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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Dragão do Mar] Programação cultural da semana de 5 a 10 de abril de 2016, no Dragão do Mar

 

FUNCIONAMENTO

// Geral: de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. // Bilheterias: de terça a domingo, das 14h às 20h.
// Cinema do Dragão-Fundação Joaquim Nabuco: de terça a domingo, das 14h às 22h.
// Museus e Multigaleria: terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito.

// Atenção: às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias.

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► Teatro da Terça [Temporada de Arte Cearense]
Prometeu
Habitat de Atores – Núcleo para a tua ação
No terreiro cênico, a experiência de uma desmontada construção da mítica prisão de Prometeu, aquele que vê antes.  Em repiques de tocaia, a história do titã convida-nos dubiamente a dançar em comunidade, trazendo à baila reflexos sobre poder, conhecimento e decisões.

Dias 5, 12, 19 e 26 de abril de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Classificação etária: 16 anos.



►Abertura da exposição Reflexos da Alma
Artista: Dora Moreira
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura apresenta a exposição Reflexos da Alma, da artista Dora Moreira. A partir de cinco peças, a artista utiliza do elemento espelho para instigar no observador a percepção do que foge à retina. Da sensação ao objeto observado, entrar na toca do coelho e perscrutar outros universos. Desdobram-se assim sombras e reflexos.

Em exposição de 5 de abril a 5 de maio  de 2016, na Varanda dos Museus. Visitação: de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Gratuito.




► Mostra de Dança Experimental [Temporada de Arte Cearense]

Flashes, de Marina Carleial, Karla Brito e Tiago Lopes
Cena. Fotografia. Imagem. Corpo. Dança.

Solo de Barro, de Nívea Jorge
Barro, elemento imagético e sensorial, é o mote para explorar o desconhecido: planos, eixos, texturas, toques – numa descoberta de novos percursos corporais através da motricidade articular. O diálogo de dois corpos, entre movimentos e sonoridades, na busca da (re)significância do “eu” ancestral, percebendo o corpo como sujeito e objeto de arte. Vivências que refletem o eco da natureza humana e inanimada. “Filhos criados no leite de barro. No chão de terra batida. No torno da vida.”

Dias 6, 13, 20 e 27 de abril de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). Livre.


► Debate com Ginga
Com Mestre Rafael Magnata (Capoeira Angola Òrun Àiyé)

O Debate com Ginga é realizado uma vez por mês no Auditório do Dragão do Mar, proporcionando discussões de temáticas que se relacionam com a capoeira. Realizado pelo Grupo Capoeira Brasil, promove ainda oficinas e vivências de manifestações afro-brasileiras. O debate promove a troca de saberes ao convidar pessoas oriundas de diversos setores da sociedade e de campos do saber.

“O Debate com Ginga é uma proposta de ir além dos espaços mais tradicionais da capoeira, instigando os capoeiristas a ampliarem suas fontes de conhecimento e suas visões das temáticas que atravessam nossa arte”, afirma Luciano Hebert, corda marrom do Grupo Capoeira Brasil e coordenador do projeto.

Nesta edição, sob o tema “A Capoeira Angola em Fortaleza”, o debate contará com a presença do Mestre Rafael Magnata (Capoeira Angola Òrun Àiyé), que compartilhará suas pesquisas e vivências sobre a capoeira angola. O evento é aberto ao público.

A Capoeira e o Grupo Capoeira Brasil
A origem da Capoeira ainda hoje é discutida por diversos estudiosos da área, mas acredita-se que ela remonta aos tempos da escravidão e provavelmente foi criada pelos escravos negros do Brasil, na ânsia de se libertarem. A capoeira atravessou diversas fases e inúmeras adversidades, sendo até considerada uma prática ilegal e proibida.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Capoeira encontra-se presente em todo o território nacional e em mais de 150 países, tornando-se inviável contabilizar o número de praticantes. A Capoeira hoje é incentivada e amparada por Lei federal e em 2008 foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, sendo candidata a tornar-se patrimônio da humanidade.

O Grupo Capoeira Brasil, fundado em 1988 (ano de comemoração de 100 anos da abolição da escravatura), na cidade de Niterói, pelos mestres Paulinho Sabiá (Niterói – RJ), Boneco (Barra – RJ) e Paulão Ceará (Fortaleza – CE), surgiu com o objetivo de incentivar, divulgar e resgatar a cultura e a arte da Capoeira, valendo-se desse instrumento como meio de transformação e incentivando os praticantes a se tornarem cidadãos críticos.

Dia 6 de abril de 2016, às 19h, no Auditório. Gratuito.


► Mostra de Videografias Performativas e Mostra Entre-Performances

Cada vez mais presente no dia-a-dia das grandes cidades, a performance é uma linguagem artística que pode ganhar vida em qualquer lugar, a depender da proposta e criatividade do artista. Em abril, variadas atrações dessa linguagem vão tomar as ruas do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com a Mostra de Videografias Performativas e a Mostra Entre-Performances.

As mostras são realizada pelo Dragão do Mar em parceria com o festival Ponto.CE e Aproince (Associação dos Produtores Independentes do Ceará). De 7 a 22 de abril, a Multigaleria recebe a Mostra de Videografias Performativas, com trabalhos de seis artistas/grupos. Já nos dias 15, 16 e 17 de abril, espalham-se pelo Dragão apresentações da Mostra Entre-Performances. Confira a programação abaixo.

>>> Mostra de Videografias Performativas

Fortaleza é um ovo
De Marcelo Ikeda
É uma performance apresentada por Sara Síntique, realizada no Passeio Público, em Fortaleza, como parte da programação do Mês da Fotografia. Nele, Sara quebra 90 ovos em diversas áreas de seu próprio corpo, enquanto executa um conjunto de ações. O cinegrafista Marcelo Ikeda tomou como base a performance de Sara Sítique para realizar uma obra audiovisual, promovendo o diálogo entre as manifestações artísticas, algo que se aproxime do vídeo, da performance e da dança. Desse modo, Ikeda não se preocupa em meramente registrar a performance de Sara, mas promover o diálogo entre o ato performático e a linguagem audiovisual.

“Quebra de ovos. Banho de ovos. Para além das metáforas sobre essa "Fortaleza Ovo", ou sobre o ovo em si, eu queria na imagem esse amarelo, essa cor de sol que toma a cidade inteira na maior parte do tempo. Esse amarelo que cega, que queima, que é corpo urbano, corpo da cidade luz. Mas a primeira imagem, na criação, era a do corpo que se derrama, que são sabe para onde vai. É o que tenho sentindo aqui, dos rumores da cidade. A forma dela mudando, se destruindo para a construção de um novo estado de ser – muitas vezes ou quase sempre, incerto e de aflição. O incômodo, o cheiro, a dificuldade da quebra – tudo sensorial e diante dos olhos. E havia também o sair de casa. Dar vista para a rua. Escolher a rua. Fugir do ninho, desse algo frágil que está entre nós – frágil, mas potente, porque nos separa. É sobre o que se faz quando é preciso romper a crosta, partir a casa que nos protege. Durante o processo, eu descubro desse muro as suas lascas e seus impasses. Descubro, na quebra, o movimento, e este me permite tornar pó as arestas. A imagem é estranha, suja. Muitas vezes, asco. E esse asco, é nesse asco, é bela. Como muito do que vejo e do que sinto e sentimos daqui. Fortaleza é um ovo, certamente, para além da significação de um tal ciclo de pessoas conhecidas”.
*Projeto contemplado pelos Editais Culturais do Dragão do Mar


Vo(L)to
Ogiva – ação.imagem
Foi criado a partir do cotidiano pessoal transformado em arte/ativismo e das inquietações que ocorrem no período eleitoral. Os onze candidatos à presidência do Brasil carregam discursos e argumentos e a sociedade civil carrega a decisão. Decisão por qual lógica? Que peso é esse que carregamos que volta a cada Eleição?

Criada em 2014, a Ogiva – ação.imagem tem como foco de pesquisa discussões que surgem a partir de datas e acontecimentos da sociedade atual. O objeto artístico trabalhado é móvel e modificado, autônomo, temporário e transitório. A performance Vo(l)to, idealizada e realizada pelo performer Aquele Mario, foi impulsionada pelas discussões sobre o sistema político vigente, ao representar, através de pedras, os candidatos à presidência e o título de eleitor, que o performer carregou durante três horas de deslocamento até o local de votação.

Com a captação de imagens de Marie Auip e o olhar artístico de Ágata Melquíades, a performance se transformou em vídeo. Desde 2014, o vídeo-performance Vo(l)to já foi apresentado no Festival Ipêrformático, em Campo Grande (MS); Festival IP, com Circulação Nacional; na Mostra Convergência, em Palmas (TO), do Sesc Tocantins; e foi contemplado pelo Editais Culturais 2015/2016, do Instituto Dragão do Mar, em Fortaleza (CE).
*Projeto contemplado pelos Editais Culturais do Dragão do Mar


Pachamama
Natalia Coehl
É uma ação performativa de grande impacto, que questiona a produção e o descarte do lixo, trazendo em evidência aquilo que não se tem interesse em ver. A intervenção se inicia duas semanas antes, a partir do acúmulo de lixo produzido neste período. Todos estes resíduos são amarrados em uma rede de pesca, criando assim a indumentária da performance. O intuito é trazer para o corpo a sensação de estar sufocada e presa, dificultando assim a movimentação.

O figurino provoca emoções criando, a partir delas, uma dança improvisada, que possibilita uma interação surreal com os transeuntes e o espaço. Modifica-se assim a atmosfera do local, deixando o acaso, as incertezas e as reais sensações acontecerem através das imagens apresentadas.
*Projeto contemplado pelos Editais Culturais do Dragão do Mar


Dia Internacional do Cafuné
Juliana Capibaribe
Ação performática, de vida, de rezo, disseminação do Dia Internacional do Cafuné e da Reza de Embalar da personagem fictícia “A Rezadeira Vândala”. Intervenção Artística na Avenida Paulista, no dia 12 de janeiro de 2016, durante a manifestação contra a tarifa de R$ 3,80. (...) Divulgação de uma notícia de comemoração inventada: Dia Internacional do Cafuné; disseminação de um rezo vândalo: reza de Embalar Seu Menino e Dona Menina; fazer existir de uma personagem: A Rezadeira Vândala, que surgiu junto às notícias de manifestações políticas em 2013 e 2014, em Fortaleza.


Mensurar
Waléria Américo
Andar deitada, cobrir uma extensão com o corpo e demarcar o tamanho do lugar por cada pausa. A coleção de medidas particulares soma a imprecisão. Miragem em ato para a cidade ou imagem ponte da qual liga distâncias sentidas. Mais: http://muros.art.br/?page_id=1124

Atalho para o nada
Júnior Pimenta

De 7 a 22 de abril, na Multigaleria. Visitação: de terça a sexta, das 10h às 22h (com acesso até das 21h30); e sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Acesso gratuito. Classificação Livre.


>>> Mostra Entre-Performances

Dia 15

Os Cegos
Desvio Coletivo
É uma performance urbana realizada pelo Desvio Coletivo em parceria com o Laboratório de Práticas Performativas da Universidade de São Paulo. Seu caráter de obra aberta remete a diferentes leituras: a redução da nossa existência à função produtiva e ao consumo, o excesso de trabalho, o aprisionamento e a petrificação da vida, a automatização do cotidiano, a degeneração ética que se alastra no atual estágio da sociedade. A proposta visual de Cegos faz uma crítica à condição massacrante característica de todo tipo de trabalho corporativo iconizado no terno e gravata usados pelos homens e no terninho ou tailleur adotado por mulheres nas grandes metrópoles.

Com a obra, desenvolve-se a pesquisa em cena relacional em espaços urbanos, que teatraliza homens e mulheres vestidos a rigor, vendados e cobertos de lama, criticando a cegueira social dos detentores dos poderes executivo, legislativo e econômico, assim como simbolizando a alienação decorrente da condição massacrante característica de todo tipo de trabalho corporativo.

A intervenção é realizada a partir de oficinas teóricas e práticas, oportunidade em que o coro performativo se forma e o trabalho ganha vida. A estreia de CEGOS foi na Avenida Paulista, seguida de ação no Rio de Janeiro, em 2012. A performance foi desenvolvida com o grupo de atores em Paris, a versão Consumo, também apresentada em Natal (RN), em 2013. Durante o ano de 2014, a pesquisa se desenvolveu, no sentido da inclusão dos participantes no planejamento e nas adaptações cênicas realizadas em diversas cidades dentro e fora do país.

A obra foi selecionada para integrar o Programa Palco Giratório do Sesc, circulando quase todas as capitais brasileiras, além de ter sido contemplada pelo edital da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo, dentro do projeto "Cidades em Performance" e circulou em Paris, Amsterdam, Barcelona, Ilha da Madeira e Nova York.

Em 2015, a intervenção representou o Brasil na Quadrienal Internacional de Praga, na República Tcheca, bem como participou da Virada Cultural de São Paulo e do Festival Internacional de Dança de Londrina (PR). Ainda em 2015, o projeto foi contemplado pelo Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, na categoria Circulação, prevendo mais dez apresentações em estados em que ainda não foi realizado. Em 2016, é realizada em San José em Costa Rica, em parceria com a Escola de Artes Dramáticas da Universidade de Costa Rica e LAB Memoria de la artes escénicas. Desde de sua criação, são aproximadamente cinquenta apresentações em 21 estados brasileiros, e sete países, envolvendo em sua trajetória mais de mil participantes.

16h > Percurso urbano – Entorno do Dragão do Mar


O Lixo também ergue muros: CORPOENTORNO
Artur Dória
Um processo que o artista denomina de "mistura caminhante". Retalhos de imagens experimentais que entortam e embaçam a vista; sentido mais valia. O quê|quem será esse que caminha entre passantes, tão afoitos por se divertir? Ele se avoluma em resquícios, partes indecifráveis de um entorno desaparecido, que só oferece as margens a uma cidade escancaradamente desovada. Zona morta? É na experiência íntima deste choque que um híbrido é gerado. Um corpo-muro que se desloca em direções indistintas, não anunciadas.

Também um corpo-resto ou corpo-entulho, formado por aquilo que fora praticado em caminhada, foto, vídeo, texto, coleta, conversa. Práticas que foram se afirmando. Caminhada corajosa, enveredando por horários vazios, experimentando sensações hostis. O corpo, neste entremeio, se veste destes restos que agora se assentam maleáveis na pele deste caminhante, explorador experimental.

O corpo, em transmutação, torna-se um conjunto estranho. Espaço sensível que vive das estranhezas urbanas, que só vê a movimentação quando anoitece em dia de festa, em horários, por assim dizer, turísticos. A cidade ali está em falta, barrada de sua ocorrência. Mas, ao invés de entrar, nesta que sublinho como zona de segurança, eu quero sair; eu vou sair. Saiu. O corpo - não mais o meu, despossuído - é esse fora|dentro que se oferece ao mundo, um entrecruzamento de sensações que são aterradas de qualquer convicção.

Este corpo estranho é este que invade e desestabiliza a paciência dos que não querem se envolver. É um imã provocador porque quer saber o que muitos outros esqueceram que sabiam. Corpo que faz proximidade com aquilo que é desagradável ou se faz imperceptível aos sentidos em outros horários do dia. O corpo, caminhando vestido destes dejetos que entopem e atravessam estes espaços, é uma lembrança, um souvenir que reverbera, em um esforço exaustivo, uma vontade aguerrida de resistir ao esquecimento.

19h > Percurso urbano partindo da passarela do Dragão do Mar
*Projeto contemplado pelos Editais Culturais do Dragão do Mar


Heólia
Vanessa Santos
Heólia tem como tema a relação do ar com o corpo e suas poéticas. Um devir-coisa fecundado pelo deslocamento dessas fronteiras que delimitam o sujeito e o objeto gerando outras subjetividades a partir de um elemento-corpo em comum, o ar. Ele na obra preenche, atravessa e transforma os corpos em um só. Ar esse que é corpo que afeta e compõe. O processo iniciou no final de 2013 em um laboratório de criação no curso de Bacharelado em Dança da Universidade Federal do Ceará.

20h > na Multigaleria


Dia 16

"Bichxs - Alimente os Animais"
No Barraco da Constância Tem!
Ação. Transição. Tempos e espaços variantes. Mobilidade. Efemeridade. Investigação de volumes. Agenciamento de planos. Equilíbrio provisório. Superfície lisa. Criação de imagens. A obra e o espaço público. A cidade como uma selva plural. A obra e o público. Dualismo entre o fetiche contemplativo e a intimidade interativa, proporcionando diferentes tipos de relação.

Pessoas variantes diante da obra ou juntas à obra. Estar diante de ou estar com. O entre o popismo e o experimentalismo. O uso e o não-uso de artifícios como magnetismo. A espetacularização e o não-espetáculo. Caracterizar-se e despir-se. Processo. Realidade possível.

O que é possível ao corpo na sua relação com o espaço se nos desfizermos de humanos para sermos transitoriedades em corpos que permutam a cidade como uma selva plural? O que é possível quando existe uma proposição de ação para um determinado espaço urbano onde se almeja a possibilidade de compor uma paisagem diferente, mas com seus carros, seus asfaltos e suas luzes artificiais fazendo parte de uma floresta com mato em mistura?

19h > na Multigaleria

Lutus
Eric Barbosa e Diego Salvador
A solenidade da circunstância , a opulência da comitiva só servem para enfatizar o drama da situação. Quanto maior o apego... maior o sofrimento do luto. Rações e interpretações reativas a uma perda significativa, geralmente, pela morte de outro ser, perda material, objeto, sentidos e vigor. O luto em diferentes formas de expressão em culturas distintas e atemporais, sem buscas assertivas referenciais de tempo. A perda, aperto no peito, vazio e silêncio no corpo-fala; aliadas aos sentimentos naturais de interpretação, dessa condição. ser/estar vivo. Descamar-se, repartir, romper frestas, criar rupturas através de métodos de fuga.

O processo criativo performático apresentado pelos artistas Eric Barbosa e Diego Salvador retratam o luto como representação e seus desdobramentos por fases sensoriais e como cada ser lida com seus processos de luto. O trabalho desenvolvido evolui de acordo com as lembranças apresentadas de cada artista e, da forma como são abordadas e expostas, representando o luto pessoal de cada. Seus estigmas, traumas, dores, figuras, objetos, a simplicitude, o resguardo, o silêncio, pseudo-superações, sons e escutas íntimas em um brado de resignações, expostas como disparador do ato performático dos artistas aqui envolvidos.

O processo de pesquisa da performance foi baseado nas obras do pintor russo Ivan Kramskoi (1837-1887). O tipo de pintura que é produzido por Kramskoi tem algo de realista e que possui uma forte ligação como um profundo observador e intérprete da natureza humana. Nas obras, a expressão de suas impressões, comedida, rigorosa e simples. Na elaboração da performance, a pintura Tristeza Inconsolável serviu como referência, cujo artista adotou a heroína com as características do retrato de sua esposa SN Kramskaya.

21h > na Arena Dragão do Mar


Dia 17


Pedras Portuguesas – Pedras que se deslocam
Ana Carla de Souza, William Pereira Monte e Honório Felix
Espaços públicos, experiências, afetos, percepções, cidades.

17h > Praça Almirante Saldanha
*Projeto contemplado pelos Editais Culturais do Dragão do Mar


Histórias Compartilhadas ou dos Corpos que Não se Bastam
Outro Grupo de Teatro
Corpo, Mídia, Gênero, Pênis, Mulher, Vagina, Homem, "Disforia". Fragmentos do Cotidiano e vozes misturadas. O eu como uma construção. O Gênero não como meritocracia das genitálias. Corpos que, na tentativa de coexistir, rompem os limites da resistência e fazem da presença um símbolo de luta. Para não se afogar em silêncio todos os dias e cada dia mais um pouco, a gente tem que gritar: Todos os corpos são certos. Mais: https://www.youtube.com/watch?v=ncsnoVYFrfg.

18h > na Multigaleria


Quatro Homens e uma Jangada
Eric Barbosa
Consiste em uma performance sonora, na qual é realizada uma re-interpretação audiovisual em formato de trilha sonora ao vivo do clássico filme: For Men on a Raft, de Orson Welles (1942). A performance sonora, além de celebrar o centenário de Orson Welles (2015), faz referências claras aos quatro pescadores que se aventuraram por melhores condições de vida, em mares atlânticos. A re-interpretação audiovisual do filme inacabado de Orson Welles, que narra a saga de quatro jangadeiros rumo à capital do país em busca de melhores condições marítimas aos pescadores, sediados e residentes nas colônias do litoral cearense.

Além de contar com colaboração do artista visual Dimitri Lomona, o compositor e instrumentista Eric Barbosa se une ao músico Guilherme Alvez e, juntos, os artistas utilizam percussão, baterias, guitarras e sintetizadores, executando ao vivo o filme e intercalando a exibição com imagens originais da película, fotos atemporais da Praia do Peixe e Iracema, entre outros arquivos de áudio, fotogramas e outras mídias redescobertas no processo de pesquisa e montagem da performance. Uma união estética de linguagens que simbolizam fatos curiosos e importantes na história cearense.

19h > Arena Dragão do Mar


SERVIÇO
Mostra de Videografias Performativas
Quando: 7 a 22 de abril de 2016
Visitação: de terça a sexta, das 10h às 22h (com acesso até das 21h30); e sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30).
Onde: Multigaleria
Acesso gratuito

Mostra Entre-Performances
Quando: dias 15, 16 e 17 de abril de 2016
Onde: percursos pelo Dragão do Mar
Acesso gratuito


► Lançamento do livro-revista Mutirão #2

O projeto Mutirão nasceu da vontade de reunir amigos em torno de uma produção que desse espaço a múltiplas linguagens, somando a diversidade e singularidade dos indivíduos à ideia de unidade do conjunto. Como dito na Apresentação do Mutirão # 1: “O Mutirão é contribuição de todos para cada um. Cada um contribui com sua mão, seu ademão e todos se beneficiam. O Mutirão, o Muquirão. Todos contribuem com a gratuita colaboração e cada um se beneficia. Aqui, o benefício é a benfeitoria de um Livreto, uma Literaturação”.

O projeto Mutirão visa, pois, à confecção de um Livro-Revista em que apareçam unidas as palavras às imagens, sob a forma de poemas, poemas visuais, prosa, prosemas, fotografias, desenhos, colagens e o que mais convier – com-vier. O primeiro exemplar da Revista encontra-se disponível no endereço https://issuu.com/opoetademeia-tigela/docs/mutirao, onde o número 2 será também posto à disposição, logo após o seu lançamento.

O lançamento do Mutirão #2 será no dia 7 de abril, no Auditório do Centro Dragão do Mar, às 19 horas, e contará com uma atividade lúdica mediada por Zé Tarcísio, capista, ilustrador e artista homenageado nesta edição e com a participação dos integrantes do Livro: Alves de Aquino (O Poeta de Meia-Tigela), organizador e colaborador; Raymundo Netto, apresentador do volume; e ainda os demais autores Aíla Sampaio, Augusto Secundino, Bernivaldo Carneiro, Bruno Paulino, Dércio Braúna, Ermínio Nascimento, Glauco Sobreira, Luciano Bonfim, Madjer de Souza Pontes, Nataly Pinho, Nina Rizzi, Patrícia Tenório, Pedro Humberto, Talles Azigon.
 No mais, é só vir dar uma mão.

Dia 7 de abril de 2016, às 19h, no Auditório. Classificação Livre. Gratuito.


► Quinta com Dança Experimental [Temporada de Arte Cearense]
Experimento 2: senso+prática = dança?
Anne-Sophie Gosselin e Elane Fonseca

O que é que a gente sabe sem saber que sabe? Essa questão, inspirada da teoria sociológica do senso prático e da sua crítica do mundo social, tornou-se objeto de manipulações cênicas. No palco, o jogo das nossas diferenças revela o modo de cada uma habitar seu corpo, sua cultura, seu cotidiano. Senso reflete o diálogo-encontro entre uma brasileira dançarina, pesquisadora em dança e uma francesa socióloga que possui formação em dança.

► Quinta com Dança
Vaca
Marcelle Louzada

Vaca surgiu da necessidade de explorar questões entre sociedade de consumo e gênero feminino, em uma espécie de zoo-performance. O prato principal na refeição da maioria dos brasileiros, a carne de vaca, aqui, conecta-se à carne da mulher, que se coloca para ser consumida, tendo o corpo como material composicional e utilizando o vídeo como suporte de interação, em um hibridismo entre as linguagens artísticas.

Dias 7, 14 e 21 de abril de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 6 e R$ 3 (meia). 16 anos.


► Elefantes Famintos
Teatro Esgotado

Quatro pessoas estão trancadas dentro de um local fechado como forma de proteção do lá fora. Elas tentam, de todas as formas, manter a normalidade dentro desse espaço, evitando que o caos se estabeleça. Seres humanos em constante execução de ações programadas, seus corpos e suas vozes programadas. A partir de alguns textos de Ionesco, surge o questionamento sobre o ser humano ser induzido desde o nascimento a um sistema, a um discurso. Seres humanos que têm como única motivação manter a ordem de sua existência.

https://www.facebook.com/teatroesgotado
https://www.youtube.com/watch?v=72BtnbBXwo8, https://www.youtube.com/watch?v=e6dLlx7I9HY, https://www.youtube.com/watch?v=PEcei8mUB0I

Dias 8, 15 e 22 de abril de 2016, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10 e R$ 5. Classificação 16 anos.
  

► Lançamento do livro Alumbramento
Autora: Fátima Teles

Alumbramento é um livro intimista, feito com amor, sobretudo pela forma com que a autora percebe a vida, a natureza em sua volta; e ainda sob a inspiração dos costumes, ritos e cultura nortista, levando o(a) leitor(a) a navegar na profundeza de seus rios e nas paisagens de suas matas. O livro faz referência aos encantos de Belém do Pará.

Maria de Fátima Araújo Teles é cearense, nordestina e apaixonada pela diversidade cultural brasileira. A autora é Assistente Social, Historiadora e Pedagoga com especializações em Direitos Humanos e Psicopedagogia Institucional. Mulher e poeta, com canetas e linhas, garoa na arte e no sentimento, entre sonhos e realidade na grande teia da vida.

http://fafatinhateles.blogspot.com/
https://www.facebook.com/profile.php?id=100009253852011
https://www.facebook.com/blogdafatinhateles27/?fref=ts
http://g1.globo.com/ceara/cetv-1dicao/videos/v/assistente-social-lanca-livro-de-poesias-em-juazeiro-do-norte/4817266/
https://www.youtube.com/watch?v=hobsiFH4oHI
https://www.youtube.com/watch?v=lE6hINWh-wo
https://www.youtube.com/watch?v=VLrAmraba0I
https://www.youtube.com/watch?v=3v72mhR0RdA
https://www.youtube.com/watch?v=b1ycQ6nECbc

Dia 8 de abril de 2016, às 18h30, no Auditório. Gratuito. Classificação 12 anos.


►Feira Fotografia Fortaleza
Tradicional feira do calendário da fotografia em Fortaleza, a FFF chega a mais uma edição, no Centro Dragão do Mar. Além da feira com artigos fotográficos, a edição apresenta ainda palestra com o Prof. Dr. Silas de Paula, sob o tema “IFOTO – Possíveis Caminhos, a fotografia no Ceará e a sua relação com a fotografia contemporânea no Brasil”.

Dia 9 de abril de 2016, das 14h às 18h, na Arena Dragão do Mar. Gratuito.


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