movimento hip-hop, mostrando que essa é uma cultura educativa, profissionalizante e que resgata a autoestima da juventude feminina.


Coro MC e Banda – show “Vem Desse Naipe”
O projeto Vem Desse Naipe é uma forma de pôr em evidência a realidade das pessoas que vivem em comunidades periféricas através da vivência do rapper no bairro Barra do Ceará, em Fortaleza. Mas a sondagem proposta por Coro MC vê os impactos sociais refletidos para além do bairro. Quando o eu lírico faz uma investigação de si mesmo, põe à luz discussões sobre como o cotidiano influencia na formação do seu eu. Apesar de abordar temas “pesados”, sua música é positiva, com rimas bem cadenciadas e batidas dançantes de rap.


Dia 17 de junho de 2017, às 19h, no Anfiteatro. Acesso gratuito. Classificação etária: livre.



► MUSEU FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM
Encontros de formação mensais para professores e coordenadores pedágogicos das redes públicas e privadas de ensino e demais profissionais da educação interessados.

Encontro de junho – Possibilidades pedagógicas na exposição Vaqueiros
Certamente você já conhece a exposição Vaqueiros. Em cartaz há 18 anos, no andar inferior do Museu da Cultura Cearense, a mostra já encantou e emocionou milhares de pessoas que por ela passaram e vivenciaram a gostosa sensação do despertar da memória afetiva.
Mas quais referências teóricas embasam a exposição? Quais questões seu acervo coloca? Quais as possibilidades de aprendizado e abordagem temática? Quais metodologias os educadores do MCC utilizam com os diferentes públicos? Na atividade, o Núcleo Educativo mergulha no universo de metodologias e práticas de mediação na exposição Vaqueiros.

Dia 17 de junho de 2017, das 9h às 12 h.
INSCRIÇÃO: enviar e-mail para educamcc@gmail.com informando: nome, área de atuação profissional, instituição.
PÚBLICO ALVO: Professores, educadores, coordenadores pedagógicos e profissionais de instituições que vistarão o MCC.



//// TODA SEMANA NO DRAGÃO DO MAR

Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D'Água. Acesso gratuito.

Planeta Hip Hop
Grupos promovem exibições de dança e música hip hop.
Todos os sábados, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

Brincando e Pintando no Dragão do Mar
Brincadeiras e atividades infantis orientadas por monitores animam a criançada.
Todos os domingos, das 16h às 19h, na Praça Verde. Gratuito.

Fuxico no Dragão
Atrações artísticas e uma feirinha com vinte expositores de produtos criativos em design, moda e gastronomia agitam as tardes de domingo.
Todos os domingos, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.



//// PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informa que o Planetário Rubens de Azevedo passa por manutenção corretiva. Está, portanto, temporariamente fechado para atendimento ao público.



//// MUSEU DA CULTURA CEARENSE (MCC)

► Exposição “Miolo de Pote: a cerâmica cearense primitiva e atual”
Reunindo uma série de peças feitas de barro, a mostra apresenta o dinamismo e vivacidade desta arte ancestral e milenar, no Ceará, além de trazer ainda a contribuição de artistas plásticos e visuais como Bosco Lisboa, Gentil Barreira e Tiago Santana.
Potes, panelas, alguidar, caco de torrar café, brinquedos. A exposição Miolo de Pote revela um Ceará uno e múltiplo, similar e diverso, em dia com as heranças indígenas, africanas, ibéricas. “Primitiva e atual, a arte no barro mantém características próprias em cada localidade ou região, seja no tipo de material, no desenho, nas técnicas, seja no resultado final”, define a curadora Dodora Guimarães. Além dela, a mostra tem ainda a contribuição curatorial da historiadora e diretora de museus do Centro Dragão do Mar, Valéria Laena.
Miolo de Pote reúne, sobretudo, duas coleções públicas: a do Museu da Cultura Cearense (Instituto Dragão do Mar), feita entre 1997 e 1998, que cobriu a Região do Cariri, Saboeiro e Iguatu; e a da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Governo do Estado do Ceará), adquirida em 2005 e 2006, durante o Projeto Secult Itinerante, que percorreu todo o Estado. Algumas peças advindas do Projeto Comida e da exposição O Fabuloso Mundo do Barro, ambos do MCC, enriquecem a mostra que conta ainda com a participação dos artistas plásticos e visuais Bosco Lisboa, Gentil Barreira, Liara Leite, Sabyne Cavalcanti, Tiago Santana, Tércio Araripe, Terry Araújo e Túlio Paracampos.

Instalação de Bosco Lisboa
Em julho, o MCC e o artista Bosco Lisboa desenvolveram uma oficina gratuita, aberta ao público, cujas peças produzidas agora são parte de uma instalação inédita, nesta exposição. Nas aulas ministradas de 19 a 22 de julho, no ateliê da Praça Verde do Dragão do Mar, o artista ensinou as técnicas para se trabalhar com argila.
Natural de Juazeiro do Norte (CE), Bosco desenvolveu, por mais de dez anos, uma pesquisa com artesãos do Sítio Touro e do bairro Tiradentes, tradicionais redutos da cerâmica de sua cidade natal. Em 1994, passou a moldar o barro tendo em vista sua relação com o cotidiano. Por seu trabalho, recebeu menção honrosa no Salão dos Novos em 1993, em Fortaleza. Entre as exposições coletivas de que participou, destacam-se 1ª Bienal do Cariri (Juazeiro do Norte, 2001), Bienal Naif’s (Sesc Piracicaba, 2004) e Projeto Abolição Tudo É de Barro, no Centro Cultural do Abolição (Fortaleza, 2005).
Em cartaz por tempo indeterminado, no Piso Intermediário do MCC. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.


► Exposição Vaqueiros
Exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro.
Em cartaz permanentemente, no Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Devido à manutenção, a mostra está aberta somente para visitas agendadas. Contato: (85) 3488.8621. E-mail: agendamentomuseus@gmail.com.


Ações do Núcleo Educativo do MCC

[PROJETO ANUAL]AMPLIANDO OS OLHARES / DIALOGANDO COM A OBRA
Visitas mediadas para o público espontâneo, sem necessidade de agendamento prévio.
É imensurável a diversidade de experiências e aprendizados dos diferentes públicos quando visitam exposições. Os acervos expostos costumam suscitar inúmeras questões: de onde veio? Quem fez? Qual significado? Por que está neste lugar? Para alguns, o diálogo com o educador é essencial para significar o acervo exibido.
Todas e todos os (as) interessados (as) em “ampliar os olhares” para as exposições do MCC e “dialogar” com o acervo por meio de atividades diversas (oficinas, contações de história, cine clube, jogos, descoberta dirigida, etc) estão convidados a participar desta programação.

QUANDO: aos sábados e domingos de junho, a partir das 17h
ONDE: Somente na exposição “Miolo de pote”
QUEM MEDIA: Educadores do MCC.
PÚBLICO ALVO: Famílias, amigos, casais, crianças, estudantes. Público livre.
Informações: 85 3488.8621 ou educamcc@gmail.com



[PROJETO ANUAL] MUSEU VAI À ESCOLA
Projeto que leva o MCC e a educação patrimonial para dentro da sala de aula.
O “Museu vai à Escola” é uma ação voltada para jovens estudantes dos diferentes níveis de ensino. Sua proposta é contribuir, a partir de reflexões e atividades sobre o patrimônio cultural do Estado do Ceará, com uma educação que aponte para questões recorrentes na sociedade atual, suscitadas pelas exposições e acervo do MCC, estimulando os estudantes a pensar sobre o patrimônio cultural brasileiro e fazê-los reconhecer e respeitar a diversidade cultural dos povos e de sua própria localidade, através de ações interdisciplinares em parceria com professores.
A atividade é realizada em dois encontros: no primeiro, a equipe do Núcleo Educativo do MCC vai até a escola. Lá, com suporte de materiais didáticos como quadros, imagens ampliadas,
réplicas de obras do acervo, fotografias, dentre outros, os educadores realizam discussões dirigidas, palestras e oficinas com a turma, com foco no conteúdo supracitado. Encerra-se esta etapa com a apresentação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, do Museu da Cultura Cearense e de suas exposições.
O segundo encontro (não obrigatório) é realizado com a visita da turma às exposições do MCC.
Os professores, coordenadores pedagógicos e demais interessados em realizar a ação com suas turmas, devem entrar em contato com o Núcleo Educativo do MCC pelo telefone 3488-8621 ou pelo e-mail educamcc@gmail.com para agendar a atividade.

DATA E HORÁRIO: mediante agendamento prévio.
CONTATOS PARA AGENDAMENTO E INFORMAÇÕES: 3488-8621 / educamcc@gmail.com



/// MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ

► Exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos"
A mais completa mostra sobre a obra de um dos grandes nomes da fotografia no Brasil pode ser visitada até o dia 02 de julho no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Realizada pelo Instituto Moreira Salles (IMS), do Rio de Janeiro, e a Terra da Luz Editorial, do Ceará, a exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos", apresenta cerca de 400 fotografias, além de objetos, livros, recortes, exibição de filmes ("It's All True", "Cangaceiros"), documentários sobre ele, vídeo sobre o livro Mucuripe, entrevistas, entre outros.
Nascido há 100 anos (25 de abril de 1917) e falecido há 16 (26 de dezembro de 2000), "Seu Chico" como era chamado por tantos amigos, colegas e admiradores de sua obra, foi o precursor da fotografia na publicidade no Brasil e fez escola com sua arte que foi, é e será sempre uma grande referência. O pioneirismo, suas múltiplas habilidades e seu extremo domínio da luz e da técnica o levaram ao patamar de mestre de gerações de fotógrafos Brasil afora. "Essa exposição pretende apresentar ao público a maestria de Chico Albuquerque, que teve uma rica trajetória de mais de 65 anos na fotografia brasileira", diz Patricia Veloso, da Terra da Luz, que divide a curadoria com Sérgio Burgi, do IMS.
Muitas fotografias são expostas pela primeira vez no Ceará. Elas são parte do acervo de cerca de 75 mil imagens produzidas pelo fotógrafo cearense em São Paulo entre 1947 e 1975, que está preservado na Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Salles por meio de convênio com o Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Esse material foi digitalizado no IMS, que fez, em seguida, um minucioso trabalho de recuperação das imagens, boa parte delas bastante degradadas. Outra parte da exposição é composta por fotografias mantidas no Ceará, sendo, pois, um encontro de acervos, dando uma visão de toda a obra, resultando na mais completa mostra já realizada sobre ele.
"O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos" apresenta as várias fases de sua vida e obra. Uma das salas lembra o período de 1934 a 1945, que são os primeiros anos da ABAFILM, fundada em Fortaleza por seu pai, Adhemar Bezerra de Albuquerque, e o início da carreira profissional de Chico, que esteve à frente do estúdio da empresa de fotografia do pai. É dessa época o trabalho de still do filme It's All True, do cineasta Orson Welles, do qual participou Chico Albuquerque, e os registros do cangaço feitos por Benjamim Abrahão, cujo serviço foi contratado pela ABAFILM.
Em 1945, Chico Albuquerque mudou-se para São Paulo, onde abriu seu estúdio e destacou-se como um dos melhores retratistas do país, tornando-se um ícone da fotografia publicitária no Brasil, atividade que iniciou em 1949 junto às maiores agências de publicidade nacionais e internacionais.
Do período que residiu em São Paulo datam a série de cerca de 50 retratos de artistas, políticos e outras personalidades, as fotografias de arquitetura, moda, indústria automobilística e as imagens urbanas da capital paulista, produzidas nas décadas de 1960 e 1970, nunca expostas em Fortaleza. Na mostra há também um espaço dedicado ao fotoclubismo, movimento que participou como membro do Foto Cine Clube Bandeirante e que projetou a fotografia brasileira no cenário internacional.

Mucuripe, Frutas e Jericoacoara – Do acervo que permanecem no Ceará, estão séries como Frutas, de 1978, Jericoacoara, sendo esteo último ensaio que realizou, em 1985, e Mucuripe, a famosa documentação sobre os jangadeiros na praia de Fortaleza registrada por Chico Albuquerque em duas épocas distintas. A primeira vez foi em 1952, gerando uma grande repercussão nacional, com exposição no MASP e divulgação em revista de circulação nacional. A segunda, 36 anos depois, em 1988, cujas fotografias compuseram a primeira publicação do livro Mucuripe, lançado no ano seguinte. Editora e curadora também dos livros sobre a obra de Chico Albuquerque, Patricia Veloso lembra que as duas primeiras edições de Mucuripe tiveram o acompanhamento do fotógrafo nos serviços de impressão em São Paulo.
Recortes e afetos – A exposição reserva um espaço que é chamado pelos curadores como Sala dos Afetos, com registros de pessoas que fotografaram Chico Albuquerque, fotos pessoais, da família e lugares onde morou.

Em cartaz até o dia 2 de julho de 2017, no MAC-CE. Visitação: terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.