Coberturas – Artes – Lançamentos – Frontstage – Backstage – Tecnologia – Coluna Social – Eventos – Happy Hour – Coquetel – Coffee Break – Palestras – Briefing – Desfiles – Moda – Feiras – Chás – Fotos – Exposições – Assessoria de Imprensa e Comunicação Nacional

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Dragão do Mar] Programação cultural - 17 a 23 de julho de 2017

FUNCIONAMENTO DO CENTRO DRAGÃO DO MAR

Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h.
Cinema do Dragão: de terça a domingo, das 14h às 22h.
Museus: de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábado, domingo e feriados das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.
Multigaleria: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias.


► [CINEMA] CINE REBUCETEIO
A terceira edição do Cine Rebuceteio, cineclube mensal que exibe filmes brasileiros contemporâneos inéditos em Fortaleza, exibirá o longa-metragem “Um Homem Sentado no Corredor” (2017), dirigido por Felipe André Silva, representante da nova safra de cineastas pernambucanos. A sessão gratuita acontece dia 17 de julho, às 19h, no Cinema do Dragão, e será seguida de debate com o diretor.
Felipe André Silva se destaca pelo interesse em uma narrativa mais livre e experimental, uma abordagem pouco explorada pelo atual cinema produzido de Pernambuco. Conhecido por “Santa Monica”, seu primeiro longa, gravado completamente em um smartphone, Felipe retorna aos longas-metragens com um estudo sobre o lugar da performance e da interpretação em nossas vidas.
Pautado sob três principais linhas narrativas coexistentes, “Um Homem Sentado no Corredor” propõe uma reflexão sobre as relações sociais cotidianas como objetos de performance. Através do silêncio, dos olhares, dos espaços geográficos e dos espaços emocionais, o filme investiga quais seriam os limites entre o universo do ator, do palco, do set, e a sua vida além da arte.
“Depois de fazer 'Santa Monica', eu passei um tempo sem inspiração e fui procurar em outros lugares que não o cinema. Tentei música, fotografia, e quando voltei pro teatro, que era uma mídia que eu havia abandonado muitos anos antes, me surgiu essa ideia de escrever sobre como o relacionamento interpessoal é um espaço de criação e performatividade, como dialogar é criar um personagem”, afirma o diretor, “O grupo de teatro é uma síntese de um espaço onde essas questões de representação e criação se tornam uma coisa palpável, onde você é obrigado a entender como é ser outra pessoa”.
Rodado com orçamento muito abaixo do comum, o financiamento do longa foi conquistado por meio de uma campanha de doação pela internet. “O filme foi pensado para ser possível de se realizar sem verba, mas deixamos uma vaquinha aberta para receber possíveis contribuições. Ficamos até surpresos com o retorno, muita gente com quem eu não tinha tanto contato se interessou em colaborar. Acho que isso se deve um pouco à projeção que eu tinha conseguido com 'Santa Monica'”, continua o cineasta.
Para Marcelo Ikeda, curador e coordenador do Cine Rebuceteio, Felipe amplia a percepção ao dialogar com algumas experiências entre o teatro e a dança contemporâneos. “O trabalho de Felipe, que vem sendo aperfeiçoado a cada filme, reside em como, a partir de um modelo específico de produção (baixíssimo orçamento, produção de amigos, improviso de atores), é possível construir uma dramaturgia de personagens que mescle os diálogos (o som verbal), os movimentos do corpo, e também os silêncios. A conjunção desses três aspectos (voz, corpo e silêncio), mediante o plano longo e da câmera fixa, permite ao diretor compor uma forma de encenar as angústias de uma geração jovem”, afirma.
Na entrada da sessão, será distribuído um folheto com uma crítica escrita especialmente para a ocasião. As exibições do Cine Rebuceteio serão mensais, sempre na terceira segunda-feira do mês, entre maio e dezembro de 2017. O evento tem o incentivo da Secretaria de Cultura do Ceará, como projeto contemplado no Edital de Cinema e Vídeo 2015.

Ficha Técnica
“Um Homem Sentado no Corredor”
(2017, Ficção, 72', Cor)
Sinopse: Tanta gente no mundo e nós aqui, quem diria.
Direção e Roteiro: Felipe André Silva
Produção: Alan Campos e Victor Laet
Elenco: Bruno Parmera, Danilo Ribeiro, Dayanne Barros, George Andrade, Clebia Sousa, Marília Souto e Pedro Toscano
Fotografia: Rafael de Almeida
Assistência de Fotografia: Lucas Parente e Cleiton Costa
Som Direto: Nicolau Domingues e Lucas Caminha
Assistência de Som: Thiago Guerra e Catharine Pimentel
Direção de Arte: Joana Claude Migeon
Montagem: Thaynam Lázaro
Assistência de Produção: Rodrigo S. Pereira

Sobre o Cine Rebuceteio
O Cine Rebuceteio foi assim nomeado como uma singela homenagem ao filme “OH! Rebuceteio”, realizado em 1984 pelo diretor Claudio Cunha. O filme ficou por muito tempo legado ao estigma de uma pornochanchada grosseira, mas, nos últimos anos, houve uma revisão crítica que alçou o nome de Claudio Cunha a um grande artesão do cinema brasileiro, com outros títulos, como “Snuff”, “Vítimas do Prazer” e “O Gosto do Pecado”. “OH! Rebuceteio” foi exibido com grande destaque no prestigioso Festival de Rotterdam, em 2012, dentro da retrospectiva do cinema brasileiro que ocorreu neste festival. Além do irresistível bom humor que o título aponta, a proposta do Cine Rebuceteio é apontar para o fato de que muitos filmes no cinema brasileiro não conseguiram reconhecimento crítico no momento de sua produção, mas uma fortuna crítica fez com que, décadas depois, esses filmes pudessem ser melhor avaliados e pudessem ser reconhecidos em suas propostas artísticas.

/// Dia 17 de julho de 2017, às 19h, no Cinema do Dragão. Acesso gratuito.



► [DANÇA] PRA FRENTE O PIOR
Inquieta Cia.
Pessoas cavando seu próprio fim serão como pessoas cavando o fim. Passo a passo, um coletivo arranha um percurso adiante. Sempre adiante, desorientam pactos de convivência e, ainda assim, permanecem como grupo, comunidade, tribo, sociedade… Criar, lutar, adiante, sem esperança. Adiante sem acreditar. Adiante como imperativo ético. Um corpo que já não aguenta mais e se mantém, enfim. Adiante. Em fim.
PRA FRENTE O PIOR é o fluxo de um processo criativo sem uma figura central na criação – ou seja, sem um encenador, diretor, dramaturgo ou coreógrafo. Conta com a interlocução de Marcelo Evelin e Thereza Rocha. Dramaturgia vertiginosa, uma busca intensa em aprofundar um fazer a partir de uma única ação, permanecer nessa ação. Do insistir abra-se espaço para as inúmeras leituras.
/// Dia 17 de julho de 2017, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia). Classificação etária: 16 anos.



► [TEATRO] TEMPORADA CEARENSE DE COMÉDIAS
Espetáculo “CACOS DE FAMÍLIA”
Cia Cearense de Molecagem
Uma simples gravação de programa de televisão torna-se uma verdadeira comédia. Casos complicados, conflitos familiares, deboche e muita graça passam a conduzir aquela louca atração televisiva.
Tendo uma temperamental apresentadora capitaneando as situações, plateia e personagens são levados a entrar no calor das emoções e histórias muito loucas: amantes arrependidos, casais trocados, desvios de conduta, personalidades de frágil caráter, tribos mal-amadas, uma plateia palpiteira e uma apresentadora alucinada vão fazer dessa gravação algo para lá de surpreendente.
/// Dia 18 de julho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Classificação etária: 12 anos.


► [CIRCO] Espetáculo “QUINTAL”
Companhia Circo Lúdico Experimental – CLE
Quintal, uma pausa no fluxo intenso da cidade para ampliar o olhar para a pequenez das coisas, pés de calços, balanço, fazer brinquedo com as palavras, fazer palavra virar corpo. Deter-se a observar, dar às coisas uma volta inteira, margear, imaginar, inventar modos de olhar, transver o mundo. Um espetáculo inspirado na obra de Manoel de Barros.
/// Dias 19 e 26 de julho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação: Livre.


► 2º FESTIVAL DE MÚSICA DA JUVENTUDE
A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenadoria de Juventude, promoverá a abertura do 2º Festival de Música da Juventude, nesta quinta-feira (20), às 20h, no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. O show de abertura, denominado “A Nova Geração da Música Cearense”, contará com a apresentação de participantes da primeira edição do evento.
Os grupos Indiada Buena, Nafandus, Projeto Acordes, Projeto Rivera, Felipe Lustosa e Original Rap Cearense apresentarão um conjunto de músicas autorais, além de um repertório de compositores cearenses.
Na ocasião, também será divulgada a lista das 36 bandas selecionadas para participação no festival deste ano, que tem com premiação o valor de R$ 10.000,00 para o 1º colocado, R$ 7.000,00 para o segundo e 5.000,00 para o terceiro lugar e troféus. Serão realizadas seis eliminatórias. A primeira está marcada para o dia 30 de julho e a grande final acontecerá no dia 07 de outubro.
Saiba Mais
O festival, que tem como objetivo contribuir ainda mais na construção e aprimoramento da narrativa musical local, também vai colaborar com a formação dos jovens por meio da promoção de cursos e oficinas voltadas para temas específicos do segmento da música.
O edital deste ano foi lançado dia 28 de julho. As inscrições aconteceram por meio de formulário eletrônico, entre os dias 28 de junho e 05 de julho, onde foram selecionados 36 projetos musicais.
Clique aqui para edital http://bit.ly/2tpNpfK
/// Dia 20 de julho de 2017, às 20h, no Anfiteatro. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.


► [DANÇA] PROGRAMA QUINTA COM DANÇA – TEMPORADA DE ARTE CEARENSE
Espetáculo MULATA
Cia Dita
O trabalho construído em 2014, marca o ano de comemorações dos 50 anos da bailarina cearense Wilemara Barros e ganha narrativa com corpo e voz da artista que esmiúça sua trajetória de 42 anos de dança. Wilemara começou a dançar em uma época regida pelo modelo europeu como estética a ser seguida. Desacreditada por seu primeiro professor quando criança, seguiu transformando-se ao longo de quatro décadas em uma mestra da técnica clássica, criando uma carreira significativa no cenário da dança cearense/ brasileira. Mulata é sobre a delicadeza das percepções menos visíveis.
/// Dias 20 e 27 de julho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: 10 anos.


► OFICINA ESPIRITUALIDADE E BARRO: UMA VIVÊNCIA
/// Dias 21 e 22 de julho de 2017, das 15h30h às 17h30, no Ateliê do MCC. Inscrições grátis: educamcc@gmail.com.


► OFICINA HORA DE AVENTURA: FATIAS LISÉRGICAS DO IMAGINÁRIO
Como proposta aprovada pela Mostra Artístico-Cultural do X Seminário do Grupo de Estudos Sartre, esta oficina traz a apreciação reflexiva e instigante do desenho “Hora de aventura”, com Bruno Cavalcante e Ruy de Carvalho.
/// Dias 21 e 22 de julho de 2017, das 16h30 às 18h, no Miniauditório do MCC. Acesso gratuito. Inscrições: sartre@uece.br.


► [DANÇA] Espetáculo DE-VIR
Cia Dita
De-vir estreou em dezembro de 2002 como exercício final do coreógrafo Fauller, no Curso de Criação Coreográfica do extinto Colégio de Dança do Ceará. Em sua trajetória de 15 anos, o projeto conquistou um público múltiplo.
A relação com essa audiência proporcionou ao espetáculo conexões com o cinema, com projetos acadêmicos dentro e fora do Ceará e com diversas publicações em livros e revistas. “De-vir” foi apresentado em todo o Brasil nos mais importantes festivais de dança e através da Circulação Nacional Palco Giratório – SESC.
Também foi apresentado em países da América do Sul, África e Europa. O espetáculo, hoje, é considerado umas das principais obras da dança cênica do Ceará.
/// Dias 21 e 28 de julho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia). Classificação etária: 18 anos.


► [MÚSICA] PROJETO RIVERA CONVIDA NAFANDUS
No dia 21 de julho, às 20h, o Anfiteatro vira palco da produção cearense Projeto Rivera convida Nafandus. Nascida ainda em 2013, a banda Projeto Rivera conquistou a cena musical da cidade com o último disco Eu Vim Te Trazer o Sol, numa mistura de MPB, baião e rock alternativo. Neste show, no Dragão, a Rivera toca os sucessos que emplacou, mas também entra em campanha de financiamento coletivo para a produção física e circulação do segundo disco, Eu Vejo Você.
O projeto do novo álbum foi iniciado no Laboratório de Música da Escola Porto Iracema das Artes, sob a tutoria de Leonardo Ramos, produtor e vocalista/guitarrista da banda Supercombo, que segue na produção do trabalho. As doações para a produção do CD podem ser feitas através de uma plataforma criada pela própria banda no site https://www.projetorivera.com/prevenda-euvejovoce.
Faz show na mesma noite a banda Nafandus, que se utiliza de elementos musicais tipicamente nordestinos mesclados com o rock'n'roll. A Nafandus vai apresentar o show Unbreakable, com músicas autorais cuja sonoridade é inspirada em clássicos mundiais do rock como Black Sabbath e Led Zeppelin. Segundo Victor Caliope, vocalista da Rivera, a ideia de convidar a Nafandus, apesar de estilos musicais bem diferentes, parte de uma iniciativa de apoio mútuo em busca de um público que seja a intersecção entre os dois grupos. O show tem entrada gratuita, com acesso sujeito à lotação.
/// Dia 21 de julho de 2017, às 20h, no Anfiteatro. Acesso gratuito e sujeito à lotação do espaço. Classificação etária: Livre.


► [FOTOGRAFIA] PROGRAMA PAPO FOTOGRÁFICO – TEMPORADA DE ARTE CEARENSE
“DA PADARIA ESPIRITUAL À FORMAÇÃO DAS AGREMIAÇÕES LITERÁRIAS E MOVIMENTOS QUE MARCARAM O FINAL DO SÉC XIX E INÍCIO DO SÉC XX
Luiza Maria Aragão Pontes
O projeto é um mergulho fotográfico nas principais agremiações e movimentos literários da literatura cearense, incluindo também um dos possíveis percursos de locais fotográficos do Bode Ioiô, em Fortaleza.
/// Dia 22 de julho de 2017, às 16h, no Auditório. Acesso gratuito. Classificação etária: 16 anos. Duração: 120 minutos.


► PROGRAMA EDUCATIVO DA EXPOSIÇÃO MIOLO DE POTE // CERAMICANDO – Oficinas de cerâmica para iniciantes
A partir do livro homônimo dos famosos ceramistas Jean-Jacques Vidal e Paulo James, o Núcleo Educativo do MCC realiza oficinas de argila aos finais de semana de julho, explorando de forma simples e divertida diferentes técnicas de preparação e modelagem do barro pra criançada aproveitar as férias com arte e criatividade. Ceramicando traz em detalhes o processo completo que envolve a arte de fazer cerâmica, transformando técnicas mais elaboradas em tarefas incrivelmente simples.
Programação
Dias 22 e 23 de julho, das 16h às 18h | Construindo um cubo e um cilindro
Dias 29 e 30 de julho, das 16h às 18h | Construindo um vaso e uma tartaruga
Público-alvo: crianças e iniciantes. Inscrições: educamcc@gmail.com | Assunto: oficinas argila. Descrição: Crianças enviar nome, idade e nome do(s) responsáveis que a acompanharão; Adultos: Nome e ocupação. Vagas: 10 participantes por dia. Acesso gratuito.

► [TEATRO INFANTIL] Espetáculo “IROKO”
Edivaldo Batista
Iroko é espetáculo infantil do ator-pesquisador Edivaldo Batista, que se utiliza das narrativas mitológicas do povo ioruba para apresentar o orixá Iroko. Na cena, o ator se utiliza de máscaras para compor as figuras principais que representam a lenda tradicional de um deus que mora dentro da árvore sagrada Iroko.
/// Dias 22, 23, 29 e 30 de julho de 2017, às 17h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Classificação etária: Livre.


► [MÚSICA] PÔR DO SOM
Programa semanal do Centro Dragão do Mar, o Pôr do Som traz grupos de instrumentistas em formações diversas, que mostram um repertório variado. Nesta edição, apresenta-se o Trio de Sopros da Orquestra Sinfônica da UECE. Formado pelos instrumentistas, chefes de naipes, da OSUECE, Everton Castro (oboé), Sousa (fagote) e Jônatas Gaudêncio (clarinete), o Trio executa repertório variado, que passa por todos os períodos da música erudita (do barroco ao contemporâneo), incluindo ainda peças do repertório da música popular brasileira, no qual estão presentes estilos como o chorinho e a bossa-nova. O Trio já se apresentou em vários espaços dedicados à música instrumental, como o Centro Dragão do Mar, o Theatro José de Alencar, a Universidade Estadual do Ceará, dentre outros.
/// Dia 22 de julho de 2017, às 17h, na Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.


► [TEATRO] Espetáculo “ASJA LASCIS JÁ NÃO ME ESCREVE”
Grupo Terceiro Corpo
Asja Lacis, mola propulsora da peça “Asja Lacis já não me escreve”, era uma revolucionária, atriz e diretora de teatro russa. Foi colaboradora de Meyerhold e de Eisenstein, próxima do grupo de Maiakóvski. Asja foi amante e parceira intelectual de Walter Benjamin. Por intermédio dela, Benjamin e Brecht se conheceram. No fim dos anos 1930, Asja Lacis desaparece num campo de concentração stalinista e Brecht registra em seu diário de janeiro de 1939.
/// Dias 22, 23, 29 e 30 de julho de 2017, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Classificação etária: 10 anos.


► [MÚSICA] DANIEL PEIXOTO LANÇA O DISCO "MASSA" + abertura NEW MODEL
As Férias com Arte do Dragão do Mar apresentam o show do novo disco do cantor cearense Daniel Peixoto, no dia 22 de julho, às 20h, no Anfiteatro. Com acesso gratuito e classificação etária de 18 anos, o lançamento contará com show de abertura da dupla New Model. Confira informações sobre as atrações:
New Model
A New Model nasceu do encontro do Eletrônico Underground, atualizado em 2012, e do auge da arte performática dos últimos anos nas boates LGBTs. Surgindo assim, um novo brilho do que seria o mais novo projeto de música pop na cidade de Fortaleza. A dupla formada por Lola Fame e Lua Underwood divulgou, há um ano, algumas músicas nas plataformas digitais como trabalho base do que se transformaria no seu primeiro EP, Tropical Technology, lançado esse ano. Aspirando a vivência tropical de Fortaleza e a onda electropop e fria que invade a nossa orla, fez-se assim, um trabalho solidificado na marca do duo.
+
Daniel Peixoto
Após 5 anos percorrendo o Brasil e outros países com a excursão do show “Shine Tour”, resultado do repertório do álbum Mastigando Humanos e do EP Shine, Daniel Peixoto e sua banda apresentam agora a turnê MASSA!. O disco MASSA, lançado mundialmente no dia 8 de maio, apresenta um repertório de treze músicas inéditas compostas por Peixoto, que passeiam pelo estilo eletrônico - já abraçado desde o início de sua trajetória com a banda Montage -, aliado ao rock, reggae e muita música pop.
O álbum teve a direção musical do produtor Wendel V, da escola de música Beatmasters, e foi gravado entre outubro de 2014 e dezembro de 2016 na capital paulista e no Rio de Janeiro. As músicas foram gravadas com a banda de Daniel Peixoto, além de participações especiais de Edson Cordeiro, Marcos Lessa, João Brasil, Nayra Costa e da rapper carioca Bebel du Guettu.
Apostando nessa fusão sonora, aliada à já explosiva performance ao vivo, Daniel montou sua “Turnê Massa!” um show dividido em três atos com a estrutura de um espetáculo teatral. Troca de figurinos e cenário virtual compõe a cena.
O show é planejado para 60 minutos, permitindo ao público uma viagem não somente musical mas também sensorial, dentro do universo “massa” que Daniel criou.
Massa como a gíria nordestina que quer dizer cool, excitante, e Massa como as massas que podem ser atingidas pelas tão diversificadas referências desse novo e fresco trabalho de um artista que transcende o conceito de música como plataforma para artes visuais, teatrais, moda e poesia. Com letras autobiográficas que falam da liberdade de dentro para fora da cultura de gueto, Peixoto expõe com esse trabalho seu lado mais maduro pessoal e musical. Lincando suas memórias do passado a uma visão pessoal do que espera do futuro.
O álbum:
Spotify: https://open.spotify.com/album/5oivkFg4xlAB7ebHyEaQ4V
Youtube: https://www.youtube.com/playlist…
iTunes: https://itunes.apple.com/br/album/massa/id1222620944
Deezer: http://www.deezer.com/album/39374021
Baixe o álbum gratuitamente em:
www.danipeixoto.tnb.art.br

/// Dia 22 de julho de 2017, às 20h, no Anfiteatro. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

► [FEIRA] FUXICO DO VINIL
Durante o mês de julho, nas Férias com Arte no Dragão, a tradicional feirinha dominical Fuxico no Dragão ganha versões temáticas. No dia 23 de julho, o Fuxico do Vinil reunirá uma série de colecionadores de vinil e artigos relacionados para venda e troca, sob o som dos DJs Alan Morais e Betty Silvério. Além dos colecionadores, a feira está convocando artistas que tenham trabalho em vinil para vender e autografar, na ocasião.
/// Dia 23 de julho de 2017, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

► DIÁLOGO CULTURAL "RESISTÊNCIA TRANS"

Será a construção de si a ação de um@ resistente? Inspirados na Exposição “RESISTÊNCIA, RESISTIR, RESISTENTE!” e no livro “Travestis – Carne, tinta e papel”, convidamos o autor Elias Ferreira Veras e a artista Ana Flávia para discutir a questão.
/// Dia 23 de julho de 2017, das 18h às 19h30, no Miniauditório do MCC. Inscrições grátis: educamcc@gmail.com.


► [MÚSICA] CIRCUITO DE MÚSICA ERUDITA – QUARTETO CEARENSE
Grupo de cordas formado por músicos cearenses e que possui como proposta a difusão da música de concerto, formação de plateia e divulgação do trabalho de novos compositores. O repertório do Quarteto Cearense vai do barroco ao contemporâneo, passeando pelo jazz, forró, rock, tango e temas de filmes. O grupo procura sempre dar destaque a compositores brasileiros e, em especial, aos artistas cearenses.
Os integrantes do grupo já foram membros de importantes orquestras sinfônicas do Brasil como, por exemplo, a Orquestra Sinfônica do Recife, Orquestra Sinfônica da Paraíba e Orquestra Sinfônica de Goiânia. Hoje, atuam na Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho.
O Quarteto Cearense já se apresentou nas mais importantes salas de concerto do Ceará e do Nordeste Brasileiro e já foi premiado em festivais de música de câmara, com um destaque especial para o 1º Festival Internacional de Música de Câmara da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atualmente, o grupo apresenta-se mensalmente nos dois mais importantes equipamentos culturais do Estado do Ceará: Theatro José de Alencar e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
/// Dia 23 de julho de 2017, às 18h, no Auditório. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

Última apresentação!
► [TEATRO] PROGRAMA NAS RUAS – TEMPORADA DE ARTE CEARENSE
Espetáculo “O AUTO DO REI LEAL”
Coletivo Rei Leal
Os grandes clássicos da literatura mundial sempre foram fontes de constantes estudos, partidos da premissa básica de que o ser humano é regido por um mesmo código de padrões psicológicos. O que aquilata uma obra é a sua capacidade de conter, na essência, as vivências pessoais dos vários povos espalhados pelo mundo.
“Rei Lear”, o consagrado texto de Shakespeare, já recebeu várias montagens teatrais, bem como releituras no cinema e na televisão. A sua atualidade é inegável. Aqui, temos a grata adequação à realidade nordestina, contada na linguagem de cordel pelas hábeis mãos do poeta José Mapurunga.
Cansado de suas obrigações, o cego Rei Leal decide dividir seu reino com as três filhas. Sua generosidade seria medida pelo afeto demonstrado por cada uma. Cinicamente, as duas mais velhas, Goneril e Zuleide, derretem-se em elogios e são retribuídas com várias propriedades espalhadas pelo Ceará e pelo mundo.
Cordélia, a filha predileta e que ama verdadeiramente o pai, recusa-se a imitar a hipocrisia das irmãs e critica a forma com que o rei divide seu legado e, por este ato, é deserdada. Sem propriedades a mendigar, Leal segue um caminho errante. A partir daí, desenrolam-se situações cômicas e trágicas, com ingredientes regionais.
/// Dia 23 de julho de 2017, às 19h, na Praça Almirante Saldanha. Acesso gratuito. Classificação etária: 12 anos.


//// TODA SEMANA NO DRAGÃO DO MAR

Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D'Água. Acesso gratuito.

Planeta Hip Hop
Grupos promovem exibições de dança e música hip hop.
Todos os sábados, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.

Brincando e Pintando no Dragão do Mar
Brincadeiras e atividades infantis orientadas por monitores animam a criançada.
Todos os domingos, das 16h às 19h, na Praça Verde. Gratuito.

Fuxico no Dragão
Atrações artísticas e uma feirinha com vinte expositores de produtos criativos em design, moda e gastronomia agitam as tardes de domingo.
Todos os domingos, das 16h às 20h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.


//// PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informa que o Planetário Rubens de Azevedo passa por uma modernização tecnológica Está, portanto, temporariamente fechado para atendimento ao público amplo, funcionando apenas para escolas agendadas. Informações: 3488.8639 ou www.dragaodomar.org.br/planetario


//// EXPOSIÇÕES

//// VARANDA DOS MUSEUS

► Exposição “Não estou só de passagem”
Luiz Freire costuma amanhecer o dia vendo a cidade onde mora pelo lado de fora, lá por onde dizem ter passado os portugueses quando chegaram na Barra do Ceará, em cima das ondas, lá dentro do mar. De lá, percebe como o horizonte – este outro visto do "outside" – tem mudado, percebe como a cidade se desenvolve, como cresce e se deteriora. Vê os amigos partindo e outros chegando. A água, essa cama passageira do artista, também é lente, espelho, reflete. A água, nem sempre incolor, insípida e inodora, também revela. Luiz não é apenas espectador, não está só de passagem.
O projeto “Não estou só de passagem” teve início em 2013 e se dá pela captura de uma imagem momentânea de pequenas ações corriqueiras sobre o reflexo de lâminas de água formadas casualmente em espaços improváveis. Deixa-se claro que algumas das poças são para além de casuais, senão resultados de descaso e má vontade social e política. Algumas questões são levantadas, como os efeitos e as condições do desenvolvimento das cidades e seus litorais, as memórias que se formam coletivamente e os impactos do uso desses locais. O projeto caminha alinhando denúncia e poética em um mesmo corpo.
Este ano, o projeto se transforma em exposição a partir da curadoria compartilhada entre Luiz e o também artista Emanuel Oliveira. A partir da escolha de aproximadamente 20 imagens, feitas com câmeras de pequeno porte, “Não estou só de passagem” será apresentada na Varanda dos Museus, espaço situado ao lado do Museu da Cultura Cearense, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
A mostra foi selecionada pelos Editais Culturais 2016/2017, do Instituto Dragão do Mar, e compõe a Temporada de Arte Cearense.
/// Em cartaz até dia 6 de agosto de 2017, na Varanda dos Museus. Visitação: de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.


//// MUSEU DA CULTURA CEARENSE (MCC)

► EXPOSIÇÃO “RESISTÊNCIA, RESISTIR, RESISTENTE!”
Substantivo, verbo, sujeito. Pensamento, ação, compreensão. Política, Cultura, Artista. “RESISTÊNCIA, RESISTIR, RESISTENTE!” surge do potencial criador da negação: do reconhecimento de que agir é projetar no mundo negando o que existe em função do que só existirá a partir da ação; da consciência de que esta atitude negativa nos desvenda um projeto de mudança. É pela linguagem, criatividade e ação humana que a resistência se faz possível. Mas qual a fórmula secreta da resistência? O que faz de alguém um resistente?
Foram estas inquietações que nortearam o Grupo de Estudos Sartre da Universidade Estadual do Ceará – GES/UECE e o Núcleo de Ação Educativa do Museu da Cultura Cearense – MCC rumo ao desvendamento da realidade pela arte tendo a certeza de que desvendar é tencionar para a mudança. O paradigma é o pressuposto de que toda arte possibilita um discurso e todo apreciador é um co-artista, pois partimos da provocação “e se uma arte for um signo?”.
Assim, o campo das possibilidades se abre. A linguagem artística passa a ser instrumento de comunicação entre aqueles que a usam e aqueles que percebem, pois não a percebem passivamente: sua subjetividade garantirá um texto próprio sobre a obra, perpassando pela situação posta e apelando à liberdade do observador-agente.
É assim que a arte nos põe a discutir, observar e experimentar o campo da resistência, o ato de resistir e a escolha de fazer-se resistente. Não obstante o atual cenário político, esta exposição é, em sua própria concepção, uma expressão real de “alguém que resiste”, seja na cadeia academia, na colonização da cultura, ou em qualquer situação, sempre há uma forma de resistir. Qual é a sua?
De 15 a 30 de julho de 2017, no Museu da Cultura Cearense. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.



► Exposição “Miolo de Pote: a cerâmica cearense primitiva e atual”
Reunindo uma série de peças feitas de barro, a mostra apresenta o dinamismo e vivacidade desta arte ancestral e milenar, no Ceará, além de trazer ainda a contribuição de artistas plásticos e visuais como Bosco Lisboa, Gentil Barreira e Tiago Santana.
Potes, panelas, alguidar, caco de torrar café, brinquedos. A exposição Miolo de Pote revela um Ceará uno e múltiplo, similar e diverso, em dia com as heranças indígenas, africanas, ibéricas. “Primitiva e atual, a arte no barro mantém características próprias em cada localidade ou região, seja no tipo de material, no desenho, nas técnicas, seja no resultado final”, define a curadora Dodora Guimarães. Além dela, a mostra tem ainda a contribuição curatorial da historiadora e diretora de museus do Centro Dragão do Mar, Valéria Laena.
Miolo de Pote reúne, sobretudo, duas coleções públicas: a do Museu da Cultura Cearense (Instituto Dragão do Mar), feita entre 1997 e 1998, que cobriu a Região do Cariri, Saboeiro e Iguatu; e a da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Governo do Estado do Ceará), adquirida em 2005 e 2006, durante o Projeto Secult Itinerante, que percorreu todo o Estado. Algumas peças advindas do Projeto Comida e da exposição O Fabuloso Mundo do Barro, ambos do MCC, enriquecem a mostra que conta ainda com a participação dos artistas plásticos e visuais Bosco Lisboa, Gentil Barreira, Liara Leite, Sabyne Cavalcanti, Tiago Santana, Tércio Araripe, Terry Araújo e Túlio Paracampos.
Instalação de Bosco Lisboa
Em julho, o MCC e o artista Bosco Lisboa desenvolveram uma oficina gratuita, aberta ao público, cujas peças produzidas agora são parte de uma instalação inédita, nesta exposição. Nas aulas ministradas de 19 a 22 de julho, no ateliê da Praça Verde do Dragão do Mar, o artista ensinou as técnicas para se trabalhar com argila.
Natural de Juazeiro do Norte (CE), Bosco desenvolveu, por mais de dez anos, uma pesquisa com artesãos do Sítio Touro e do bairro Tiradentes, tradicionais redutos da cerâmica de sua cidade natal. Em 1994, passou a moldar o barro tendo em vista sua relação com o cotidiano. Por seu trabalho, recebeu menção honrosa no Salão dos Novos em 1993, em Fortaleza. Entre as exposições coletivas de que participou, destacam-se 1ª Bienal do Cariri (Juazeiro do Norte, 2001), Bienal Naif’s (Sesc Piracicaba, 2004) e Projeto Abolição Tudo É de Barro, no Centro Cultural do Abolição (Fortaleza, 2005).
Em cartaz por tempo indeterminado, no Piso Intermediário do MCC. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.



► Exposição “Vaqueiros”
Exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro.
Em cartaz permanentemente, no Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Devido à manutenção, a mostra está aberta somente para visitas agendadas. Contato: (85) 3488.8621. E-mail: agendamentomuseus@gmail.com.



Ações do Núcleo Educativo do MCC

[PROJETO ANUAL]AMPLIANDO OS OLHARES / DIALOGANDO COM A OBRA
Visitas mediadas para o público espontâneo, sem necessidade de agendamento prévio.
É imensurável a diversidade de experiências e aprendizados dos diferentes públicos quando visitam exposições. Os acervos expostos costumam suscitar inúmeras questões: de onde veio? Quem fez? Qual significado? Por que está neste lugar? Para alguns, o diálogo com o educador é essencial para significar o acervo exibido.
Todas e todos os (as) interessados (as) em “ampliar os olhares” para as exposições do MCC e “dialogar” com o acervo por meio de atividades diversas (oficinas, contações de história, cine clube, jogos, descoberta dirigida, etc) estão convidados a participar desta programação.
QUANDO: aos sábados e domingos de julho, a partir das 17H
ONDE: Somente na exposição “Miolo de pote”
QUEM MEDIA: Educadores do MCC
PÚBLICO ALVO: Famílias, amigos, casais, crianças, estudantes. Público livre.
Informações: 85 3488.8621 ou educamcc@gmail.com


[PROJETO ANUAL] MUSEU VAI À ESCOLA
Projeto que leva o MCC e a educação patrimonial para dentro da sala de aula.
O “Museu vai à Escola” é uma ação voltada para jovens estudantes dos diferentes níveis de ensino. Sua proposta é contribuir, a partir de reflexões e atividades sobre o patrimônio cultural do Estado do Ceará, com uma educação que aponte para questões recorrentes na sociedade atual, suscitadas pelas exposições e acervo do MCC, estimulando os estudantes a pensar sobre o patrimônio cultural brasileiro e fazê-los reconhecer e respeitar a diversidade cultural dos povos e de sua própria localidade, através de ações interdisciplinares em parceria com professores.
A atividade é realizada em dois encontros: no primeiro, a equipe do Núcleo Educativo do MCC vai até a escola. Lá, com suporte de materiais didáticos como quadros, imagens ampliadas,
réplicas de obras do acervo, fotografias, dentre outros, os educadores realizam discussões dirigidas, palestras e oficinas com a turma, com foco no conteúdo supracitado. Encerra-se esta etapa com a apresentação do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, do Museu da Cultura Cearense e de suas exposições.
O segundo encontro (não obrigatório) é realizado com a visita da turma às exposições do MCC. Os professores, coordenadores pedagógicos e demais interessados em realizar a ação com suas turmas, devem entrar em contato com o Núcleo Educativo do MCC pelo telefone 3488-8621 ou pelo e-mail educamcc@gmail.com para agendar a atividade.
DATA E HORÁRIO: mediante agendamento prévio.
CONTATOS PARA AGENDAMENTO E INFORMAÇÕES: 3488-8621 / educamcc@gmail.com



/// MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ

► Exposição “O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos”
A mais completa mostra sobre a obra de um dos grandes nomes da fotografia no Brasil pode ser visitada até o dia 02 de julho no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Realizada pelo Instituto Moreira Salles (IMS), do Rio de Janeiro, e a Terra da Luz Editorial, do Ceará, a exposição "O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos", apresenta cerca de 400 fotografias, além de objetos, livros, recortes, exibição de filmes ("It's All True", "Cangaceiros"), documentários sobre ele, vídeo sobre o livro Mucuripe, entrevistas, entre outros.
Nascido há 100 anos (25 de abril de 1917) e falecido há 16 (26 de dezembro de 2000), "Seu Chico" como era chamado por tantos amigos, colegas e admiradores de sua obra, foi o precursor da fotografia na publicidade no Brasil e fez escola com sua arte que foi, é e será sempre uma grande referência. O pioneirismo, suas múltiplas habilidades e seu extremo domínio da luz e da técnica o levaram ao patamar de mestre de gerações de fotógrafos Brasil afora. "Essa exposição pretende apresentar ao público a maestria de Chico Albuquerque, que teve uma rica trajetória de mais de 65 anos na fotografia brasileira", diz Patricia Veloso, da Terra da Luz, que divide a curadoria com Sérgio Burgi, do IMS.
Muitas fotografias são expostas pela primeira vez no Ceará. Elas são parte do acervo de cerca de 75 mil imagens produzidas pelo fotógrafo cearense em São Paulo entre 1947 e 1975, que está preservado na Reserva Técnica Fotográfica do Instituto Moreira Salles por meio de convênio com o Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Esse material foi digitalizado no IMS, que fez, em seguida, um minucioso trabalho de recuperação das imagens, boa parte delas bastante degradadas. Outra parte da exposição é composta por fotografias mantidas no Ceará, sendo, pois, um encontro de acervos, dando uma visão de toda a obra, resultando na mais completa mostra já realizada sobre ele.
"O fotógrafo Chico Albuquerque, 100 anos" apresenta as várias fases de sua vida e obra. Uma das salas lembra o período de 1934 a 1945, que são os primeiros anos da ABAFILM, fundada em Fortaleza por seu pai, Adhemar Bezerra de Albuquerque, e o início da carreira profissional de Chico, que esteve à frente do estúdio da empresa de fotografia do pai. É dessa época o trabalho de still do filme It's All True, do cineasta Orson Welles, do qual participou Chico Albuquerque, e os registros do cangaço feitos por Benjamim Abrahão, cujo serviço foi contratado pela ABAFILM.
Em 1945, Chico Albuquerque mudou-se para São Paulo, onde abriu seu estúdio e destacou-se como um dos melhores retratistas do país, tornando-se um ícone da fotografia publicitária no Brasil, atividade que iniciou em 1949 junto às maiores agências de publicidade nacionais e internacionais.
Do período que residiu em São Paulo datam a série de cerca de 50 retratos de artistas, políticos e outras personalidades, as fotografias de arquitetura, moda, indústria automobilística e as imagens urbanas da capital paulista, produzidas nas décadas de 1960 e 1970, nunca expostas em Fortaleza. Na mostra há também um espaço dedicado ao fotoclubismo, movimento que participou como membro do Foto Cine Clube Bandeirante e que projetou a fotografia brasileira no cenário internacional.

Mucuripe, Frutas e Jericoacoara – Do acervo que permanecem no Ceará, estão séries como Frutas, de 1978, Jericoacoara, sendo esteo último ensaio que realizou, em 1985, e Mucuripe, a famosa documentação sobre os jangadeiros na praia de Fortaleza registrada por Chico Albuquerque em duas épocas distintas. A primeira vez foi em 1952, gerando uma grande repercussão nacional, com exposição no MASP e divulgação em revista de circulação nacional. A segunda, 36 anos depois, em 1988, cujas fotografias compuseram a primeira publicação do livro Mucuripe, lançado no ano seguinte. Editora e curadora também dos livros sobre a obra de Chico Albuquerque, Patricia Veloso lembra que as duas primeiras edições de Mucuripe tiveram o acompanhamento do fotógrafo nos serviços de impressão em São Paulo.
Recortes e afetos – A exposição reserva um espaço que é chamado pelos curadores como Sala dos Afetos, com registros de pessoas que fotografaram Chico Albuquerque, fotos pessoais, da família e lugares onde morou.

Em cartaz até o dia 30 de julho de 2017, no MAC-CE. Visitação: terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

Nenhum comentário: