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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Fevereiro] Projeto Contexto leva formações sobre Identidade do Semiárido e Enfrentamento à Violência Contra a Mulher para escolas do Sertão cearense

“Passando por 20 municípios do Ceará, as formações pretendem esclarecer os aspectos da afirmação identitária no contexto do semiárido bem como os dispositivos da Lei Maria da Penha no enfrentamento à violência contra a mulher”

Em fevereiro, o Projeto Contexto: Educação – Gênero – Emancipação, começa um novo ciclo de formações nas 126 escolas públicas do interior do Estado que fazem parte do projeto. Dando início as capacitações desse semestre, as escolas dos municípios de Ipaporanga, Tamboril, Quiterianópolis e Nova Russas, receberão formações sobre Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, onde os/as educadores/as poderão esclarecer suas dúvidas e conhecer sobre todo o amparo conquistado através da Lei Maria da Penha, no âmbito jurídico, social e psicológico às mulheres em situação de violência doméstica.  

Nos demais 16 municípios, será trabalhada a temática sobre a Identidade do Semiárido, na perspectiva de ressaltar e valorizar as particularidades de cada região, além de desconstruir e ressignificar estereótipos estabelecidos historicamente e que trazem muitos preconceitos e conotações negativas sobre o semiárido.

A iniciativa, co-financiada pela União Europeia, tem como realizadora a Plataforma Marco Zero composta por organizações nacionais e internacionais com vasta experiência nos campos social, ambiental e educacional: We World ONLUS Itália, We World Brasil, ACACE (Associação de Cooperação Agrícola do Estado do Ceará), Cáritas Diocesana de Crateús, Escola Família Agrícola Dom Fragoso, ESPLAR – Centro de pesquisa e assessoria, Instituto Maria da Penha e Pastoral do Menor Nordeste I.

Diante de um cenário preocupante em que o Brasil ocupa a 5ª posição em casos de feminicídio, num ranking de 83 países, de acordo com o Mapa da Violência de 2015, a educação é uma porta importante no combate a esse tipo de violência, presente em todo o Brasil.

“O Enfrentamento à Violência Contra a Mulher não pode ser visto apenas como um acesso aos meios jurídicos, ele passa por um processo de educação a médio e longo prazo, por isso é tão importante ser trabalhado dentro das escolas, através da educação que podemos desconstruir algumas posturas e comportamentos que são vistos de forma natural e que levam a esse ciclo de violência, esse é o ambiente que as crianças e jovens passam a socializar, a criar dinâmicas que vão levar para toda a vida, então é fundamental que essa pauta seja absorvida na escola”, explica Antonia Mendes, Técnica do Instituto Maria da Penha.

O tema será abordado motivando professores/as a trabalharem com várias ferramentas pedagógicas que podem auxiliar na sensibilização e conscientização dentro e fora de sala de aula. Os/As educadores/as receberão cartilhas informativas sobre os conceitos e os tipos de violência doméstica, materiais lúdicos como um cordel sobre a Lei Maria da Penha, feito pelo artista Tião Simpatia, além de um mapeamento das possibilidades de atendimento no município, orientando sobre os equipamentos públicos especializados no atendimento a essas mulheres.

Por outro lado, o Semiárido Brasileiro, o maior e mais populoso do Mundo, enfrenta o 6º ano de crise hídrica carecendo de políticas públicas contextualizadas às particularidades socioambientais da região, o que exige um trabalho de base, nas escolas, que aborde a necessidade da afirmação identitária partindo do contexto local. “Nós vamos trabalhar nas formações a Identidade do povo do Semiárido, dentro da perspectiva de reforçar e valorizar o jeito que eles vivem, então é trazer e discutir com eles esses aspectos da identidade local, como a cultura, as relações de trabalho, a alimentação, o jeito de plantar, de trabalhar, de viver, mas sem se fechar somente onde eles estão e os/as professores/as poderão traçar suas estratégias pedagógicas durante todo o semestre”, ressalta Cecília dos Reis, Pedagoga da Cáritas Diocesana de Crateús. Assim, resgatará a memória histórica da região, valorizando e ressignificando a cultura local.

Para além das formações e acompanhamento pedagógico com profissionais que farão visitas nas escolas para assessorar os/as professores/as na implementação dos temas em sala de aula, o Projeto Contexto prevê um conjunto mais amplo de ações, tais como: fortalecimento institucional das Organizações da Sociedade Civil que compõem a Plataforma Marco Zero; articulação e envolvimento dos Conselhos Municipais de Educação, da Mulher e da Criança e Adolescente em Grupos de Trabalho Municipais a favor da educação contextualizada; qualificação dos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas; formulação de propostas de projeto de lei adotando a educação contextualizada como princípio norteador do ensino municipal.

Participam do projeto os municípios de Ipaporanga, Tamboril, Quiterianópolis, Nova Russas, Ararendá, Boa Viagem, Crateús, Dep. Irapuan Pinheiro, Ipueiras, Madalena, Milhã, Mombaça, Novo Oriente, Pedra Branca, Piquet Carneiro, Poranga, Quixeramobim, Senador Pompeu, Solonópole e Tauá.


Calendário de Formações


Enfrentamento à Violência Contra a Mulher

06 e 09 de fevereiro – Quiterianópolis
20 a 23 de fevereiro – Tamboril
15 de março – Nova Russas
20 e 21 de março – Ipaporanga


Identidade do Semiárido

27 de fevereiro – Poranga
27 de fevereiro – Crateús
28 de fevereiro – Ipueiras
28 de fevereiro – Ararendá
01 de março – Tauá
01 de março – Novo Oriente
03 de março – Boa Viagem
06 de março – Quixeramobim
06 de março – Madalena
07 de março – Milhã
07 de março – Solonópole
08 de março – Piquet Carneiro
08 de março – Deputado Irapuã Pinheiro
08 de março – Senador Pompeu
09 de março – Mombaça

13 de março – Pedra Branca

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