FUNCIONAMENTO
// Geral: de segunda a quinta,
das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. // Bilheterias:
de terça a domingo, das 14h às 20h.
// Cinema do Dragão-Fundação
Joaquim Nabuco: de terça a domingo, das 14h às 22h.
// Museus e Multigaleria: terça a
sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábados, domingos e feriados, das
14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.
// Atenção: às segundas-feiras, o
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus,
Multigaleria e bilheterias.
Acompanhe nossa programação
também pelas redes sociais:
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Arte e Cultura
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► Teatro da Terça [Temporada de
Arte Cearense]
Prometeu
Habitat de Atores – Núcleo para a
tua ação
No terreiro cênico, a experiência
de uma desmontada construção da mítica prisão de Prometeu, aquele que vê
antes. Em repiques de tocaia, a história
do titã convida-nos dubiamente a dançar em comunidade, trazendo à baila
reflexos sobre poder, conhecimento e decisões.
Dias 5, 12, 19 e 26 de abril de
2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Classificação
etária: 16 anos.
►Abertura da exposição Reflexos
da Alma
Artista: Dora Moreira
O Centro Dragão do Mar de Arte e
Cultura apresenta a exposição Reflexos da Alma, da artista Dora Moreira. A
partir de cinco peças, a artista utiliza do elemento espelho para instigar no
observador a percepção do que foge à retina. Da sensação ao objeto observado,
entrar na toca do coelho e perscrutar outros universos. Desdobram-se assim
sombras e reflexos.
Em exposição de 5 de abril a 5 de
maio de 2016, na Varanda dos Museus.
Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados,
domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Gratuito.
► Mostra de Dança Experimental
[Temporada de Arte Cearense]
Flashes, de Marina Carleial,
Karla Brito e Tiago Lopes
Cena. Fotografia. Imagem. Corpo.
Dança.
Solo de Barro, de Nívea Jorge
Barro, elemento imagético e
sensorial, é o mote para explorar o desconhecido: planos, eixos, texturas,
toques – numa descoberta de novos percursos corporais através da motricidade
articular. O diálogo de dois corpos, entre movimentos e sonoridades, na busca
da (re)significância do “eu” ancestral, percebendo o corpo como sujeito e
objeto de arte. Vivências que refletem o eco da natureza humana e inanimada.
“Filhos criados no leite de barro. No chão de terra batida. No torno da vida.”
Dias 6, 13, 20 e 27 de abril de
2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Livre.
► Debate com Ginga
Com Mestre Rafael Magnata
(Capoeira Angola Òrun Àiyé)
O Debate com Ginga é realizado
uma vez por mês no Auditório do Dragão do Mar, proporcionando discussões de
temáticas que se relacionam com a capoeira. Realizado pelo Grupo Capoeira
Brasil, promove ainda oficinas e vivências de manifestações afro-brasileiras. O
debate promove a troca de saberes ao convidar pessoas oriundas de diversos
setores da sociedade e de campos do saber.
“O Debate com Ginga é uma
proposta de ir além dos espaços mais tradicionais da capoeira, instigando os
capoeiristas a ampliarem suas fontes de conhecimento e suas visões das
temáticas que atravessam nossa arte”, afirma Luciano Hebert, corda marrom do
Grupo Capoeira Brasil e coordenador do projeto.
Nesta edição, sob o tema “A
Capoeira Angola em Fortaleza”, o debate contará com a presença do Mestre Rafael
Magnata (Capoeira Angola Òrun Àiyé), que compartilhará suas pesquisas e
vivências sobre a capoeira angola. O evento é aberto ao público.
A Capoeira e o Grupo Capoeira
Brasil
A origem da Capoeira ainda hoje é
discutida por diversos estudiosos da área, mas acredita-se que ela remonta aos
tempos da escravidão e provavelmente foi criada pelos escravos negros do
Brasil, na ânsia de se libertarem. A capoeira atravessou diversas fases e
inúmeras adversidades, sendo até considerada uma prática ilegal e proibida.
Segundo o Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Capoeira encontra-se presente em todo
o território nacional e em mais de 150 países, tornando-se inviável
contabilizar o número de praticantes. A Capoeira hoje é incentivada e amparada
por Lei federal e em 2008 foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do
Brasil, sendo candidata a tornar-se patrimônio da humanidade.
O Grupo Capoeira Brasil, fundado
em 1988 (ano de comemoração de 100 anos da abolição da escravatura), na cidade
de Niterói, pelos mestres Paulinho Sabiá (Niterói – RJ), Boneco (Barra – RJ) e
Paulão Ceará (Fortaleza – CE), surgiu com o objetivo de incentivar, divulgar e
resgatar a cultura e a arte da Capoeira, valendo-se desse instrumento como meio
de transformação e incentivando os praticantes a se tornarem cidadãos críticos.
Dia 6 de abril de 2016, às 19h,
no Auditório. Gratuito.
► Mostra de Videografias
Performativas e Mostra Entre-Performances
Cada vez mais presente no
dia-a-dia das grandes cidades, a performance é uma linguagem artística que pode
ganhar vida em qualquer lugar, a depender da proposta e criatividade do
artista. Em abril, variadas atrações dessa linguagem vão tomar as ruas do
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com a Mostra de Videografias
Performativas e a Mostra Entre-Performances.
As mostras são realizada pelo
Dragão do Mar em parceria com o festival Ponto.CE e Aproince (Associação dos
Produtores Independentes do Ceará). De 7 a 22 de abril, a Multigaleria recebe a Mostra
de Videografias Performativas, com trabalhos de seis artistas/grupos. Já nos
dias 15, 16 e 17 de abril, espalham-se pelo Dragão apresentações da Mostra
Entre-Performances. Confira a programação abaixo.
>>> Mostra de
Videografias Performativas
Fortaleza é um ovo
De Marcelo Ikeda
É uma performance apresentada por
Sara Síntique, realizada no Passeio Público, em Fortaleza, como parte da programação
do Mês da Fotografia. Nele, Sara quebra 90 ovos em diversas áreas de seu
próprio corpo, enquanto executa um conjunto de ações. O cinegrafista Marcelo
Ikeda tomou como base a performance de Sara Sítique para realizar uma obra
audiovisual, promovendo o diálogo entre as manifestações artísticas, algo que
se aproxime do vídeo, da performance e da dança. Desse modo, Ikeda não se
preocupa em meramente registrar a performance de Sara, mas promover o diálogo
entre o ato performático e a linguagem audiovisual.
“Quebra de ovos. Banho de ovos.
Para além das metáforas sobre essa "Fortaleza Ovo", ou sobre o ovo em
si, eu queria na imagem esse amarelo, essa cor de sol que toma a cidade inteira
na maior parte do tempo. Esse amarelo que cega, que queima, que é corpo urbano,
corpo da cidade luz. Mas a primeira imagem, na criação, era a do corpo que se
derrama, que são sabe para onde vai. É o que tenho sentindo aqui, dos rumores
da cidade. A forma dela mudando, se destruindo para a construção de um novo
estado de ser – muitas vezes ou quase sempre, incerto e de aflição. O incômodo,
o cheiro, a dificuldade da quebra – tudo sensorial e diante dos olhos. E havia
também o sair de casa. Dar vista para a rua. Escolher a rua. Fugir do ninho,
desse algo frágil que está entre nós – frágil, mas potente, porque nos separa.
É sobre o que se faz quando é preciso romper a crosta, partir a casa que nos
protege. Durante o processo, eu descubro desse muro as suas lascas e seus
impasses. Descubro, na quebra, o movimento, e este me permite tornar pó as
arestas. A imagem é estranha, suja. Muitas vezes, asco. E esse asco, é nesse
asco, é bela. Como muito do que vejo e do que sinto e sentimos daqui. Fortaleza
é um ovo, certamente, para além da significação de um tal ciclo de pessoas
conhecidas”.
*Projeto contemplado pelos
Editais Culturais do Dragão do Mar
Vo(L)to
Ogiva – ação.imagem
Foi criado a partir do cotidiano
pessoal transformado em arte/ativismo e das inquietações que ocorrem no período
eleitoral. Os onze candidatos à presidência do Brasil carregam discursos e
argumentos e a sociedade civil carrega a decisão. Decisão por qual lógica? Que
peso é esse que carregamos que volta a cada Eleição?
Criada em 2014, a Ogiva – ação.imagem
tem como foco de pesquisa discussões que surgem a partir de datas e
acontecimentos da sociedade atual. O objeto artístico trabalhado é móvel e
modificado, autônomo, temporário e transitório. A performance Vo(l)to,
idealizada e realizada pelo performer Aquele Mario, foi impulsionada pelas
discussões sobre o sistema político vigente, ao representar, através de pedras,
os candidatos à presidência e o título de eleitor, que o performer carregou
durante três horas de deslocamento até o local de votação.
Com a captação de imagens de
Marie Auip e o olhar artístico de Ágata Melquíades, a performance se
transformou em vídeo.
Desde 2014, o vídeo-performance Vo(l)to já foi apresentado no
Festival Ipêrformático, em
Campo Grande (MS); Festival IP, com Circulação Nacional; na
Mostra Convergência, em Palmas (TO), do Sesc Tocantins; e foi contemplado pelo
Editais Culturais 2015/2016, do Instituto Dragão do Mar, em Fortaleza (CE).
*Projeto contemplado pelos
Editais Culturais do Dragão do Mar
Pachamama
Natalia Coehl
É uma ação performativa de grande
impacto, que questiona a produção e o descarte do lixo, trazendo em evidência
aquilo que não se tem interesse em
ver. A intervenção se inicia duas semanas antes, a partir do
acúmulo de lixo produzido neste período. Todos estes resíduos são amarrados em
uma rede de pesca, criando assim a indumentária da performance. O intuito é
trazer para o corpo a sensação de estar sufocada e presa, dificultando assim a
movimentação.
O figurino provoca emoções
criando, a partir delas, uma dança improvisada, que possibilita uma interação
surreal com os transeuntes e o espaço. Modifica-se assim a atmosfera do local,
deixando o acaso, as incertezas e as reais sensações acontecerem através das
imagens apresentadas.
*Projeto contemplado pelos
Editais Culturais do Dragão do Mar
Dia Internacional do Cafuné
Juliana Capibaribe
Ação performática, de vida, de
rezo, disseminação do Dia Internacional do Cafuné e da Reza de Embalar da
personagem fictícia “A Rezadeira Vândala”. Intervenção Artística na Avenida
Paulista, no dia 12 de janeiro de 2016, durante a manifestação contra a tarifa
de R$ 3,80. (...) Divulgação de uma notícia de comemoração inventada: Dia
Internacional do Cafuné; disseminação de um rezo vândalo: reza de Embalar Seu
Menino e Dona Menina; fazer existir de uma personagem: A Rezadeira Vândala, que
surgiu junto às notícias de manifestações políticas em 2013 e 2014, em
Fortaleza.
Mensurar
Waléria Américo
Andar deitada, cobrir uma
extensão com o corpo e demarcar o tamanho do lugar por cada pausa. A coleção de
medidas particulares soma a imprecisão. Miragem em ato para a cidade ou imagem
ponte da qual liga distâncias sentidas. Mais: http://muros.art.br/?page_id=1124
Atalho para o nada
Júnior Pimenta
De 7 a 22 de abril, na
Multigaleria. Visitação: de terça a sexta, das 10h às 22h (com acesso até das
21h30); e sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as
20h30). Acesso gratuito. Classificação Livre.
>>> Mostra
Entre-Performances
Dia 15
Os Cegos
Desvio Coletivo
É uma performance urbana
realizada pelo Desvio Coletivo em parceria com o Laboratório de Práticas
Performativas da Universidade de São Paulo. Seu caráter de obra aberta remete a
diferentes leituras: a redução da nossa existência à função produtiva e ao
consumo, o excesso de trabalho, o aprisionamento e a petrificação da vida, a
automatização do cotidiano, a degeneração ética que se alastra no atual estágio
da sociedade. A proposta visual de Cegos faz uma crítica à condição massacrante
característica de todo tipo de trabalho corporativo iconizado no terno e gravata
usados pelos homens e no terninho ou tailleur adotado por mulheres nas grandes
metrópoles.
Com a obra, desenvolve-se a
pesquisa em cena relacional em espaços urbanos, que teatraliza homens e
mulheres vestidos a rigor, vendados e cobertos de lama, criticando a cegueira
social dos detentores dos poderes executivo, legislativo e econômico, assim
como simbolizando a alienação decorrente da condição massacrante característica
de todo tipo de trabalho corporativo.
A intervenção é realizada a
partir de oficinas teóricas e práticas, oportunidade em que o coro performativo
se forma e o trabalho ganha vida. A estreia de CEGOS foi na Avenida Paulista,
seguida de ação no Rio de Janeiro, em 2012. A performance foi desenvolvida com o
grupo de atores em Paris, a versão Consumo, também apresentada em Natal (RN),
em 2013. Durante o ano de 2014,
a pesquisa se desenvolveu, no sentido da inclusão dos
participantes no planejamento e nas adaptações cênicas realizadas em diversas
cidades dentro e fora do país.
A obra foi selecionada para
integrar o Programa Palco Giratório do Sesc, circulando quase todas as capitais
brasileiras, além de ter sido contemplada pelo edital da Pró-Reitoria de
Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo, dentro do projeto "Cidades
em Performance" e circulou em Paris, Amsterdam, Barcelona, Ilha da Madeira
e Nova York.
Em 2015, a intervenção
representou o Brasil na Quadrienal Internacional de Praga, na República Tcheca,
bem como participou da Virada Cultural de São Paulo e do Festival Internacional
de Dança de Londrina (PR). Ainda em 2015, o projeto foi contemplado pelo Prêmio
Funarte de Teatro Myriam Muniz, na categoria Circulação, prevendo mais dez
apresentações em estados em que ainda não foi realizado. Em 2016, é realizada em San José em Costa Rica,
em parceria com a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de Costa Rica e
LAB Memoria de la artes escénicas. Desde de sua criação, são aproximadamente
cinquenta apresentações em 21 estados brasileiros, e sete países, envolvendo em
sua trajetória mais de mil participantes.
16h > Percurso urbano –
Entorno do Dragão do Mar
O Lixo também ergue muros:
CORPOENTORNO
Artur Dória
Um processo que o artista denomina
de "mistura caminhante". Retalhos de imagens experimentais que
entortam e embaçam a vista; sentido mais valia. O quê|quem será esse que
caminha entre passantes, tão afoitos por se divertir? Ele se avoluma em
resquícios, partes indecifráveis de um entorno desaparecido, que só oferece as
margens a uma cidade escancaradamente desovada. Zona morta? É na experiência
íntima deste choque que um híbrido é gerado. Um corpo-muro que se desloca em
direções indistintas, não anunciadas.
Também um corpo-resto ou corpo-entulho,
formado por aquilo que fora praticado em caminhada, foto, vídeo, texto, coleta,
conversa. Práticas que foram se afirmando. Caminhada corajosa, enveredando por
horários vazios, experimentando sensações hostis. O corpo, neste entremeio, se
veste destes restos que agora se assentam maleáveis na pele deste caminhante,
explorador experimental.
O corpo, em transmutação,
torna-se um conjunto estranho. Espaço sensível que vive das estranhezas
urbanas, que só vê a movimentação quando anoitece em dia de festa, em horários,
por assim dizer, turísticos. A cidade ali está em falta, barrada de sua
ocorrência. Mas, ao invés de entrar, nesta que sublinho como zona de segurança,
eu quero sair; eu vou sair. Saiu. O corpo - não mais o meu, despossuído - é
esse fora|dentro que se oferece ao mundo, um entrecruzamento de sensações que
são aterradas de qualquer convicção.
Este corpo estranho é este que
invade e desestabiliza a paciência dos que não querem se envolver. É um imã
provocador porque quer saber o que muitos outros esqueceram que sabiam. Corpo
que faz proximidade com aquilo que é desagradável ou se faz imperceptível aos
sentidos em outros horários do dia. O corpo, caminhando vestido destes dejetos
que entopem e atravessam estes espaços, é uma lembrança, um souvenir que
reverbera, em um esforço exaustivo, uma vontade aguerrida de resistir ao
esquecimento.
19h > Percurso urbano partindo
da passarela do Dragão do Mar
*Projeto contemplado pelos
Editais Culturais do Dragão do Mar
Heólia
Vanessa Santos
Heólia tem como tema a relação do
ar com o corpo e suas poéticas. Um devir-coisa fecundado pelo deslocamento
dessas fronteiras que delimitam o sujeito e o objeto gerando outras
subjetividades a partir de um elemento-corpo em comum, o ar. Ele na obra preenche,
atravessa e transforma os corpos em um só. Ar esse que é corpo que afeta e
compõe. O processo iniciou no final de 2013 em um laboratório de criação no
curso de Bacharelado em Dança da Universidade Federal do Ceará.
20h > na Multigaleria
Dia 16
"Bichxs - Alimente os
Animais"
No Barraco da Constância Tem!
Ação. Transição. Tempos e espaços
variantes. Mobilidade. Efemeridade. Investigação de volumes. Agenciamento de
planos. Equilíbrio provisório. Superfície lisa. Criação de imagens. A obra e o
espaço público. A cidade como uma selva plural. A obra e o público. Dualismo
entre o fetiche contemplativo e a intimidade interativa, proporcionando
diferentes tipos de relação.
Pessoas variantes diante da obra
ou juntas à obra. Estar diante de ou estar com. O entre o popismo e o
experimentalismo. O uso e o não-uso de artifícios como magnetismo. A
espetacularização e o não-espetáculo. Caracterizar-se e despir-se. Processo.
Realidade possível.
O que é possível ao corpo na sua
relação com o espaço se nos desfizermos de humanos para sermos transitoriedades
em corpos que permutam a cidade como uma selva plural? O que é possível quando
existe uma proposição de ação para um determinado espaço urbano onde se almeja
a possibilidade de compor uma paisagem diferente, mas com seus carros, seus
asfaltos e suas luzes artificiais fazendo parte de uma floresta com mato em
mistura?
19h > na Multigaleria
Lutus
Eric Barbosa e Diego Salvador
A solenidade da circunstância , a
opulência da comitiva só servem para enfatizar o drama da situação. Quanto
maior o apego... maior o sofrimento do luto. Rações e interpretações reativas a
uma perda significativa, geralmente, pela morte de outro ser, perda material,
objeto, sentidos e vigor. O luto em diferentes formas de expressão em culturas
distintas e atemporais, sem buscas assertivas referenciais de tempo. A perda,
aperto no peito, vazio e silêncio no corpo-fala; aliadas aos sentimentos
naturais de interpretação, dessa condição. ser/estar vivo. Descamar-se,
repartir, romper frestas, criar rupturas através de métodos de fuga.
O processo criativo performático
apresentado pelos artistas Eric Barbosa e Diego Salvador retratam o luto como
representação e seus desdobramentos por fases sensoriais e como cada ser lida
com seus processos de luto. O trabalho desenvolvido evolui de acordo com as
lembranças apresentadas de cada artista e, da forma como são abordadas e
expostas, representando o luto pessoal de cada. Seus estigmas, traumas, dores,
figuras, objetos, a simplicitude, o resguardo, o silêncio, pseudo-superações,
sons e escutas íntimas em um brado de resignações, expostas como disparador do
ato performático dos artistas aqui envolvidos.
O processo de pesquisa da
performance foi baseado nas obras do pintor russo Ivan Kramskoi (1837-1887). O
tipo de pintura que é produzido por Kramskoi tem algo de realista e que possui
uma forte ligação como um profundo observador e intérprete da natureza humana.
Nas obras, a expressão de suas impressões, comedida, rigorosa e simples. Na
elaboração da performance, a pintura Tristeza Inconsolável serviu como
referência, cujo artista adotou a heroína com as características do retrato de
sua esposa SN Kramskaya.
21h > na Arena Dragão do Mar
Dia 17
Pedras Portuguesas – Pedras que
se deslocam
Ana Carla de Souza, William
Pereira Monte e Honório Felix
Espaços públicos, experiências,
afetos, percepções, cidades.
17h > Praça Almirante Saldanha
*Projeto contemplado pelos
Editais Culturais do Dragão do Mar
Histórias Compartilhadas ou dos
Corpos que Não se Bastam
Outro Grupo de Teatro
Corpo, Mídia, Gênero, Pênis,
Mulher, Vagina, Homem, "Disforia". Fragmentos do Cotidiano e vozes
misturadas. O eu como uma construção. O Gênero não como meritocracia das
genitálias. Corpos que, na tentativa de coexistir, rompem os limites da
resistência e fazem da presença um símbolo de luta. Para não se afogar em
silêncio todos os dias e cada dia mais um pouco, a gente tem que gritar: Todos
os corpos são certos. Mais: https://www.youtube.com/watch?v=ncsnoVYFrfg.
18h > na Multigaleria
Quatro Homens e uma Jangada
Eric Barbosa
Consiste em uma performance
sonora, na qual é realizada uma re-interpretação audiovisual em formato de
trilha sonora ao vivo do clássico filme: For Men on a Raft, de Orson Welles
(1942). A performance sonora, além de celebrar o centenário de Orson Welles (2015),
faz referências claras aos quatro pescadores que se aventuraram por melhores
condições de vida, em mares atlânticos. A re-interpretação audiovisual do filme
inacabado de Orson Welles, que narra a saga de quatro jangadeiros rumo à
capital do país em busca de melhores condições marítimas aos pescadores,
sediados e residentes nas colônias do litoral cearense.
Além de contar com colaboração do
artista visual Dimitri Lomona, o compositor e instrumentista Eric Barbosa se
une ao músico Guilherme Alvez e, juntos, os artistas utilizam percussão,
baterias, guitarras e sintetizadores, executando ao vivo o filme e intercalando
a exibição com imagens originais da película, fotos atemporais da Praia do
Peixe e Iracema, entre outros arquivos de áudio, fotogramas e outras mídias
redescobertas no processo de pesquisa e montagem da performance. Uma união
estética de linguagens que simbolizam fatos curiosos e importantes na história
cearense.
19h > Arena Dragão do Mar
SERVIÇO
Mostra de Videografias
Performativas
Quando: 7 a 22 de abril de 2016
Visitação: de terça a sexta, das
10h às 22h (com acesso até das 21h30); e sábados, domingos e feriados, das 14h
às 21h (com acesso até as 20h30).
Onde: Multigaleria
Acesso gratuito
Mostra Entre-Performances
Quando: dias 15, 16 e 17 de abril
de 2016
Onde: percursos pelo Dragão do
Mar
Acesso gratuito
► Lançamento do livro-revista
Mutirão #2
O projeto Mutirão nasceu da
vontade de reunir amigos em torno de uma produção que desse espaço a múltiplas
linguagens, somando a diversidade e singularidade dos indivíduos à ideia de
unidade do conjunto. Como dito na Apresentação do Mutirão # 1: “O Mutirão é
contribuição de todos para cada um. Cada um contribui com sua mão, seu ademão e
todos se beneficiam. O Mutirão, o Muquirão. Todos contribuem com a gratuita
colaboração e cada um se beneficia. Aqui, o benefício é a benfeitoria de um
Livreto, uma Literaturação”.
O projeto Mutirão visa, pois, à
confecção de um Livro-Revista em que apareçam unidas as palavras às imagens,
sob a forma de poemas, poemas visuais, prosa, prosemas, fotografias, desenhos,
colagens e o que mais convier – com-vier. O primeiro exemplar da Revista
encontra-se disponível no endereço
https://issuu.com/opoetademeia-tigela/docs/mutirao, onde o número 2 será também
posto à disposição, logo após o seu lançamento.
O lançamento do Mutirão #2 será
no dia 7 de abril, no Auditório do Centro Dragão do Mar, às 19 horas, e contará
com uma atividade lúdica mediada por Zé Tarcísio, capista, ilustrador e artista
homenageado nesta edição e com a participação dos integrantes do Livro: Alves
de Aquino (O Poeta de Meia-Tigela), organizador e colaborador; Raymundo Netto,
apresentador do volume; e ainda os demais autores Aíla Sampaio, Augusto
Secundino, Bernivaldo Carneiro, Bruno Paulino, Dércio Braúna, Ermínio
Nascimento, Glauco Sobreira, Luciano Bonfim, Madjer de Souza Pontes, Nataly
Pinho, Nina Rizzi, Patrícia Tenório, Pedro Humberto, Talles Azigon.
No mais, é só vir dar uma mão.
Dia 7 de abril de 2016, às 19h,
no Auditório. Classificação Livre. Gratuito.
► Quinta com Dança Experimental
[Temporada de Arte Cearense]
Experimento 2: senso+prática =
dança?
Anne-Sophie Gosselin e Elane
Fonseca
O que é que a gente sabe sem
saber que sabe? Essa questão, inspirada da teoria sociológica do senso prático
e da sua crítica do mundo social, tornou-se objeto de manipulações cênicas. No
palco, o jogo das nossas diferenças revela o modo de cada uma habitar seu
corpo, sua cultura, seu cotidiano. Senso reflete o diálogo-encontro entre uma
brasileira dançarina, pesquisadora em dança e uma francesa socióloga que possui
formação em dança.
► Quinta com Dança
Vaca
Marcelle Louzada
Vaca surgiu da necessidade de
explorar questões entre sociedade de consumo e gênero feminino, em uma espécie
de zoo-performance. O prato principal na refeição da maioria dos brasileiros, a
carne de vaca, aqui, conecta-se à carne da mulher, que se coloca para ser
consumida, tendo o corpo como material composicional e utilizando o vídeo como
suporte de interação, em um hibridismo entre as linguagens artísticas.
Dias 7, 14 e 21 de abril de 2016,
às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). 16 anos.
► Elefantes Famintos
Teatro Esgotado
Quatro pessoas estão trancadas
dentro de um local fechado como forma de proteção do lá fora. Elas tentam, de
todas as formas, manter a normalidade dentro desse espaço, evitando que o caos
se estabeleça. Seres humanos em constante execução de ações programadas, seus
corpos e suas vozes programadas. A partir de alguns textos de Ionesco, surge o
questionamento sobre o ser humano ser induzido desde o nascimento a um sistema,
a um discurso. Seres humanos que têm como única motivação manter a ordem de sua
existência.
https://www.facebook.com/teatroesgotado
https://www.youtube.com/watch?v=72BtnbBXwo8,
https://www.youtube.com/watch?v=e6dLlx7I9HY,
https://www.youtube.com/watch?v=PEcei8mUB0I
Dias 8, 15 e 22 de abril de 2016,
às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5. Classificação 16
anos.
► Lançamento do livro
Alumbramento
Autora: Fátima Teles
Alumbramento é um livro
intimista, feito com amor, sobretudo pela forma com que a autora percebe a
vida, a natureza em sua volta; e ainda sob a inspiração dos costumes, ritos e
cultura nortista, levando o(a) leitor(a) a navegar na profundeza de seus rios e
nas paisagens de suas matas. O livro faz referência aos encantos de Belém do
Pará.
Maria de Fátima Araújo Teles é
cearense, nordestina e apaixonada pela diversidade cultural brasileira. A
autora é Assistente Social, Historiadora e Pedagoga com especializações em Direitos Humanos
e Psicopedagogia Institucional. Mulher e poeta, com canetas e linhas, garoa na
arte e no sentimento, entre sonhos e realidade na grande teia da vida.
http://fafatinhateles.blogspot.com/
https://www.facebook.com/profile.php?id=100009253852011
https://www.facebook.com/blogdafatinhateles27/?fref=ts
http://g1.globo.com/ceara/cetv-1dicao/videos/v/assistente-social-lanca-livro-de-poesias-em-juazeiro-do-norte/4817266/
https://www.youtube.com/watch?v=hobsiFH4oHI
https://www.youtube.com/watch?v=lE6hINWh-wo
https://www.youtube.com/watch?v=VLrAmraba0I
https://www.youtube.com/watch?v=3v72mhR0RdA
https://www.youtube.com/watch?v=b1ycQ6nECbc
Dia 8 de abril de 2016, às 18h30,
no Auditório. Gratuito. Classificação 12 anos.
►Feira Fotografia Fortaleza
Tradicional feira do calendário
da fotografia em Fortaleza, a FFF chega a mais uma edição, no Centro Dragão do
Mar. Além da feira com artigos fotográficos, a edição apresenta ainda palestra
com o Prof. Dr. Silas de Paula, sob o tema “IFOTO – Possíveis Caminhos, a
fotografia no Ceará e a sua relação com a fotografia contemporânea no Brasil”.
Dia 9 de abril de 2016, das 14h
às 18h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.
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