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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Dança] Últimos dias da Bienal Internacional de Dança do Ceará tem programação em Fortaleza e Itapipoca

Só20, solo de Claudio Bernardo. 
Foto: Jean-Luc Tanghe

Apresentada pelo Ministério da Cultura, Petrobras, Enel e Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, a 11 edição acontece até o dia 29, com programação gratuita

A 11ª edição da Bienal Internacional de Dança do Ceará vai chegando ao fim. Nesta sexta e sábado, dias 27 e 28, estará no Galpão da Cena, em Itapipoca, com espetáculos a partir das 19 horas.  Em Fortaleza, acontece até domingo, dia 29, com apresentações no Centro Cultural Banco do Nordeste, Sesc Iracema e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Toda a programação tem acesso gratuito.

BIENAL EM ITAPIPOCA:

A Cia Rebentos abre a programação em Itapipoca com “Solos proibidos em tempos de intolerância”, às 19h, desta sexta-feira. Em seguida, Diogo Braga e Thales Luz apresentam “Ossuário” e Luiz Otávio Queiroz participa da Bienal com o solo “Z O O M – o processo em foco”. No sábado, Nívea Jorge e Viana Jr apresentam às 19h “Solo de Barro: PROMORDIA” e Victor Hugo Portela encerra o evento na cidade com o espetáculo “KKKK”.

ÚLTIMOS DIAS EM FORTALEZA:

SEXTA-FEIRA - Lia Rodrigues Cia de Dança (RJ) volta à Bienal com “Aquilo de que somos feitos”, em apresentação nesta sexta, às 18h, no Centro Cultural Banco do Nordeste. Uma co-produção entre as companhias Gelmini, Cia Híbrida e La Truc resultou em “Toque”, que estará às 20h no Sesc Iracema O espetáculo foi criado em processo de colaboração entre França e Brasil. No Teatro Dragão do Mar, a Bienal apresenta às 21h “Sandra Bar”, de Daniel Rufino, e “Gonzo Confèrence”, de Fanny de Chaillé, da França. No Palco Fringe, próximo aos cinemas do Dragão, tem música a partir das 22h com a banda Casa de Veho e Viva la Pachanga.

SÁBADO - No sábado, a programação na Bienal começa com o argentino Luis Garay apresentando “Daimón”, às 20h, no Sesc Iracema. Em seguida, às 21h, no mesmo local, o bailarino e coreógrafo cearense Cláudio Bernardo, diretor da Cia As Palavras, da Bélgica, apresenta o solo “Só20”. Também às 21h, ali pertinho, no Teatro Dragão do Mar, a Cie R.A.M.A, de Fabrice Ramalingom, da França, entra em cena com “Nós, Tupi or not Tupi”. No último dia de Fringe, tem Fertinha e show “Massa”, de Daniel Peixoto, a partir das 23h no palco Fringe.

DOMINGO – O encerramento da 11ª edição da Bienal de Dança será com atrações cearenses. No Dragão do Mar, o Grupo de Dança Cuca Mondubim apresenta “Afro Dizia”, às 17h, no palco Fringe, às 18h a programação é no Teatro do Dragão onde a Edisca apresenta “Religare” e, na sequência, Victor Hugo Portela sobe ao palco com “KKKK”. No Sesc Iracema, a programação de encerramento da Bienal começa às 19h com a bailarina e coreógrafa Silvia Moura e o ator Ricardo Guilherme em “Se Ela dança Eu canto”, e Luiz Otávio Queiroz com “O pensamento se faz na boca”. Fechando esta edição, às 21h no Sesc Iracema, Omì Cia de Dança apresenta “Ibirapema: O forró que eu faltei”.

A XI Bienal Internacional de Dança do Ceará - 20 anos é apresentada pelo Ministério da Cultura, Petrobras, Enel e Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. Patrocínio: Petrobras, Banco do Nordeste e M. Dias Branco. Apoio Cultural: Governo do Estado do Ceará, Prefeitura de Sobral através da Secretaria da Cultura, Juventude, Esporte e Lazer-SEJEL e do Instituto ECOA, Prefeitura de Paracuru, por meio da Secretaria de Turismo, Cultura e Meio Ambiente, e Prefeitura de Aquiraz, através da Secretaria da Cultura. Apoio institucional: Embaixada da França, Instituto Francês, TransArte, Consulado da França no Brasil em Recife, SESC-CE, Instituto Goethe, Governo do Estado do Paraná, Governo do Estado da Bahia e Governo do Estado de São Paulo. Parceria: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Quitanda das Artes e Prodança. Realização: Proarte, Indústria da Dança, Theatro São João, Theatro José de Alencar, Cineteatro São Luiz, Porto Iracema das Artes, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, CCBJ e CCBN.

SERVIÇO:
XI Bienal Internacional de Dança do Ceará - De 19 a 29 de outubro com programação em Sobral (19 a 22/10), Fortaleza (20 a 29/10), Paracuru (20 e 21/10), Trairí (20 e 21/10), Aquiraz (21 e 22/10), Juazeiro do Norte (25 e 26/10) e Itapipoca (27 e 28/10). Site oficial: www.bienaldedanca.com. Confira no site as sinopses, fichas técnicas e classificação etária dos espetáculos. Tel: (85) 32319623. GRATUITO.

ENDEREÇOS:

Galpão da Cena (Rua Raimundo Lopes Souza, 331 – Violete - Itapipoca). Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua. Conde d’Eu, 560 – Centro – Fortaleza). Tel: 85-3209-3500. Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (Rua. Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema – Fortaleza). Tel: 85-3488-8600. SESC Iracema (Rua Boris, 90 C - Praia de Iracema – Fortaleza). Tel: 85-3452-7065.

Negócios] Instituto Dragão do Mar e Bienal de Dança do Ceará promovem rodada de negócios da dança no Porto Iracema das Artes

Assim como ocorreu com a música e o teatro durante a Maloca Dragão 2017, encontro entre diretores e críticos de festivais com grupos de dança cearenses quer fomentar a circulação dos artistas pelo País

A 11ª edição da Bienal Internacional de Dança do Ceará é a oportunidade para apresentação de espetáculos e formação com grandes nomes, nacionais e internacionais, que vêm para o evento. Este ano, a Bienal também inclui, pela primeira vez, uma rodada de negócios entre os grupos de dança cearenses e críticos e diretores de festivais brasileiros. É o Conexões Dança, que será realizado nesta sexta-feira (27), das 14h às 17h, no Porto Iracema das Artes. A participação é aberta a todos os artistas da dança cearenses ou residentes no Ceará.

Realizada pelo Instituto Dragão do Mar, através do Centro Dragão do Mar e Porto Iracema, em parceria com a Bienal de Dança do Ceará, a iniciativa segue o modelo bem sucedido do Conexões Maloca, que promove o encontro entre artistas da música e do teatro cearense com programadores e produtores de festivais e de centros culturais espalhados pelo Brasil. Com a terceira edição realizada, em abril deste ano, durante o festival Maloca Dragão, o Conexões agora se desdobra em Conexões Dança, durante a Bienal, reunindo nomes da crítica e da curadoria de festivais para análise de portfólios e propostas de espetáculos de coreógrafos e bailarinos do Ceará.
Foram convidados: Erivelto Viana (MA), Cássia Navas (SP), Cristina Castro (BA), Joubert Arrais (CE) e Henrique Rochelle (SP). “O objetivo é aproximar os artistas do Ceará de curadores e críticos de outras partes do País para fomentar a circulação desses grupos em festivais Brasil afora. É uma receita que vem dando certo em outras linguagens, como a música e o teatro, e tem tudo pra funcionar muito bem com a dança”, acredita a coordenadora do Programa de Dança do Porto Iracema, Cláudia Pires.
O diretor de Ação Cultural do Dragão do Mar, João Wilson Damasceno, destaca ainda a importância que um intercâmbio desses têm para o artista. “É uma oportunidade única ter à frente reconhecidos realizadores do mercado cultural. Ainda que uma parceria não seja firmada de imediato, o artista pode explorar junto dos convidados os caminhos estratégicos para alcançar seus objetivos, enquanto grupo artístico”, afirma.


SOBRE OS CONVIDADOS


Erivelto Viana
Desenvolve projetos e articulações para a dança, teatro e performance que integram o Bemdito Coletivo, formado por artistas/produtores. Desde 2008 realiza, em São Luís (MA),o Festival Conexão Dança - Selecionado no programa “Rumos Itaú Cultural Dança 2012-2014”, na carteira Formadores em Dança, e também “Rumos Itaú Cultural 2013-2014” com o projeto Conexão Espaço Habitação - Espaço para Interventores/Convidados e Artistas/Residentes. Atualmente vem apresentando os trabalhos “Sintética Idêntica ao Natural” (Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança/2012); Travesqueens (Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança/2010) em parceria com Ricardo Marinelli/PR; e BATUCADA de Marcelo Evelin/Demolition INCORPORADA e as Performances TRANSfigura#1 e TRANSfigura #2. Integra, ainda, o “Patuanú” – Núcleo de Pesquisa em Dança de Ator, coordenado por Carlos Simione | Lume Teatro UNICAMP/SP.



Henrique Rochelle
Crítico de dança, Doutor e Mestre em Artes da Cena e Bacharel em Estudos Literários pela Unicamp, com estágio doutoral na Université Paris 8. Foi produtor do Programa Dança: Encontros Notáveis, fez parte de equipe de pesquisa dos DVDs de aniversário de 45 anos do Balé da Cidade de São Paulo, e foi monitor do módulo de Formação Extensiva do PIRAPRODANÇA. Professor de História da Dança, foi pesquisador convidado a colaborar com a Enciclopédia Dança em Rede, foi secretário-geral dos Seminários Aller-Retour: Dança Brasil-França, editor assistente do ARJ - Art Research Journal, e organizador do livro “Dança, História, Ensino e Pesquisa”. É autor e editor dos sites “Da Quarta Parede” e “Criticatividade”, e membro da Comissão Dança da APCA.

Carolina Castro
Criadora e diretora do Vivadança Festival Internacional (2007), que acontece anualmente na cidade de Salvador, Bahia, em diversos espaços culturais com ações de difusão, intercâmbio e networking para a dança. Integra o colegiado de programação e gestão do Teatro Vila Velha onde dirige o programa de residências artísticas internacionais, e o projeto Pé de Feijão – arte e educação, que promove espetáculos de artes cênicas para público infanto-juvenil. Criou em 2017 o PAVIO – arte e negócios, plataforma para a difusão e comercialização de produtos gerados pelas artes cênicas de artistas baianos. Diplomada pela Universidade Federal da Bahia no curso de licenciatura em dança. Premiada pela Unesco com o Prize for the Promotion of the Arts. Fundou em 1998 a cia Viladança, assumindo a direção geral, pesquisa e criação de trabalhos coreográficos.


Joubert Arrais
Professor, dançarino e crítico de dança. Doutor em Comunicação e Semiótica (PUCSP), mestre em Dança (PPGDanca/UFBA) e bacharel em Comunicação Social - Jornalismo (UFC), com formação e estágios artísticos pelo Centro Em Movimento (c.e.m / Lisboa-Portugal). Professor efetivo do Instituto Interdisciplinar em Cultura e Arte, lecionando no bacharelado em Jornalismo, da Universidade Federal do Cariri (UFCA - Juazeiro do Norte). Desenvolve, desde 2012, o projeto itinerante Crítica com a Dança, contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2011, que resultou na publicação colaborativa "Dança com a Crítica" (Fortaleza: Expressão Gráfica, 2013), com patrocínio parcial do Programa de Cultura Banco do Nordeste / BNDES 2011. Artista premiado com Bolsa Interações Estéticas - Funarte 2013 e Programa Iberescena 2012, com criações de solos autorais de dança e performance, como "Eu Danço Sambarroxé" (2007-2011), "Virar Bicho" (2010-11) e Projeto Masculina (2013-14), com participação em encontros e festivais de dança no Brasil. Membro-fundador da Associação Nacional de Pesquisadores em Dança (ANDA), coordenando o comitê temático Produção de Discurso Crítico sobre Dança (2011-12, 2013-14, 2017-18). Escreve no seu site www.enquantodancas.net.



Cássia Navas
Professora do Pós-Graduação em Artes da Cena/Instituto de Artes/UNICAMP, é graduada em direito (USP), doutora em dança/semiótica (PUC/SP), pós-doutora em artes (ECA/USP), especialista em gestão/políticas culturais (UNESCO/Université de Dijon/Ministère de la Culture/France). Curadora e consultora de vários programas em dança, foi pesquisadora da Equipe de Artes Cênicas/IDART/Secretaria Municipal de Cultura (SP), coordenadora da REDE Stagium e da Oficina Cultural Oswald de Andrade (São Paulo).  Autora de Imagens da Dança em São Paulo, Dança Moderna, Dança e Mundialização: políticas da cultura no eixo Brasil-França, Vem Dançar, Cisne Negro Companhia de Dança, de Teatro do Movimento, um método para o intérprete-criador e  de Arte da Composição,  os dois últimos juntamente com Lenora Lobo, assinou as pesquisas dos vídeos Como Dança São Paulo, Memória Presente: Klauss Vianna e do CD ROM Informação e Memória de Dança no Brasil. Conferencista, vem ministrando palestras e seminários em várias instituições, como  no Impulstanz (Viena, 2013), SP Escola de Teatro (São Paulo, 2014-15), Centro Cultural São Paulo (2015-17), Projeto Brasil, Mousonturm (Frankfurt, Alemanaha, 2016) e Centro de Formação e Pesquisa, SESC São Paulo (2016). Uma de suas pesquisas- Teoria Geral (do Estado) da Dança, aborda temas transdisciplinares entre dança e outras áreas, investigando a construção do sentido nas fronteiras estéticas da arte. Parte de seus textos está publicada no site www.cassianavas.com.br .

SERVIÇO:
Conexões Dança
Quando: sexta-feira (27)
Hora: das 14h às 17h
Onde: Estúdio de audiovisual do Porto Iracema das Artes (Rua Dragão do Mar, 160 – Praia de Iracema – Fortaleza / CE)

Gratuito e aberto aos grupos e artistas da dança interessados